quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A vida é solidariedade, dizia Oscar Niemeyer

Até o ano de sua morte, o maior arquiteto do Brasil ainda estudava. Morto na quarta-feira (5), aos 104 anos , Oscar Niemeyer já tinha passado dos 90 quando começou a participar de encontros semanais nos quais aprendia sobre filosofia, astronomia, história e literatura com o físico e doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira. “Eu era o chamado professor”, disse Oliveira, em entrevista ao iG . “Mas nunca houve dúvida de que o mestre era ele.”
Os encontros no escritório do arquiteto no Rio de Janeiro começaram em 2000, depois de Oliveira e Niemeyer terem sido apresentados por um amigo em comum. Sempre às terças-feiras, os dois se reuniam por cerca de duas horas, às vezes mais, para discussões das quais também participavam a mulher do arquiteto, Vera Lúcia Cabreira, sobrinhos, netos, bisnetos e amigos. “Todo mundo dava opinião”, relembrou o professor.
Geralmente os encontros começavam com discussões sobre as notícias do dia, nas quais, segundo Oliveira, Niemeyer se mostrava muito bem informado sobre política e economia. Depois, o professor explorava temas ligados a campos tão diferentes quanto literatura e neurociência, que no fim da reunião eram debatidos por todos os presentes.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A vida é solidariedade, dizia Oscar Niemeyer

Até o ano de sua morte, o maior arquiteto do Brasil ainda estudava. Morto na quarta-feira (5), aos 104 anos , Oscar Niemeyer já tinha passado dos 90 quando começou a participar de encontros semanais nos quais aprendia sobre filosofia, astronomia, história e literatura com o físico e doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira. “Eu era o chamado professor”, disse Oliveira, em entrevista ao iG . “Mas nunca houve dúvida de que o mestre era ele.”
Os encontros no escritório do arquiteto no Rio de Janeiro começaram em 2000, depois de Oliveira e Niemeyer terem sido apresentados por um amigo em comum. Sempre às terças-feiras, os dois se reuniam por cerca de duas horas, às vezes mais, para discussões das quais também participavam a mulher do arquiteto, Vera Lúcia Cabreira, sobrinhos, netos, bisnetos e amigos. “Todo mundo dava opinião”, relembrou o professor.
Geralmente os encontros começavam com discussões sobre as notícias do dia, nas quais, segundo Oliveira, Niemeyer se mostrava muito bem informado sobre política e economia. Depois, o professor explorava temas ligados a campos tão diferentes quanto literatura e neurociência, que no fim da reunião eram debatidos por todos os presentes.

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