sábado, 25 de dezembro de 2010

Que nossa Presidenta corra pra frente, não pra trás!

Com este salário, nem todos podem fazer uma ceia de Natal.

O Natal é a grande festa do consumismo...E tome dívidas.

A vida como um grande MOTIVO que nos move... Cecília Meireles.

Deixo-os na companhia de Cecília Meireles, pois fim de ano é inevitável nossa reflexão lançar-se para realidades existenciais, finitas e, absolutamente, fugidias...

MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Neste Natal e Ano Novo, sejamos consumidos pelos afetos, não pelo dinheiro!


Quando nesse país, e em boa parte do mundo, tudo ainda esbarrar em dinheiro, as festas de Natal e fim de ano mais parecerão uma corrida avassaladora “contra” e “para” o consumo. “Contra”, porque relutamos aos gastos exorbitantes que poderão nos deixar endividados o ano vindouro inteirinho. “Para”, na medida em que cedemos aos caprichos dos apelos do coração, uma vez que somos todo sentimento e emoção em tempos como estes – de confraternizações natalinas e Réveillon 2011- de encontrar pessoas amigas de longas datas, até mesmo familiares tomados de saudades.

Somadas a isto são as inúmeras festas de confraternização e troca de presentes que podem afastar ou aproximar as pessoas do inevitável consumo, teimosamente rondando à nossa volta, dependendo, é claro, do poder aquisitivo de cada um, mas que mexe com os brios de uma sociedade altamente capitalista, na qual estamos metidos.

Pois bem, no calor das tantas festas natalinas e no derramar da brancura das espumas volumosas de litros e litros de champanhe, escondem-se os gritos daqueles que passarão quase todo o ano endividados; o soluçar de milhares de famílias divididas que não têm como celebrar o Natal; o clamor de um número infindável de crianças que ainda não sentiram o sabor de ganhar um presente ou uma ceia de Natal, porque não têm dinheiro.

Da criança ao idoso, passando pelo jovem sem perspectiva de vida neste Natal, há a sensação de que é possível, no momento supremo do encontro familiar em volta d'Aquele que se fez e se faz presente por nós, Jesus Cristo, nascer de novo com todos os excluídos da terra. Excluídos por algo tão banal, que um sem-número de pessoas dá valor, o tal do dinheiro. Por causa dele, criamos barreiras, construímos cercas e matamos nosso irmão. É por isso que não reconheço o homem quando simplesmente vejo o consumo desmedido numa época tão maravilhosa como esta. É tempo de celebração, de congraçamento de todas as diferenças, não de consumismo.

Sei que muitos nem verão o alvorecer de um novo ano porque estarão anestesiados pela bebida em demasia, mas, certamente, haverá pessoas que esperarão o Salvador neste Natal e aguardarão entusiasmadas o despontar de um novo ano com os olhos fitos nos que não terão vinho e nem pão, muito menos peru e “fiesta”, regado a fios de ovos, tampouco panetone, mas estarão cheias de ternura e receptivas à partilha, ao abraço, ao sorriso, ao encontro.

Ao contrário de esbanjarmos muito consumo, neste fim de ano, esbanjemos muitos encontros e trocas de abraços. Ao invés de inúmeras trocas de presentes, multipliquemos, neste Natal, as trocas de afetos, os gestos amáveis e ternos. Sejamos consumidos pelos afetos, não pelo dinheiro. Sejamos consumidos de amigos, não consumidos pelas dívidas!

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.

Licenciado em Filosofia pela UERN.

Especialista em Metafísica pela UFRN.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

"Sócrates no sertão do Seridó". Filme será lançado em fevereiro de 2011.


A TV Seridó foi responsável pelas filmagens do curta-metragem "Sócrates do Sertão do Seridó", filmado nas dependências do Complexo Turístico Ilha de Santana em Caicó e com lançamento previsto para fevereiro do próximo ano. Idealizado pelo juiz de Parelhas, Marcos Vinicius, que também é professor de filosofia, o filme conta a história de Sócrates, principalmente os aspectos de seus ensinamentos éticos e morais. "Através desse filme buscaremos discutir nas escolas públicas e privadas o tema ética, levando a universidade para dentro da sociedade, uma forma de retribuir o ensinamento que nós estamos conseguindo adquirir durante o curso", disse o magistrado e idealizador do filme.

Alunos do 2º periodo de Direito da UFRN e professores do curso (Campus de Caicó) integram o elenco do filme, dentre eles o advogado e presidente da OAB/Caicó, Chiquinho Medeiros. Sócrates é interpretado pelo universitário Helton Medeiros, que diz ter tido muita dificuldade de interpretá-lo. "É um pesonagem muito interessante. Ele o que hoje em dia pode se considerar uma pessoa chata e que pega muito no pé, mas ele é muito inteessante de se estudar. Agora, a atuação em si foi muito tensa", relatou. Deyse Nerino assina o roteiro do filme. "Por ser em terra caicoense, fizemos uma readaptação de um filme, lançado em 1971 e já trabalhado em sala, por estarmos pagando na cadeira de filosofia Sócrates, como ele é um marco na filosofia, e isso foi uma idéia do professor e apenas readaptamos para trazer como forma de acervo na nossa universidade", finalizou

Fonte: www.marcosdantas.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Leitura combina com férias e crescimento econômico?


Para aqueles que trabalham no decurso do ano é uma ótima pedida nestas férias que vem chegando, colocar a leitura em dia. Não só nas férias a leitura se insurge como um “ócio criativo” - título de um belo livro de Domenico de Masi - mas, sobretudo, viver dela e para ela deve ser uma exigência em todo o tempo. A leitura deve ser prioridade em todos os momentos da vida. Numa entrevista a que assisti, após as eleições deste ano, no Programa Jô Soares com Marina Silva, ela afirmou que para onde ia estava na companhia segura de sua maleta de livros, pois assim que surgisse uma oportunidade, abriria um de seus livros e lia com muita alegria, afirmando que o tempo não podia ser desperdiçado. Chegou até a brincar com Jô e disse que no avião dependendo do medo e de algumas situações, o primeiro livro que pegava era a Bíblia.

A atividade da leitura no Brasil tem melhorado a passos lentos, de modo que países vizinhos, aqui mesmo na América do Sul, estão bem melhores colocados no ranking de leitura do que o Brasil. A avaliação educacional mais importante – e relevante – do mundo revelou que a Educação brasileira está melhorando, mas ainda ocupamos uma posição baixa: em um ranking de 65 países somos o 53º colocado em Leitura e Ciências e 57º em Matemática. O Pisa(Programa Internacional de Avaliação de Alunos)avalia o desempenho de alunos do Ensino Fundamental e Médio em três áreas chaves: Leitura, Matemática e Ciências. A média brasileira nessas disciplinas foi de 401 pontos, bem abaixo da pontuação dos países mais desenvolvidos, que obtiveram 496 pontos. Em leitura, o Brasil alcançou 412 pontos; em Matemática, 386 e em Ciências 405 – em 2006 a pontuação foi de 393 em Leitura, 370 em Matemática e 390 em Ciências. Resultado que nos deixa atrás de México, Uruguai, Jordânia, Tailândia e Trinidad e Tobago.

Recentemente, como ilustração deste texto, logo acima, publicada pela Revista Superinteressante, podemos ver um levantamento de leituras espontâneas em média por aluno, do Instituto pró-livro da ANL, Centro Regional para o Fomento do Livro, na América Latina, na Espanha, no Caribe e em Portugal, que o Brasil lê apenas um livro por ano por habitante, ao passo que o Chile lê cinco livros por ano por pessoa, a Argentina cinco também e o Uruguai é o que mais lê, seis livros por cada habitante ao ano.

Os dados não mentem. A bem da verdade, se perguntarmos a uma criança ainda pequena o que ela sonha ser quando crescer, a resposta é quase imediata e unânime, jogador de futebol. Isto porque a mídia escancara nas telinhas com frequência jogadores de futebol esnobando mulheres bonitas, carros importados, gigantescos salários e, como se não bastasse, fora aprovada recentemente no Congresso Federal a Lei que ampara jogadores da seleção brasileira na aposentadoria, uma espécie de fundo de pensão. Cadê que uma criança responde que quer ser Professor ou Professora neste país?! Porque Professor ganha pouco, Professor não tem mais respeito, é agredido em sala de aula, é espancado e até assassinado. Muitos professores estão desmotivados com um mísero salário que recebem. Um salário que mal dá pra comer, quanto mais investir na formação profissional. Categoricamente, o Brasil vende uma imagem que não é a de um país de leitores que busca e se alimenta de cultura, mas a de um país que só vê futebol e que só ouve e dança samba. Somos o país do samba e da bola, não um país de leitura. Para a enorme maioria dos políticos, educação não dá votos, não ganha eleições. Educação neste país não é coisa séria, infelizmente.

Enquanto a Educação neste país estiver sendo vista como algo de segunda categoria ou sem prioridade, a leitura e o nível cultural não irão ser diferenciais de qualidade para um povo que quer entrar na lista dos países mais desenvolvidos do globo. Há, atualmente, um retrocesso no crescimento brasileiro. À medida que aceleramos no plano econômico, retrocedemos nas questões educacionais. Questões estas muito pertinentes na formação da personalidade, bem como na consolidação de um cidadão ético e absolutamente comprometido com o patrimônio natural de sobrevivência humana na terra. A mãe terra pede socorro, mas sem uma educação diferenciada, básica até, a Gaia, mãe e criatura de Deus, a terra gritará num gemido ensurdecedor de socorro.

As férias estão às portas. É hora de fazermos um balanço do quanto precisamos melhorar a leitura para poder expressar com mais autoridade nossas ideias. A leitura não só é importante para o desenvolvimento econômico de um país, mas é substancial no respeito aos outros, no trato com o diálogo, nos bons costumes, no requinte da linguagem e da escrita, no poder da argumentação. A leitura, por tudo isso nos dá poder, nos garante segurança emocional e faz bem às férias, principalmente quando são longas e podendo até nos levar ao tédio. Nas férias, a leitura nos propicia sair do ócio e do tédio. Edifique-se, leia mais nestas férias!

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e
Especialista em Metafísica pela UFRN

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Educação no Brasil melhora, mas em ritmo muito lento.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A pedofilia é uma ameaça às crianças.


A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια (paidophilia) onde παις ("criança") e φιλια (philia, "amizade", "afinidade", "amor", "afeição", "atração"), "atração ou afinidade patológica" ou "tendência patológica", conforme o Dicionário Aurélio. A pedofilia, na prática, vai além da acepção cunhada por Aurélio, quer significar ações descontroladas de indivíduos que aliciam menores, na sua grande maioria, crianças desprotegidas, sem nenhuma reação para coibir a prática destes criminosos.

Não poucas vezes, o que facilita a ação dos pedófilos em nossa sociedade é a tremenda impunidade por que passa o país. O Brasil é detentor de uma legislação bastante flexível em que os infratores das leis se sentem à vontade para premeditar, escolher e agredir as suas vítimas, no caso em questão, crianças. Insistimos em destacar aqui “a criança” porque somos os primeiros a propagar por aí o famoso clichê de que “a criança é o futuro da humanidade”. Bem, de fato o é. Mas, se é o nosso futuro, por que não as protegemos, por que não monitoramos suas ações enquanto família, pais e mães, tios e avós? Crianças são frágeis, dóceis, amáveis. Estão, a todo instante, necessitando de carinho e atenção, por isso são tão vulneráveis e expostas a esse tipo horrível de criminalidade, a pedofilia. Cuidemos em acabar logo com isso, se não acabar, ao menos culpar e punir os que praticam tamanha barbárie sexual.

Na verdade, o principal alvo dos pedófilos é as criancinhas, presas vulneráveis destes criminosos que destroem violentamente, sem dó nem compaixão, a integridade não só física, mas também emocional(psiqué) e espiritual dos seres indefesos que são nossas crianças.

A pedofilia é uma chaga aberta na sociedade brasileira que precisa urgentemente ser curada. Curada como? Investigando os casos de incidências ou ocorrências; mapeando as principais suspeitas; rastreando cada palmo de ação destes “delinquentes” ou “maníacos” sexuais que não respeitam suas vítimas inocentes, provocando dor e sofrimento às suas famílias; e, definitivamente, punindo estes criminosos que roubam e matam a dignidade de nossas crianças. A pedofilia é uma ameaça às crianças, e consequentemente à sociedade organizada.

Se observarmos bem, há pedófilos agindo em cada metro quadrado do território brasileiro, onde moramos, até mesmo com quem convivemos, camuflados de bons moços ou boas moças, continuam a agir na surdina ou no silêncio de uma sociedade cúmplice, uma vez que não denuncia estes criminosos. Não é exagero pensar assim, pelo simples fato dos criminosos não irem pra cadeia quando a suspeita é flagrada. Os que ainda vão pra cadeia acabam conseguindo sair e migrar para outras regiões ou locais, onde possam aliciar e agredir, molestar ainda mais suas vítimas através de um sexo violento, forçoso e doentio.

Segundo pesquisas relativas ao parecer da OMS, podemos afirmar que a pedofilia é sim um distúrbio comportamental em que a pessoa adulta sente o desejo compulsivo que envolve meninos e meninas, por crianças ou pré-adolescentes. Tal distúrbio ocorre, na maior parte dos casos, em homens de personalidade tímida, que se sentem impotentes e incapazes de obter satisfação sexual com mulheres adultas. Muitos casos são de homens casados, insatisfeitos sexualmente. Geralmente são portadores de distúrbios emocionais que dificultam um relacionamento sexual saudável.

Por estes e tantos outros motivos que não puderam ser abordados aqui, é que o Seminário Municipal de Florânia se faz oportuno para discutir saídas que desmascarem as ações de pedófilos em nosso meio. Esperamos que seja um momento para discutirmos a pedofilia sob um enfoque social e legal de conscientização e sensibilização da sociedade, bem como suscitar mecanismos de prevenção que impeçam prática tão funesta em nossa cidade.

A partir de agora, mas principalmente dia 14 de dezembro de 2010 às 18h e 30min no Centro Cultural, Florânia em peso dará as mãos ao movimento nacional de TODOS CONTRA A PEDOFILIA!


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

Licenciado em Filosofia pela UERN e

Especialista em Metafísica pela UFRN


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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Oração ao Deus Desconhecido de Nietzsche.

Quando anuncia a morte de Deus, Nietzsche fala do
Deus que tem que morrer mesmo, porque é o Deus das
nossas cabeças, o Deus inventado, o Deus da metafísica, o
Deus que não é vivo. Ele fez uma oração que traduzi, sem
chegar a transmitir todo o seu teor poético.

A Oração ao Deus Desconhecido.
Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu
olhar para a frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a
Ti na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado
altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me
pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas
palavras: “Ao Deus desconhecido”.
Sei, sou eu, embora até o presente tenha me associado
aos sacrílegos.
Sei, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o
abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-Lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a
minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te
conhecer, quero servir só a Ti. (Friedrich Nietzsche)

Leonardo Boff in Tempo de Transcendência

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PAZ PELA PAZ


A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor

Paz pela paz - pelas crianças
Paz pela paz - pelas florestas
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

(repetir a 1ª estrofe)

Paz pela paz - pro mundo novo
Paz pela paz - a esperança
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

Nando Cordel

Família, em discussão...


(Ilustração: Família Simpsons. Homer, alcoólatra e burro, vive querendo ser demitido do emprego; Marge, uma Amélia, dona de casa que vive para a família, tentando levar o marido para igreja e os filhos para a escola; Lisa, a filha modelo; Barth, o oposto de Lisa; Mag, nem fala nem anda, apenas com sua chupeta na boca.
A família, nos últimos tempos, tem sido a mais responsável por críticas quando o assunto é a inversão de valores na sociedade moderna, no entanto, uma voz alardeou o contrário numa entrevista super importante dada à Revista Veja, em outubro de 2008. Esta voz, que ecoa no deserto de uma família dita “falida”, pela ausência da figura ou da autoridade do pai, é a de Luc Ferry, ex-Ministro da Educação na França de 2002 a 2004, filósofo e escritor renomado pela obra “Aprender a Viver” que se tornou best-seller no mundo inteiro.
Atualmente, Luc Ferry, com uma nova obra, vem arrancando suspiros de seus leitores, “Família, Amo vocês”. Nela o autor afirma que “a família é a única entidade realmente sagrada na sociedade moderna, aquela pela qual todos nós, ocidentais, aceitaríamos morrer, se preciso. Os únicos seres pelos quais arriscaríamos a vida no mundo de hoje são aqueles mais próximos de nós: a família, os amigos e, em um número bem menor, pessoas mais distantes que nos causam grande comoção”. Diz ainda o próprio Ferry: “No século XX, o ser humano virou sagrado”.
É por baixo, no mínimo, uma visão um tanto revolucionária. Tal visão vai de encontro a todos os clichês argumentativos sobre a família e sua contribuição para a sociedade, no que diz respeito à construção e revisão de valores, a importância e sentido da família, a instituição do casamento, a prioridade do trabalho, a preocupação com o dinheiro, a necessidade da Religião para famílias e jovens e até mesmo o uso de drogas lícitas e ilícitas que acabam afetando a vida de pais e filhos, esposos e esposas em suas dinâmicas e conflitos familiares.
Ao contrário do que afirma Luc Ferry, a crise na Educação brasileira, o alto índice de dependentes químicos no seio da família, o alcoolismo marcadamente presente na maioria dos casos de conflitos familiares, uma orientação sexual desordenada, infidelidade no matrimônio, uma busca desmedida pelo prazer, famílias inteiras divididas ou fragmentadas pela violência, com pais sem compromissos pelo amor e pela educação dos filhos, bem como o não monitoramento do comportamento dos filhos por meio do diálogo e do relacionamento amoroso são fatores que, inevitavelmente, refletem o descaso para com esta instituição que é o alicerce de uma sociedade que se espera feliz e imune à violência ou a qualquer tipo de exclusão social.
Tudo isso, na minha opinião, apresenta muito mais uma família dessacralizada do que sagrada. Agora, é óbvio que para ser dessacralizada, antes deve-se admitir sagrada.
Mas, não é tão simplista assim o enxergar de Ferry acerca da família, visto que, para ele, a família é a única coisa que resta de sagrado no mundo. Segundo ele, “Há vários argumentos que desmentem os clichês hoje propagados sobre o declínio do casamento e o fim da família nuclear. A família na Idade Média era muito mais dividida do que hoje. Havia muito mais pais e mães sozinhos cuidando de seus filhos. Por causa da elevada taxa de mortalidade, as pessoas se casavam mais vezes e tinham mais filhos com outros parceiros. Quem alardeia o declínio da instituição familiar esquece que o divórcio foi inventado junto com o casamento por amor. A partir do momento em que a união entre duas pessoas se ampara apenas na lógica do sentimento, basta que o amor se apague para que outro amor se imponha. A família burguesa é aparentemente estável, mas na maioria dos casos está carcomida por infelicidades. Ela é inseparável de outra instituição: a infidelidade. Muitas mulheres sacrificam a profissão e, em seguida, a vida afetiva por um marido que as engana”.
Portanto, de uma forma ou de outra, a família carrega consigo o apelo de uma geração mais consistente e menos infeliz que lhes assegure saúde, segurança, educação, lazer, qualidade de vida, enfim... Somente a instituição familiar poderá injetar novas energias a uma sociedade altamente promíscua, consumista e desumanizadora, até porque a família é a fonte natural de “energia renovável” nos seus afetos, no amor e no bem querer. Precisamos pulverizar tudo isso pelo mundo afora, a partir da família, do resgate à família em todos os seus aspectos.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e
Especialista em Metafísica pela UFRN

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Foto de Nietzsche em grafite.


Uma representação feita com lápis da famosa foto do filósofo.

Fonte: www.filosofia.com.br

Nietzsche militar... Em todo seu esplendor!

Manuscrito de Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche.

Manuscrito filosófico de Nietzsche.

Nietzsche, o inquieto e original pensador que foi um dos pais da teoria dos valores.

Fonte: www.filosofia.com.br

Casa do filósofo alemão F. Nietzsche.


A casa do filósofo, onde viveu parte de suas profundas inquietações. Um lugar que faz parte da história de um dos maiores filósofos da humanidade. Aqui, certamente, Nietzsche deva ter criado muitas de suas ideias filosóficas. Ambiente que o inspirou, talvez, para muitas leituras e descobertas...

Hoje, mais uma charge do mínimo. Vejam. Que vergonha de salário heim....

O salário mínimo faz jus ao nome. É mínimo mesmo! Kkkkkkkkkkkkkkk....

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Deus e Einstein...

“Não sou ateu, e não creio que possa me chamar panteísta. Estamos na situação de uma criancinha que entra numa imensa biblioteca, repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros, mas não sabe como. Não compreende as línguas em que f oram escritos. Tem uma pálida suspeita de que a disposição dos livros obedece a uma or¬dem misteriosa, mas não sabe qual ela é. Essa, ao que me parece, é a atitude até mesmo do mais inteligente dos seres humanos diante de Deus. Vemos o Universo, maravilhosamente disposto obedecendo a cenas leis, mas temos uma pálida compreensão delas. Nossa mente limitada capta a f orça misteriosa que move as constelações.”
EINSTEIN apud JAMMER, Max. Einstein e a religião. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. p. 39-40.

Fonte: www.blogfilosofiaevida.com

"Quem diz que a religião não se harmoniza com a ciência
é ignorante tanto de uma quanto da outra."

Albert Einstein


domingo, 14 de novembro de 2010

DISSIMULAÇÃO...


O que fazer para desconversar algo que pode nos afetar emocionalmente? O que respondemos quando ouvimos algumas perguntas cujas respostas poderão constranger as pessoas ou até mesmo envergonhá-las? Eis algumas questões delicadas para nossa reflexão. Não seria melhor dissimular algumas verdades para o bem da convivência social, para a saúde emocional e para a ética!?

A dissimulação nos círculos de conversas nem sempre é o mais desejável, visto que ficamos com a resposta engasgada, temendo às vezes incomodar a paz do outro com uma verdade mal colocada. Quando o assunto é irritante, a resposta vem de imediato com palavras as mais violentas possíveis. Palavras estas carregadas de raiva podem ferir sem piedade nossos oponentes, bem como expressões cheias de verdades que os constrange, que os envergonha, de modo que a prudência é o melhor caminho nessas horas. Manter a serenidade; escolher bem as palavras; pesar cuidadosamente cada termo pode ser a saída mais sábia que merecidamente não trarão piores consequências para os espíritos comoventes e sensíveis.

É óbvio que não há só espíritos dessa natureza, no entanto, para estes, requer de quando em quando não economizar as dissimulações. Vejo aqui a dissimulação não como uma fuga do assunto em vigor, tampouco uma simples saída de retirada, porém uma estratégia sábia e interessante para amenizar os ânimos exaltados acerca dos problemas delicados do dia a dia.

Preservar as amizades e a saudável convivência social por meio de dissimulações parece-me também, razoavelmente, uma atitude inteligente, na medida em que preservamos nossa integridade e simultaneamente a do outro, do ponto de vista ético, emocional e pessoal.

Gostaria de me fazer entender um pouco mais aqui, se possível, pensando o termo “dissimulação” como indiferença, apatia, imparcialidade e autodomínio em relação a tudo que possa nos afetar negativa e injustamente.

Há um texto do filósofo alemão Heidegger, um dos baluartes da fenomenologia, que escreve sobre a dissimulação a partir da ontologia da verdade. A dissimulação teria uma relação com o “deixar-ser desvelador”. Uma espécie de não-verdade original ou, como segue Heidegger ao dizer: O velamento do ente em sua totalidade”. De fato, como alude este filósofo, a dissimulação dá brechas ao “mistério” que é a dissimulação do que está velado. (Cf. HEIDEGGER. Sobre a Essência da Verdade. Col. Os Pensadores. São Paulo. Nova Cultural, 1991. p. 131).

Todavia, parece-me que aproveito a ideia de dissimulação em Heidegger para forçar um pouco a aproximação psicológica e ética que muitas vezes emana de nós, seja em discussões de ordem familiar, religiosa ou política que de algum modo mexem com nossas emoções provocando as mais diversas reações de raiva, ódio, alteração da voz, alteração do humor, etc...

Certamente, esta não é a ideia exata de Heidegger ao falar da dissimulação, mas não nos custa ouvir o que ele nos diz um pouco mais sobre o assunto. Pois, enquanto não-verdade que domina o homem e o ser-aí, o filósofo afirma a dissimulação: “Nada menos que a dissimulação do ente como tal, velado em sua totalidade, isto é, o mistério. Não se trata absolutamente de um mistério particular referente a isto ou àquilo, mas deste fato único que o mistério – a dissimulação do que está velado – como tal domina o ser-aí do homem”(Ibidem).

Portanto, não há mal algum para os que hão de dissimular sempre que necessário ao bom senso, haja vista que “até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por sábio”(Pv. 17.28).


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Professora é agredida dentro da sala de aula em Porto Alegre

Uma professora com medo de voltar para a sala de aula. Ela foi espancada com socos e até uma cadeira. Sofreu fraturas nos braços e ferimentos no rosto.

O aluno suspeito da agressão se apresentou à polícia e vai prestar depoimento nesta tarde. Ele tirava notas altas e não gostou de tirar uma nota C.

“Quando eu desacordei na segunda cadeirada ele veio com os punhos, veio me soquear, foi quando eu perdi os dentes”, conta Jane de Leon Antunes, coordenadora pedagógica.

Jane foi agredida por um aluno do curso técnico de enfermagem de uma escola particular. "Ele disse: eu gosto muito de ti, mas vou te punir e veio com a cadeira, quebrou a cadeira, quebrou a minha sala”, diz.

O agressor é Rafael de Souza Ferreira, de 23 anos. O delegado se surpreendeu com tamanho da violência.

“São muitos anos de polícia e com certeza uma violência nesse âmbito escolar é a primeira vez que eu vejo, de quase chegar a óbito”, afirma Fernando Soares, delegado.

Segundo os investigadores, o agressor é lutador de Jiu-Jitsu, e procurou a polícia para verificar se havia queixa contra ele. Rafael disse ser vítima de racismo.

O aluno não quis gravar entrevista. Por telefone, negou que tenha agredido a professora. Contou que lutou com um segurança da escola que queria impedir a saída dele da sala da coordenação. Na briga, Rafael diz que jogou no segurança a cadeira, que atingiu a professora.

Uma pesquisa feita por esta psicóloga no Paraná com 500 professores revelou que quase a metade (47%) queria mudar de profissão.

E 12% dos entrevistados apresentavam uma doença grave ligada à depressão. A síndrome do esgotamento profissional.

José Roberto, 35 anos, cinco como professor se aposentou por depressão. Não quer mais saber de voltar a ensinar. “Não é fácil, os alunos não respeitam nem os pais, vão respeitar o professor que é estranho?", diz.

Tânia Marques, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que os limites de convivência devem ser ensinados de forma tranquila e desde a infância, em casa. “Atualmente as pessoas estão com uma dificuldade bastante grande de dar limites. No momento em que vão dar um limite acabam fazendo de uma forma agressiva”.

A matrícula de Rafael já foi cancelada. Jane não sabe se vai voltar ao trabalho. “Eu tenho medo tenho medo, meu filho não quer que eu volte”, afirma.

O aluno acusado de agredir a professora pode responder por tentativa de homicídio. Se condenado, ele pode cumprir pena de quatro a cinco anos de prisão.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/11/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O valor das amizades.

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contato se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas
pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo..." (Fernando Pessoa)

sábado, 6 de novembro de 2010

O ENEM é um novo Vestibular? Tome sofrimento.


Como não bastassem os vestibulares a cada ano ou a cada seis meses em todo o Brasil para trazer medo, insegurança, ansiedade e muito sofrimento aos alunos, ainda surge o ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio para tirar o sossego dos jovens que batalham por uma vaga nas Universidades. Transformado equivocadamente a Vestibular, o que não deveria acontecer, o ENEM é uma prática, segundo o Ministério da Educação, de averiguar o andamento da qualidade do Ensino Médio em todo o território brasileiro.

Todavia, o ENEM dá a possibilidade de ingressar em Universidades públicas e privadas dependendo da nota, a qual possivelmente será cadastrada pelo candidato no PROUNI, espécie de Programa do Gov. Federal que dá acesso às Universidades. Daí, a nota do candidato passa por uma triagem ou peneira para saber se vai ou não ingressar numa tão sonhada Universidade.

A Educação brasileira, a meu ver, está transformando os alunos em máquinas de memorizar, em burocratas da aprendizagem. Aprender por uma nota, por um resultado, para passar de ano, para entrar na Universidade a troco de muito estudo e sofrimento. Nada mais além disso. Cadê a alegria de aprender? O gosto de estudar? O prazer de conhecer?

Lembro-me de um livro de Rubem Alves, cujo título é “A alegria de ensinar” em que o autor diz lá pras tantas algo assim: “Não critico a máquina educacional por ineficiência. Critico a máquina educacional por aquilo em que ela pretende produzir, por aquilo em que ela deseja transformar nossos jovens. É precisamente quando a máquina é mais eficiente que a deformação que ela produz aparece de forma mais acabada”. Não somos máquinas, somos humanos inteligentes com uma grande capacidade de esquecimento e como uma incrível sensibilidade de compreender nossos limites. Continua Rubem Alves: “Fico pensando no enorme desperdício de tempo, energias e vida. Como disse o Charlie Brown, os que tirarem boas notas entrarão na universidade. Nada mais. Dentro de pouco tempo quase tudo aquilo que lhes foi aparentemente ensinado terá sido esquecido. Não por burrice. Mas por inteligência. O corpo não suporta carregar o peso de um conhecimento morto que ele não consegue integrar com a vida”.

Impressionante visão revolucionária de Rubem Alves que mais acrescenta ao crescimento educacional brasileiro do que inúmeras notas acumuladas a cada edição de ENEM, na intenção de apenas satisfazer a uma política neoliberal de aprovação automática em virtude de índices educacionais para impressionar lá fora. Quanta ilusão. Precisamos acordar. Encontrar uma maneira mais leve de avaliar se os jovens estão ou não preparados para ingressar numa Universidade. Deveria ser uma progressão, saía-se do Ensino Médio, optava-se logo por um curso e buscava sua formação ou realização pessoal, sua felicidade.

Tenho a honra de terminar esta reflexão sobre o ENEM com as palavras de Rubem Alves, exatamente no dia em que se realiza mais um ENEM em todo o Brasil: “Hoje, quando escrevo, os jovens estão indo para os vestibulares. O moedor foi ligado. Dentro de alguns anos estarão formados. Serão profissionais. E o que é um profissional se não um corpo que sonhava e que foi transformado em ferramenta? As ferramentas são úteis. Necessárias. Mas – que pena – não sabem sonhar...”


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Conselho Nacional de Educação identificou preconceito racial contra a personagem da Tia Nastácia, que é chamada de 'macaca de carvão'


Depois de muitas críticas, o Conselho Nacional de Educação decidiu rever a proposta de impedir a distribuição de um livro de Monteiro Lobato nas escolas públicas .

O alvo da polêmica é o livro ‘Caçadas de Pedrinho’, publicado pela primeira vez em 1933. É um clássico da literatura infantil, do escritor Monteiro Lobato. O livro faz parte da lista de obras que o Ministério da Educação distribuiu para escolas públicas de todo o país.

Um pesquisador da Universidade de Brasília pediu que o Conselho Nacional de Educação reavaliasse o livro por considerar que a obra tem conteúdo racista. O conselho concordou com o pesquisador e recomendou ao MEC que não sugerisse mais o livro.

O conselho identificou preconceito racial em relação à personagem da Tia Nastácia, a empregada negra do ‘Sítio do Pica Pau Amarelo’. Um trecho, por exemplo, diz que Tia Nastácia "Trepou, que nem uma macaca de carvão, pelo mastro acima". Em outro, a boneca Emília diz que Tia Nastácia tem "Carne preta".

“As expressões que o livro contém são expressões de um conteúdo fortemente preconceituoso e que precisam de tratamento explicativo na sala de aula pra que não se ofenda a auto-estima das crianças e dos leitores”, disse o ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que educadores de todo o país protestaram contra a censura ao livro. O ministro também não concorda com o veto: “Em se tratando de Monteiro Lobato, de um clássico brasileiro da literatura infantil, nós só temos que contextualizar, advertir e orientar sobretudo o professor sobre como lidar com esse tipo de matéria em sala de aula”, falou Haddad.

A Academia Brasileira de Letras criticou a atuação do conselho: “A Academia, na linha das suas convicções democráticas, rejeita qualquer tipo de censura. E entendeu a manifestação do conselho como uma forma de censura.

O professor Francisco Aparecido Cordão, representante do Conselho Nacional de Educação, disse que o conselho vai rever o parecer e recomendar a publicação nas próximas edições de uma nota explicando o contexto histórico em que a obra foi escrita.

Fonte: www.g1.globo.com

Precisamos rever nossas posições para não soarem um tanto quanto anacrônicas. A obra foi escrita para aquela época num contexto político e social bastante diferentes dos de hoje. As personagens de Monteiro Lobato representam o imaginário popular brasileiro, com tons de denúncia à sociedade política de então. Há mais detalhes de riqueza cultural na obra que não nos permite censurá-la, pois se o fizermos estaremos castrando nossas potencialidades literárias de imaginação e criatividade. Tomemos cuidado com toda e qualquer censura. Ela nos subestima enquanto leitores, até porque a simples visão de um ponto da obra não pode comprometer toda sua riqueza literária.

Grifo meu!

O que dizem os políticos antes e depois da posse...


1. POLÍTICOS ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais.

para alcançar nossos ideais

Mostraremos que é grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será o alvo de nossa ação.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

os recursos econômicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

2. DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o texto

DE BAIXO PARA CIMA….FRASE A FRASE

(Autor desconhecido)

Famosos mais e menos votados nestas eleições

MAIS VOTADOS

Candidato - Cargo Partido – Estado - Nº de votos – Posição

Netinho Senador PC do B SP 7.772.927 (21,14%) 3º

Tiririca (eleito) Deputado federal PR SP 1.353.367 (6,35%) 1º

Waguinho Senador PT do B RJ 1.295.946 (8,81%) 5º

Wagner Montes (eleito) Deputado estadual PDT RJ 528.628 (6,38%) 1º

Moacyr Franco Senador PSL SP 411.642 (1,12%) 6º

Danrlei Goleiro (eleito) Deputado federal PTB RS 173.787 (3,14%) 4º

Marques (eleito) Deputado estadual PTB MG 153.225 (1,67%) 2º

Romário (eleito) Deputado federal PSB RJ 146.859 (1,84%) 6º

Stepan Nercessian (eleito) Deputado federal PPS RJ 84.006 (1,05%) 21º

Marcelinho Carioca Deputado federal PSB SP 62.395 (0,29%) 93º

Leandro do KLB Deputado estadual DEM SP 62.398 (0,29%) 96º

Popó Deputado Federal PRB BA 60.235 (0,90%) 41º

Kiko do KLB Deputado federal DEM SP 38.069 (0,18%) 121º

Jean Wyllis (eleito) Deputado federal PSOL RJ 13.018 (0,16%) 46º

Renner Senador PP GO 76.410 (1,56%) 112º

Miryan Rios (eleita) Deputado estadual PDT RJ 22.169 (0,27%) 64º

Bebeto Tetra (eleito) Deputado estadual PDT RJ 28.328 (0,34%) 62º

Agnaldo Timóteo Deputado federal PR SP 25.172 (0,12%) 156º

Reginaldo Rossi Deputado estadual PDT PE 14.934 (0,33%) 93º

Batoré Deputado federal PP SP 23.042 (0,11%) 161º

Vampeta Deputado federal PTB SP 15.300 (0,07%) 185º

Gaúcho da Fronteira Deputado estadual PTB RS 13.667 (0,22% 131º

Juca Chaves Deputado estadual PR SP 13.217 (0,06%) 200º

MENOS VOTADOS

Candidato - Cargo Partido – Estado - Nº de votos – Posição

Tati Quebra Barraco Deputado federal PDT RJ 1.052 (0,01%) 405º

Mulher Melão Deputada estadual PHS RJ 1.631 (0,02%) 438º

Simony Deputado estadual PP SP 6.993 (0,03%) 360 º

Túlio Maravilha Deputado federal PMDB GO 4.526 (0,15%) 145º

Maguila Deputado estadual PTN SP 2.951 (0,01%) 372º

Mulher Pêra* Deputado federal PTN SP 0 1168º

Andréia Schwartz Deputado estadual PRP ES 476 (0,03%) 234º

Harlei (goleiro do Goiás) Deputado federal PSDB GO 167 (0,01%) 438º

Dhomini* Deputado estadual PR GO 0 562º

* O(s) candidato(s) que aparece(m) com zero voto pode(m) não ter votação ou estar em uma das seguintes situações: indeferido com recurso ou indeferimento, renúncia ou falecimento após a preparação de urnas.

Fonte: Portal G1.Com

domingo, 31 de outubro de 2010

Primeiro discurso de Dilma Rousseff como Presidente da República


vejam no www.r7.com

No discurso, a Presidente Dilma fez questão de defender a liberdade de expressão, de modo irrestrito. Agradeceu a honra de ter convivido e aprendido com o presidente Lula. Enalteceu as potencialidades do povo brasileiro e disse que iria se esforçar a erradicar a miséria e a pobreza.

sábado, 30 de outubro de 2010

À AGRACIADA DESTA NOITE, RENARA ISLANNY SILVA NOBRE DE ARAÚJO.

Deus nos reservou maravilhosamente este dia, esta noite encantadora, para celebrarmos com
exclusividade a vida. Senão ela na pessoa da menina Renara, o que nos atrairia para cá?

É bem verdade que toda virtude, todo poder, toda meninice, inquietude e intensidade de vida explodem em seus quinze anos. Não é menos verdade que também a mocidade, o jeito extrovertido, irrequieto e desembaraçado estão reunidos neste ser ou criatura viva de Deus que ora homenageamos e que responde ao nome de Renara Islanny Silva Nobre de Araújo, vulgo Aleixo. Nascida aos 30 de Outubro de 1995 em Caicó, filha legítima de Périclys Roosevelt Nobre de Araújo e Russilani Mary Silva de Araújo, tendo por avós paternos Inácia dos Santos Silva e Roque Silva e maternos Maria de Lourdes Nobre de Araújo e Pedro Araújo Neto, carrega consigo uma forte herança genética, absolutamente marcada de cuidados, proteção e carinho.

Muitas são as histórias e peripécias em torno da figura desta mocinha, que já nasce jovem, devido às atitudes inesperadas na família. Numa delas....Alguém aí, por acaso, já sentou num restaurante, pegou o cardápio e pediu feijãozinho com “padurinha”? Conta a família que, certa vez, estavam em passeio numa praia e pararam num restaurante para almoçar. Quando todos sentaram para escolher o cardápio, a menina Renara, sem saber lê, pegou o cardápio, abriu, olhou e disse ao garçom: “Eu quero comer feijãozinho com padurinha”. Todos riram muito e o garçom teve que servir feijãozinho com “padurinha”. Pra vocês verem, desde cedo, a menina Renara não conseguia esconder seus quereres, seus desejos, tão próprios de uma natureza decidida. Quando quer uma coisa, saia de perto. De gênio forte e decidido, assim é o temperamento de Renara que a levou a aprontar muitas peripécias na infância e ainda hoje.

Poderia prolongar a lista numerosa das teimosias e das traquinagens desta incrível menina, mas, basta por aqui. À parte isso, quando a conheci, uma pequena marca destoava de seu rosto, me parece até que diminuiu, não sei. Há, em volta de seu olho esquerdo, um sinal que cada vez que o via, tomava-me de admiração e curiosidade, encontrava uma maneira para tirar proveito disso. Sempre criava uma brincadeira do sinal de Renara. Lembro-me de, constantemente, perguntar à família: Qual a causa deste sinal? É genético? Puxou a quem?

Gente, não importa. Mas que sinalzinho mais charmoso!

Saint-Exupéry, no livro “O Pequeno Príncipe” ensina que o essencial é invisível aos olhos. Em você, Renara, não só o invisível é essencial, mas o visível é todo essencial. Você é uma menina saudável, perfeita, derramando-se em vida, linda, uma garota levada, sapeca, interativa e amável. Tem uma capacidade enorme de atrair pessoas, amigos e amigas. Há, em você, minha querida, uma identidade entre parecer e ser, porque só uma criança que ainda há em você, é capaz disso. Mesmo crescidinha e com formas de mocinha, repousa em você uma criança maravilhosa. Continue assim, pois, é possível ver pureza em seus olhos. É possível ver desembaraço nos seus gestos. Não é em vão que gosta de música, de batuques, atabaques, adufes, enfim... Faz parte da filarmônica da Cidade e da bandinha da Escola Estadual Teônia Amaral. Não se surpreendam. Quem pensa que esta é a primeira banda da qual Renara fez parte, está muito enganado, pois Renara começou sua carreira musical bem cedo; de restos de cadeira, panelas, tampas de alumínio, latas secas, construiu sua própria bateria. Acompanhada de seu primo Pedro Víctor e outros formaram uma bandinha que se reunia todas as tardes, por volta do meio dia, no terraço de D. Lourdinha para o ensaio da banda e desespero de Seu Pedro que não conseguia dormir. O show começava por volta das 6h da noite e se estendia até as 10h e meia da noite tirando do sério sua tia Socorro(popola), que muito se preocupava por causa dos vizinhos. Todos os dias a turma do banquinho já esperava ansiosa por Renara e sua banda pau e lata.

Como vimos, procura fazer da sua vida uma arte, a seu modo, é claro. É tomada de entusiasmo em tudo que faz e que inventa fazer. Tanto é que está sempre acordada. De tão interativa que chega a ser, o seu dia é uma agitação e o poder da noite quase não consegue conter suas energias. Energias estas que a fazia correr pra lá e pra cá, do início ao fim da cidade, cheia de ciúmes à procura de seu pai. Com sua licença, Périclys, esta menina não lhe deu, não lhe dá e nunca lhe dará sossego. Quanta energia!

Adolescentes como você, ou como nós, sofre de permanentes instantes de deslumbramentos e empolgação, não que isso seja um mal da idade, mas um sinal de que, nem sempre, conseguimos controlar as fortes ações dos hormônios em nosso organismo. É certo que isso não tem nada a ver com a idade, pois posso ter a notável idade de 70 anos e ver repousar em mim uma eterna criança, bem como ter 15 anos com a consciência de 40. É uma fase muito delicada em nossa vida, pois milhares de hormônios em ebulição tomam conta do nosso corpo e da nossa mente. Para isso, é preciso não pará-los, mas concorrer com eles, de modo muito criativo. Não contê-los, mas canalizá-los no estudo, na leitura, no lazer, na amizade com os pais, na companhia dos amigos, bem como na amizade com Deus. Conheça seus afetos tristes e alegres e saiba conviver bem com eles. Não pense que nada vai lhe afetar, pelo contrário seja sensível a tudo, mas seja forte e permaneça ao mesmo tempo a pessoa que você é, nada mais.

Repare bem, Renara. Dos 10 aos 20 anos, você está mesmo no meio, nos 15 anos, em que mocidade e amizades começarão a fluir como um rio perene em sua vida. E aqui a metáfora do rio vem muito a calhar, porque o rio de que lhe falo aqui não tem margens, tampouco obstáculos ou barreiras que não poderão contê-lo e nem represá-lo. Só há corredeiras. O rio perene apenas flui, desce ou corre para o mar. Às vezes, é necessário subir à fonte e não simplesmente descer com ele. Talvez esta imagem do rio sem margens seja a mais simples e a mais oportuna para mostrar-lhes o quanto é poderosa esta fase da vida. Tal fase marca uma das mudanças mais radicais de nossa vida. Muitos sonham com seus quinze anos. Para uns é a fase da independência, para outros a fase da rebeldia, para alguns a fase do namoro, das descobertas, das aventuras. Foi até taxada de “aborrescência”. No geral, tudo isso representa mudança.

Sobre isso disse, certa vez, Orides Fontela que “o vento, a chuva, o sol, o frio/ tudo vai, tudo vem e vai”. Estaremos, de algum modo, em movimento, iremos à escola, à igreja, saímos para uma festa, viajamos pra algum lugar, visitamos alguém... No entanto, em cada mudança, em cada movimento, nenhum é igual ao outro, reconhecendo que tudo muda. Quando abrimos a janela do quarto, como pensa Mário Quintana, será uma página nova, mas teremos nas mãos o mesmo livro. Renascemos na fé a cada nascer do sol, a cada manhã, como argumenta Carlos Drummond: “como a vida vale mais que a própria vida sempre renascida.”

Apesar dos 15 anos representar para você o que há de mais belo no mundo, todo poder e aparentemente uma vida sem limites e sem medos, não esqueça de que nem tudo podemos, nem tudo está ao nosso alcance, pois você é um ser limitado e, com um tempo, vai aprender muito com isso, com suas limitações. Mesmo se achando invencível ou imortal, é bom saber que não se é jovem para sempre. Todo o tempo do mundo está a seu favor. Aprenda a respeitar o tempo, a temer a Deus. Ele conspira a seu favor, desde que você se alie a ele. O tempo não é seu inimigo, mas é preciso muita sabedoria para ser seu amigo. Veja o que diz Deus no Livro Eclesiastes da Bíblia: “Há um tempo para todo o propósito debaixo do sol”. Por isso, não queime as preciosas etapas da sua vida. Aproveite os dias da sua mocidade, saboreie os seus 15 anos com intensidade, seja alegre, fecunda e feliz com sua família e seus amigos, mas “lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade”(Ecl. 12.1).

Finalmente, Renara, para coroar esta homenagem, que despertou em mim os instintos mais naturais e sinceros de afeição, de amor e carinho, de estima e consideração, escolhi para você, um trecho da música francesa “MA TOUT EST BELLE” que conheci nos anos de minha mocidade. Diz assim a música:


Vem Formosa e Bela! Vem ao meu jardim! O inverno já passou e as vinhas em flor. Exalam seus perfumes. Vem ao meu jardim”.


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dilma: garantir conquistas e consolidar avanços...

Serra representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir a atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

O Brasil já deixou de “estar deitado eternamente em berço esplêndido”. Nos últimos anos, particularmente sob a administração do Presidente Lula, conheceu transformações inéditas em nossa história. Elas se derivaram de um projeto político que decide colocar a nação acima do mercado, que concede centralidade ao social-popular, conseguindo integrar milhões e milhões de pessoas, antes condenadas à exclusão e a morrer antes do tempo. Apesar dos constrangimentos que teve que assumir da macroeconomia neoliberal, não se submeteu aos ditames vindos do FMI, do Banco Mundial e de outras instâncias que comandam o curso da globalização econômica. Abriu um caminho próprio, tão sustentável que enfrentou com sucesso a profunda crise econômico-financeira que dizimou as economias centrais e que devido à escassez crescente de bens e serviços naturais e ao aquecimento global está pondo em xeque a própria reprodução do sistema do capital.

O governo Lula realizou a revolução brasileira no sentido de Caio Prado Jr. no seu clássico A Revolução Brasileira (1966):”Transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população…algo que leve a vida do país por um novo rumo". As transformações ocorreram, as necessidades mais gerais de comer, morar, trabalhar, estudar e ter luz e saúde foram, em grande parte, realizadas. Rasgou-se um novo rumo ao nosso pais, rumo que confere dignidade sempre negada às grandes maiorias. Lula nunca traiu sua promessa de erradicar a fome e de colocar o acento no social. Sua ação foi tão impactante que foi considerado uma das grandes lideranças mundiais.

Esse inestimável legado não pode ser posto em risco. Apesar dos erros e desvios ocorridos durante seu governo, que importa reconhecer, corrigir e punir, as transformações devem ser consolidadas e completadas. Esse é o significado maior da vitória da candidata Dilma que é portadora das qualidades necessárias para esse “fazimento” continuado do novo Brasil.

Para isso é importante derrotar o candidato da oposição José Serra. Ele representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

Os ideólogos do PSDB que sustentam Serra consideram como irreversível o processo de globalização pela via do mercado, apesar de estar em crise. Dizem, nele devemos nos inserir, mesmo que seja de forma subalterna. Caso contrário, pensam eles, seremos condenados à irrelevância histórica. Isso aparece claramente quando Serra aborda a política externa. Explicitamente se alinha às potências centrais, imperialistas e militaristas que persistem no uso da violência para resolver os problemas mundiais, ridicularizando o intento do Presidente Lula de fundar uma nova diplomacia baseada no dialogo e na negociação sincera na base do ganha-ganha.

O destino do Brasil, dentro desta opção, está mais pendente das megaforças que controlam o mercado mundial do que das decisões políticas dos brasileiros. A autonomia do Brasil com um projeto próprio de nação, que pode ajudar a humanidade, atribulada por tantos riscos, a encontrar um novo rumo salvador, está totalmente ausente em seu discurso.

Esse projeto neoliberal, triunfante nos 8 anos sob Fernando Henrique Cardoso, realizou feitos importantes, especialmente, na estabilização econômica. Mas fez políticas pobres para os pobre e ricas para os ricos. As políticas sociais não passavam de migalhas. Os portadores do projeto neoliberal são setores ligados ao agronegócio de exportação, as elites econômico-financeiras, modernas no estilo de vida mas conservadores no pensamento, os representantes das multinacionais, sediadas em nosso pais e as forças políticas da modernização tecnológica sem transformações sociais.

Votar em Dilma é garantir as conquistas feitas em favor das grandes maiorias e consolidar um Estado, cuja Presidenta saberá cuidar do povo, pois é da essência do feminino cuidar e proteger a vida em todas as suas formas.


Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Ibope mostra Dilma 14 pontos à frente de Serra...


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, está 14 pontos à frente do adversário José Serra (PSDB), de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira.

O levantamento mostra a petista com 57% dos votos válidos contra 43%. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 20, Dilma aparecia com 56% contra 44% de Serra.

Pelos votos totais, a petista conta com 52% das intenções contra 39% do adversário.

Entre os entrevistados, 5% disseram que irão anular ou votar em branco e 4% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, Dilma registrava 51% das intenções totais de voto contra 40% de Serra. Os porcentuais de brancos e nulos e de indecisos continua o mesmo.

A maioria dos eleitores (82%) diz que o voto é definitivo e 13% afirmam que ainda podem mudar.

O governo Lula tem aprovação de 80% enquanto 15% o consideram regular e 4%, ruim ou péssimo.

A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo", fez 3010 entrevistas entre os dias 25 e 28 de outubro. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 37.596/2010. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sociologia. Pensador francês diz que Brasil ainda é país da 'desigualdade cordial'

O Brasil tem um papel importante na "reflexão coletiva" sobre o futuro da democracia, que na Europa vive uma crise causada pelo enfraquecimento da social-democracia.

"O Brasil é o país da desigualdade cordial, uma sociedade em que o caráter democrático é problemático. Como se tornar uma sociedade democrática sem passar pelo Estado providência?", pergunta o pensador francês Pierre Rosanvallon, professor de história da democracia no Collège de France.

Rosanvallon deu entrevista a um pequeno grupo de jornalistas depois de fazer a conferência inaugural do 34º encontro anual da Anpocs (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais), em Caxambu, MG.

Na conferência, ele disse que a ideia de busca da igualdade continua sendo a base da democracia, que, afirmou, não é um regime nem um modelo, mas um processo aberto, em construção. Ele lançou em português o livro "Por uma História do Político" (editora Alameda).

FOLHA - A que o senhor se refere quando fala do risco do novo populismo para as democracias europeias?

ROSANVALLON - O fenômeno dominante nas sociedades europeias há 20 anos é o desenvolvimento de partidos de extrema direita. O que choca é que esses partidos não cresceram só onde havia uma tradição extremista de direita, como na França e na Itália, mas também nas democracias mais sociais, como a Suécia, onde o partido de extrema direita ganhou 6% dos votos e conseguiu a posição de árbitro no Parlamento. Foi o mesmo caso na Bélgica e na Dinamarca.

Há neste momento uma fragilização do contrato social na Europa, que era a social-democracia, uma certa ideia de distribuição. Há um enfraquecimento desse contrato e surge como compensação negativa esse avanço da extrema direita, que não procura encontrar uma redefinação da igualdade, mas sim definir um novo conceito de homogeneidade das sociedades europeias.

Há uma grande distinção a fazer entre a noção de igualdade e a de homogeneidade. A igualdade pressupõe um trabalho sobre as diferenças na sociedade, reconhece as diferenças. A homogeneidade pressupõe como cimento social a expulsão da diferença. É um jeito perverso e patológico de recriar o cimento social.

Como vê o estado da democracia na América Latina e que papel o Brasil desempenha nesse contexto?

As democracias da América Latina saíram de décadas de mal-estar, após o ciclo de ditaduras. Há um reeingresso em formas mais estáveis de democracia e, ao mesmo tempo, essas democracias ainda são frágeis. Essa fragilidade é vista nas incertezas que existem hoje na Argentina, por exemplo, ou na evolução do regime venezuelano. Há uma confusão entre democracia eleitoral e democracia liberal.

A força do Brasil, como a do Chile, é que as instituições funcionam muito bem. O Brasil se tornou um país pluralista, com instituições que saíram da simples utopia eleitoral. Mas a democracia brasileira, como as outras latino-americanas, ainda é uma sociedade onde o caráter democrático é problemático. Como se tornar uma sociedade democrática sem passar pelo Estado providência? Essa é a questão também da China, como da Índia.

Nisso o Brasil e a Índia têm um papel especial, porque a China não é uma democracia eleitoral. O Brasil tem um papel não apenas na cena diplomática e econômica, mas na reflexão coletiva sobre o futuro do democracia.

O senhor também falou da ameaça "socrática", da limitação à visão liberal das instituições, que teriam o papel de regular e moldar a vontade popular. Esse debate se aplica ao Brasil?

Quando falo de ameaça socrática é preciso lembrar que historicamente as democracias europeias funcionaram sobre dois pilares, o sufrágio universal e o Estado racional, a administração pública. A memória do positivismo é forte o suficiente no Brasil para que a ideia de República seja ligada não ao sufrágio universal, mas à do Estado racional.

Essa definição da democracia baseada no serviço público --isto é, uma definição substancial do interesse geral-- e no voto universal --que seria uma definição de procedimento-- parece boa.

Mas hoje em dia é preciso ir mais longe. Precisamos de outros tipos de instituição porque o Estado racional também foi capturado por interesses particulares. E a democracia não é apenas o poder dos sábios, o poder de regulação, que é uma espécie de proteção da sociedade, mas também um poder de instituição.

E aí retomamos a questão fundamental que está na base da democracia que é, de um lado, dar a palavra a todos que não a têm e, do outro, construir essa sociedade dos iguais.

No Brasil há uma ideia, como nos EUA do início do século 19, da civilidade democrática, a famosa cordialidade brasileira. Mas o Brasil é também o país da desigualdade cordial. A civilidade tem um papel, mas não podemos fazer com que a sociedade dos iguais repouse apenas nos braços da cordialidade nem do amor comum pelos ídolos do futebol, por exemplo.

O nacionalismo é um risco aqui também?

A primeira definição de nação vem de uma reflexão sobre a constituição de laços sociais. Isso podemos dizer que é a nação democrática, a nação positiva. O nacionalismo do fim do século 19 se transformou na nação da exclusão, que se define contra os outros.

Mas isso não é uma tentação brasileira, porque o Brasil nunca foi um país em guerra, não foi fundado sobre uma cultura da exclusão, mas de uma espécie de cultura de separatismo. A secessão dos ricos, social, é visível quando subimos ao Pão de Açúcar.

Como o senhor vê a figura do presidente Lula e sua atuação no governo?

É inegável que o governo de Lula teve uma ação do tipo distributivista. Mas o Brasil estava tão longe de qualquer coisa do tipo que não chega perto de ser um Estado providência do tipo europeu. Então foi apenas um primeiro momento. A questão aberta é como proceder à segunda etapa. Ela pode incluir elementos do Estado providência, porque há dinheiro com o pré-sal, mas é preciso achar outras coisas.

Uma característica que chama atenção de um observador europeu é o fato de Lula terminar seus dois mandatos com 80% de aprovação. E a única explicação é do tipo sociólogo. Claro, seu governo fez coisas que foram criticadas, como muitos outros, e por isso acho que esses 80% provavelmente não querem dizer que sua atuação foi considerada excepcional por todos.

Mas há uma coisa que conta na política é que ele continua a encarnar a sociedade dos esquecidos e uma parte da nova sociedade de classe média, que podem dizer que ele é como a gente.

Muitas vezes a política era conduzida pelas elites sociais. Então esse elemento de identificação, de poderem dizer que há alguém como nós, continua a se manifestar em sua popularidade.

A social-democracia é uma condição para a democracia plena? Há alternativas à democracia ou ela é a última palavra?

A democracia é a última palavra porque ela vai se enriquecendo e se generalizando, é um processo.

A social-democracia foi um momento de construção da democracia. As democracias europeias se confuniram com a ideia social-democrata, no sentido geral do termo.

Quanto às outras democracias, elas devem passar por essa etapa de redistribuição, mas ela é apenas um dos elementos de redefinição da igualdade democrática, que tem também dimensões jurídicas etc.

Os imperativos de um mundo ambientalmente equilibrado poderão se ajustar ao exercício pleno da democracia?

A ecologia introduz o longo prazo e a natureza na democracia. Ela faz parte de uma questão geral sobre o futuro da democracia.

Fonte: Folha de São Paulo - Poder.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Que nossa Presidenta corra pra frente, não pra trás!

Com este salário, nem todos podem fazer uma ceia de Natal.

O Natal é a grande festa do consumismo...E tome dívidas.

A vida como um grande MOTIVO que nos move... Cecília Meireles.

Deixo-os na companhia de Cecília Meireles, pois fim de ano é inevitável nossa reflexão lançar-se para realidades existenciais, finitas e, absolutamente, fugidias...

MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Neste Natal e Ano Novo, sejamos consumidos pelos afetos, não pelo dinheiro!


Quando nesse país, e em boa parte do mundo, tudo ainda esbarrar em dinheiro, as festas de Natal e fim de ano mais parecerão uma corrida avassaladora “contra” e “para” o consumo. “Contra”, porque relutamos aos gastos exorbitantes que poderão nos deixar endividados o ano vindouro inteirinho. “Para”, na medida em que cedemos aos caprichos dos apelos do coração, uma vez que somos todo sentimento e emoção em tempos como estes – de confraternizações natalinas e Réveillon 2011- de encontrar pessoas amigas de longas datas, até mesmo familiares tomados de saudades.

Somadas a isto são as inúmeras festas de confraternização e troca de presentes que podem afastar ou aproximar as pessoas do inevitável consumo, teimosamente rondando à nossa volta, dependendo, é claro, do poder aquisitivo de cada um, mas que mexe com os brios de uma sociedade altamente capitalista, na qual estamos metidos.

Pois bem, no calor das tantas festas natalinas e no derramar da brancura das espumas volumosas de litros e litros de champanhe, escondem-se os gritos daqueles que passarão quase todo o ano endividados; o soluçar de milhares de famílias divididas que não têm como celebrar o Natal; o clamor de um número infindável de crianças que ainda não sentiram o sabor de ganhar um presente ou uma ceia de Natal, porque não têm dinheiro.

Da criança ao idoso, passando pelo jovem sem perspectiva de vida neste Natal, há a sensação de que é possível, no momento supremo do encontro familiar em volta d'Aquele que se fez e se faz presente por nós, Jesus Cristo, nascer de novo com todos os excluídos da terra. Excluídos por algo tão banal, que um sem-número de pessoas dá valor, o tal do dinheiro. Por causa dele, criamos barreiras, construímos cercas e matamos nosso irmão. É por isso que não reconheço o homem quando simplesmente vejo o consumo desmedido numa época tão maravilhosa como esta. É tempo de celebração, de congraçamento de todas as diferenças, não de consumismo.

Sei que muitos nem verão o alvorecer de um novo ano porque estarão anestesiados pela bebida em demasia, mas, certamente, haverá pessoas que esperarão o Salvador neste Natal e aguardarão entusiasmadas o despontar de um novo ano com os olhos fitos nos que não terão vinho e nem pão, muito menos peru e “fiesta”, regado a fios de ovos, tampouco panetone, mas estarão cheias de ternura e receptivas à partilha, ao abraço, ao sorriso, ao encontro.

Ao contrário de esbanjarmos muito consumo, neste fim de ano, esbanjemos muitos encontros e trocas de abraços. Ao invés de inúmeras trocas de presentes, multipliquemos, neste Natal, as trocas de afetos, os gestos amáveis e ternos. Sejamos consumidos pelos afetos, não pelo dinheiro. Sejamos consumidos de amigos, não consumidos pelas dívidas!

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.

Licenciado em Filosofia pela UERN.

Especialista em Metafísica pela UFRN.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

"Sócrates no sertão do Seridó". Filme será lançado em fevereiro de 2011.


A TV Seridó foi responsável pelas filmagens do curta-metragem "Sócrates do Sertão do Seridó", filmado nas dependências do Complexo Turístico Ilha de Santana em Caicó e com lançamento previsto para fevereiro do próximo ano. Idealizado pelo juiz de Parelhas, Marcos Vinicius, que também é professor de filosofia, o filme conta a história de Sócrates, principalmente os aspectos de seus ensinamentos éticos e morais. "Através desse filme buscaremos discutir nas escolas públicas e privadas o tema ética, levando a universidade para dentro da sociedade, uma forma de retribuir o ensinamento que nós estamos conseguindo adquirir durante o curso", disse o magistrado e idealizador do filme.

Alunos do 2º periodo de Direito da UFRN e professores do curso (Campus de Caicó) integram o elenco do filme, dentre eles o advogado e presidente da OAB/Caicó, Chiquinho Medeiros. Sócrates é interpretado pelo universitário Helton Medeiros, que diz ter tido muita dificuldade de interpretá-lo. "É um pesonagem muito interessante. Ele o que hoje em dia pode se considerar uma pessoa chata e que pega muito no pé, mas ele é muito inteessante de se estudar. Agora, a atuação em si foi muito tensa", relatou. Deyse Nerino assina o roteiro do filme. "Por ser em terra caicoense, fizemos uma readaptação de um filme, lançado em 1971 e já trabalhado em sala, por estarmos pagando na cadeira de filosofia Sócrates, como ele é um marco na filosofia, e isso foi uma idéia do professor e apenas readaptamos para trazer como forma de acervo na nossa universidade", finalizou

Fonte: www.marcosdantas.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Leitura combina com férias e crescimento econômico?


Para aqueles que trabalham no decurso do ano é uma ótima pedida nestas férias que vem chegando, colocar a leitura em dia. Não só nas férias a leitura se insurge como um “ócio criativo” - título de um belo livro de Domenico de Masi - mas, sobretudo, viver dela e para ela deve ser uma exigência em todo o tempo. A leitura deve ser prioridade em todos os momentos da vida. Numa entrevista a que assisti, após as eleições deste ano, no Programa Jô Soares com Marina Silva, ela afirmou que para onde ia estava na companhia segura de sua maleta de livros, pois assim que surgisse uma oportunidade, abriria um de seus livros e lia com muita alegria, afirmando que o tempo não podia ser desperdiçado. Chegou até a brincar com Jô e disse que no avião dependendo do medo e de algumas situações, o primeiro livro que pegava era a Bíblia.

A atividade da leitura no Brasil tem melhorado a passos lentos, de modo que países vizinhos, aqui mesmo na América do Sul, estão bem melhores colocados no ranking de leitura do que o Brasil. A avaliação educacional mais importante – e relevante – do mundo revelou que a Educação brasileira está melhorando, mas ainda ocupamos uma posição baixa: em um ranking de 65 países somos o 53º colocado em Leitura e Ciências e 57º em Matemática. O Pisa(Programa Internacional de Avaliação de Alunos)avalia o desempenho de alunos do Ensino Fundamental e Médio em três áreas chaves: Leitura, Matemática e Ciências. A média brasileira nessas disciplinas foi de 401 pontos, bem abaixo da pontuação dos países mais desenvolvidos, que obtiveram 496 pontos. Em leitura, o Brasil alcançou 412 pontos; em Matemática, 386 e em Ciências 405 – em 2006 a pontuação foi de 393 em Leitura, 370 em Matemática e 390 em Ciências. Resultado que nos deixa atrás de México, Uruguai, Jordânia, Tailândia e Trinidad e Tobago.

Recentemente, como ilustração deste texto, logo acima, publicada pela Revista Superinteressante, podemos ver um levantamento de leituras espontâneas em média por aluno, do Instituto pró-livro da ANL, Centro Regional para o Fomento do Livro, na América Latina, na Espanha, no Caribe e em Portugal, que o Brasil lê apenas um livro por ano por habitante, ao passo que o Chile lê cinco livros por ano por pessoa, a Argentina cinco também e o Uruguai é o que mais lê, seis livros por cada habitante ao ano.

Os dados não mentem. A bem da verdade, se perguntarmos a uma criança ainda pequena o que ela sonha ser quando crescer, a resposta é quase imediata e unânime, jogador de futebol. Isto porque a mídia escancara nas telinhas com frequência jogadores de futebol esnobando mulheres bonitas, carros importados, gigantescos salários e, como se não bastasse, fora aprovada recentemente no Congresso Federal a Lei que ampara jogadores da seleção brasileira na aposentadoria, uma espécie de fundo de pensão. Cadê que uma criança responde que quer ser Professor ou Professora neste país?! Porque Professor ganha pouco, Professor não tem mais respeito, é agredido em sala de aula, é espancado e até assassinado. Muitos professores estão desmotivados com um mísero salário que recebem. Um salário que mal dá pra comer, quanto mais investir na formação profissional. Categoricamente, o Brasil vende uma imagem que não é a de um país de leitores que busca e se alimenta de cultura, mas a de um país que só vê futebol e que só ouve e dança samba. Somos o país do samba e da bola, não um país de leitura. Para a enorme maioria dos políticos, educação não dá votos, não ganha eleições. Educação neste país não é coisa séria, infelizmente.

Enquanto a Educação neste país estiver sendo vista como algo de segunda categoria ou sem prioridade, a leitura e o nível cultural não irão ser diferenciais de qualidade para um povo que quer entrar na lista dos países mais desenvolvidos do globo. Há, atualmente, um retrocesso no crescimento brasileiro. À medida que aceleramos no plano econômico, retrocedemos nas questões educacionais. Questões estas muito pertinentes na formação da personalidade, bem como na consolidação de um cidadão ético e absolutamente comprometido com o patrimônio natural de sobrevivência humana na terra. A mãe terra pede socorro, mas sem uma educação diferenciada, básica até, a Gaia, mãe e criatura de Deus, a terra gritará num gemido ensurdecedor de socorro.

As férias estão às portas. É hora de fazermos um balanço do quanto precisamos melhorar a leitura para poder expressar com mais autoridade nossas ideias. A leitura não só é importante para o desenvolvimento econômico de um país, mas é substancial no respeito aos outros, no trato com o diálogo, nos bons costumes, no requinte da linguagem e da escrita, no poder da argumentação. A leitura, por tudo isso nos dá poder, nos garante segurança emocional e faz bem às férias, principalmente quando são longas e podendo até nos levar ao tédio. Nas férias, a leitura nos propicia sair do ócio e do tédio. Edifique-se, leia mais nestas férias!

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e
Especialista em Metafísica pela UFRN

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Educação no Brasil melhora, mas em ritmo muito lento.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A pedofilia é uma ameaça às crianças.


A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια (paidophilia) onde παις ("criança") e φιλια (philia, "amizade", "afinidade", "amor", "afeição", "atração"), "atração ou afinidade patológica" ou "tendência patológica", conforme o Dicionário Aurélio. A pedofilia, na prática, vai além da acepção cunhada por Aurélio, quer significar ações descontroladas de indivíduos que aliciam menores, na sua grande maioria, crianças desprotegidas, sem nenhuma reação para coibir a prática destes criminosos.

Não poucas vezes, o que facilita a ação dos pedófilos em nossa sociedade é a tremenda impunidade por que passa o país. O Brasil é detentor de uma legislação bastante flexível em que os infratores das leis se sentem à vontade para premeditar, escolher e agredir as suas vítimas, no caso em questão, crianças. Insistimos em destacar aqui “a criança” porque somos os primeiros a propagar por aí o famoso clichê de que “a criança é o futuro da humanidade”. Bem, de fato o é. Mas, se é o nosso futuro, por que não as protegemos, por que não monitoramos suas ações enquanto família, pais e mães, tios e avós? Crianças são frágeis, dóceis, amáveis. Estão, a todo instante, necessitando de carinho e atenção, por isso são tão vulneráveis e expostas a esse tipo horrível de criminalidade, a pedofilia. Cuidemos em acabar logo com isso, se não acabar, ao menos culpar e punir os que praticam tamanha barbárie sexual.

Na verdade, o principal alvo dos pedófilos é as criancinhas, presas vulneráveis destes criminosos que destroem violentamente, sem dó nem compaixão, a integridade não só física, mas também emocional(psiqué) e espiritual dos seres indefesos que são nossas crianças.

A pedofilia é uma chaga aberta na sociedade brasileira que precisa urgentemente ser curada. Curada como? Investigando os casos de incidências ou ocorrências; mapeando as principais suspeitas; rastreando cada palmo de ação destes “delinquentes” ou “maníacos” sexuais que não respeitam suas vítimas inocentes, provocando dor e sofrimento às suas famílias; e, definitivamente, punindo estes criminosos que roubam e matam a dignidade de nossas crianças. A pedofilia é uma ameaça às crianças, e consequentemente à sociedade organizada.

Se observarmos bem, há pedófilos agindo em cada metro quadrado do território brasileiro, onde moramos, até mesmo com quem convivemos, camuflados de bons moços ou boas moças, continuam a agir na surdina ou no silêncio de uma sociedade cúmplice, uma vez que não denuncia estes criminosos. Não é exagero pensar assim, pelo simples fato dos criminosos não irem pra cadeia quando a suspeita é flagrada. Os que ainda vão pra cadeia acabam conseguindo sair e migrar para outras regiões ou locais, onde possam aliciar e agredir, molestar ainda mais suas vítimas através de um sexo violento, forçoso e doentio.

Segundo pesquisas relativas ao parecer da OMS, podemos afirmar que a pedofilia é sim um distúrbio comportamental em que a pessoa adulta sente o desejo compulsivo que envolve meninos e meninas, por crianças ou pré-adolescentes. Tal distúrbio ocorre, na maior parte dos casos, em homens de personalidade tímida, que se sentem impotentes e incapazes de obter satisfação sexual com mulheres adultas. Muitos casos são de homens casados, insatisfeitos sexualmente. Geralmente são portadores de distúrbios emocionais que dificultam um relacionamento sexual saudável.

Por estes e tantos outros motivos que não puderam ser abordados aqui, é que o Seminário Municipal de Florânia se faz oportuno para discutir saídas que desmascarem as ações de pedófilos em nosso meio. Esperamos que seja um momento para discutirmos a pedofilia sob um enfoque social e legal de conscientização e sensibilização da sociedade, bem como suscitar mecanismos de prevenção que impeçam prática tão funesta em nossa cidade.

A partir de agora, mas principalmente dia 14 de dezembro de 2010 às 18h e 30min no Centro Cultural, Florânia em peso dará as mãos ao movimento nacional de TODOS CONTRA A PEDOFILIA!


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

Licenciado em Filosofia pela UERN e

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Oração ao Deus Desconhecido de Nietzsche.

Quando anuncia a morte de Deus, Nietzsche fala do
Deus que tem que morrer mesmo, porque é o Deus das
nossas cabeças, o Deus inventado, o Deus da metafísica, o
Deus que não é vivo. Ele fez uma oração que traduzi, sem
chegar a transmitir todo o seu teor poético.

A Oração ao Deus Desconhecido.
Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu
olhar para a frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a
Ti na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado
altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me
pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas
palavras: “Ao Deus desconhecido”.
Sei, sou eu, embora até o presente tenha me associado
aos sacrílegos.
Sei, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o
abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-Lo.
Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a
minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te
conhecer, quero servir só a Ti. (Friedrich Nietzsche)

Leonardo Boff in Tempo de Transcendência

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PAZ PELA PAZ


A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor

Paz pela paz - pelas crianças
Paz pela paz - pelas florestas
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

(repetir a 1ª estrofe)

Paz pela paz - pro mundo novo
Paz pela paz - a esperança
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

Nando Cordel

Família, em discussão...


(Ilustração: Família Simpsons. Homer, alcoólatra e burro, vive querendo ser demitido do emprego; Marge, uma Amélia, dona de casa que vive para a família, tentando levar o marido para igreja e os filhos para a escola; Lisa, a filha modelo; Barth, o oposto de Lisa; Mag, nem fala nem anda, apenas com sua chupeta na boca.
A família, nos últimos tempos, tem sido a mais responsável por críticas quando o assunto é a inversão de valores na sociedade moderna, no entanto, uma voz alardeou o contrário numa entrevista super importante dada à Revista Veja, em outubro de 2008. Esta voz, que ecoa no deserto de uma família dita “falida”, pela ausência da figura ou da autoridade do pai, é a de Luc Ferry, ex-Ministro da Educação na França de 2002 a 2004, filósofo e escritor renomado pela obra “Aprender a Viver” que se tornou best-seller no mundo inteiro.
Atualmente, Luc Ferry, com uma nova obra, vem arrancando suspiros de seus leitores, “Família, Amo vocês”. Nela o autor afirma que “a família é a única entidade realmente sagrada na sociedade moderna, aquela pela qual todos nós, ocidentais, aceitaríamos morrer, se preciso. Os únicos seres pelos quais arriscaríamos a vida no mundo de hoje são aqueles mais próximos de nós: a família, os amigos e, em um número bem menor, pessoas mais distantes que nos causam grande comoção”. Diz ainda o próprio Ferry: “No século XX, o ser humano virou sagrado”.
É por baixo, no mínimo, uma visão um tanto revolucionária. Tal visão vai de encontro a todos os clichês argumentativos sobre a família e sua contribuição para a sociedade, no que diz respeito à construção e revisão de valores, a importância e sentido da família, a instituição do casamento, a prioridade do trabalho, a preocupação com o dinheiro, a necessidade da Religião para famílias e jovens e até mesmo o uso de drogas lícitas e ilícitas que acabam afetando a vida de pais e filhos, esposos e esposas em suas dinâmicas e conflitos familiares.
Ao contrário do que afirma Luc Ferry, a crise na Educação brasileira, o alto índice de dependentes químicos no seio da família, o alcoolismo marcadamente presente na maioria dos casos de conflitos familiares, uma orientação sexual desordenada, infidelidade no matrimônio, uma busca desmedida pelo prazer, famílias inteiras divididas ou fragmentadas pela violência, com pais sem compromissos pelo amor e pela educação dos filhos, bem como o não monitoramento do comportamento dos filhos por meio do diálogo e do relacionamento amoroso são fatores que, inevitavelmente, refletem o descaso para com esta instituição que é o alicerce de uma sociedade que se espera feliz e imune à violência ou a qualquer tipo de exclusão social.
Tudo isso, na minha opinião, apresenta muito mais uma família dessacralizada do que sagrada. Agora, é óbvio que para ser dessacralizada, antes deve-se admitir sagrada.
Mas, não é tão simplista assim o enxergar de Ferry acerca da família, visto que, para ele, a família é a única coisa que resta de sagrado no mundo. Segundo ele, “Há vários argumentos que desmentem os clichês hoje propagados sobre o declínio do casamento e o fim da família nuclear. A família na Idade Média era muito mais dividida do que hoje. Havia muito mais pais e mães sozinhos cuidando de seus filhos. Por causa da elevada taxa de mortalidade, as pessoas se casavam mais vezes e tinham mais filhos com outros parceiros. Quem alardeia o declínio da instituição familiar esquece que o divórcio foi inventado junto com o casamento por amor. A partir do momento em que a união entre duas pessoas se ampara apenas na lógica do sentimento, basta que o amor se apague para que outro amor se imponha. A família burguesa é aparentemente estável, mas na maioria dos casos está carcomida por infelicidades. Ela é inseparável de outra instituição: a infidelidade. Muitas mulheres sacrificam a profissão e, em seguida, a vida afetiva por um marido que as engana”.
Portanto, de uma forma ou de outra, a família carrega consigo o apelo de uma geração mais consistente e menos infeliz que lhes assegure saúde, segurança, educação, lazer, qualidade de vida, enfim... Somente a instituição familiar poderá injetar novas energias a uma sociedade altamente promíscua, consumista e desumanizadora, até porque a família é a fonte natural de “energia renovável” nos seus afetos, no amor e no bem querer. Precisamos pulverizar tudo isso pelo mundo afora, a partir da família, do resgate à família em todos os seus aspectos.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e
Especialista em Metafísica pela UFRN

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Foto de Nietzsche em grafite.


Uma representação feita com lápis da famosa foto do filósofo.

Fonte: www.filosofia.com.br

Nietzsche militar... Em todo seu esplendor!

Manuscrito de Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche.

Manuscrito filosófico de Nietzsche.

Nietzsche, o inquieto e original pensador que foi um dos pais da teoria dos valores.

Fonte: www.filosofia.com.br

Casa do filósofo alemão F. Nietzsche.


A casa do filósofo, onde viveu parte de suas profundas inquietações. Um lugar que faz parte da história de um dos maiores filósofos da humanidade. Aqui, certamente, Nietzsche deva ter criado muitas de suas ideias filosóficas. Ambiente que o inspirou, talvez, para muitas leituras e descobertas...

Hoje, mais uma charge do mínimo. Vejam. Que vergonha de salário heim....

O salário mínimo faz jus ao nome. É mínimo mesmo! Kkkkkkkkkkkkkkk....

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Deus e Einstein...

“Não sou ateu, e não creio que possa me chamar panteísta. Estamos na situação de uma criancinha que entra numa imensa biblioteca, repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros, mas não sabe como. Não compreende as línguas em que f oram escritos. Tem uma pálida suspeita de que a disposição dos livros obedece a uma or¬dem misteriosa, mas não sabe qual ela é. Essa, ao que me parece, é a atitude até mesmo do mais inteligente dos seres humanos diante de Deus. Vemos o Universo, maravilhosamente disposto obedecendo a cenas leis, mas temos uma pálida compreensão delas. Nossa mente limitada capta a f orça misteriosa que move as constelações.”
EINSTEIN apud JAMMER, Max. Einstein e a religião. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. p. 39-40.

Fonte: www.blogfilosofiaevida.com

"Quem diz que a religião não se harmoniza com a ciência
é ignorante tanto de uma quanto da outra."

Albert Einstein


domingo, 14 de novembro de 2010

DISSIMULAÇÃO...


O que fazer para desconversar algo que pode nos afetar emocionalmente? O que respondemos quando ouvimos algumas perguntas cujas respostas poderão constranger as pessoas ou até mesmo envergonhá-las? Eis algumas questões delicadas para nossa reflexão. Não seria melhor dissimular algumas verdades para o bem da convivência social, para a saúde emocional e para a ética!?

A dissimulação nos círculos de conversas nem sempre é o mais desejável, visto que ficamos com a resposta engasgada, temendo às vezes incomodar a paz do outro com uma verdade mal colocada. Quando o assunto é irritante, a resposta vem de imediato com palavras as mais violentas possíveis. Palavras estas carregadas de raiva podem ferir sem piedade nossos oponentes, bem como expressões cheias de verdades que os constrange, que os envergonha, de modo que a prudência é o melhor caminho nessas horas. Manter a serenidade; escolher bem as palavras; pesar cuidadosamente cada termo pode ser a saída mais sábia que merecidamente não trarão piores consequências para os espíritos comoventes e sensíveis.

É óbvio que não há só espíritos dessa natureza, no entanto, para estes, requer de quando em quando não economizar as dissimulações. Vejo aqui a dissimulação não como uma fuga do assunto em vigor, tampouco uma simples saída de retirada, porém uma estratégia sábia e interessante para amenizar os ânimos exaltados acerca dos problemas delicados do dia a dia.

Preservar as amizades e a saudável convivência social por meio de dissimulações parece-me também, razoavelmente, uma atitude inteligente, na medida em que preservamos nossa integridade e simultaneamente a do outro, do ponto de vista ético, emocional e pessoal.

Gostaria de me fazer entender um pouco mais aqui, se possível, pensando o termo “dissimulação” como indiferença, apatia, imparcialidade e autodomínio em relação a tudo que possa nos afetar negativa e injustamente.

Há um texto do filósofo alemão Heidegger, um dos baluartes da fenomenologia, que escreve sobre a dissimulação a partir da ontologia da verdade. A dissimulação teria uma relação com o “deixar-ser desvelador”. Uma espécie de não-verdade original ou, como segue Heidegger ao dizer: O velamento do ente em sua totalidade”. De fato, como alude este filósofo, a dissimulação dá brechas ao “mistério” que é a dissimulação do que está velado. (Cf. HEIDEGGER. Sobre a Essência da Verdade. Col. Os Pensadores. São Paulo. Nova Cultural, 1991. p. 131).

Todavia, parece-me que aproveito a ideia de dissimulação em Heidegger para forçar um pouco a aproximação psicológica e ética que muitas vezes emana de nós, seja em discussões de ordem familiar, religiosa ou política que de algum modo mexem com nossas emoções provocando as mais diversas reações de raiva, ódio, alteração da voz, alteração do humor, etc...

Certamente, esta não é a ideia exata de Heidegger ao falar da dissimulação, mas não nos custa ouvir o que ele nos diz um pouco mais sobre o assunto. Pois, enquanto não-verdade que domina o homem e o ser-aí, o filósofo afirma a dissimulação: “Nada menos que a dissimulação do ente como tal, velado em sua totalidade, isto é, o mistério. Não se trata absolutamente de um mistério particular referente a isto ou àquilo, mas deste fato único que o mistério – a dissimulação do que está velado – como tal domina o ser-aí do homem”(Ibidem).

Portanto, não há mal algum para os que hão de dissimular sempre que necessário ao bom senso, haja vista que “até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por sábio”(Pv. 17.28).


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Professora é agredida dentro da sala de aula em Porto Alegre

Uma professora com medo de voltar para a sala de aula. Ela foi espancada com socos e até uma cadeira. Sofreu fraturas nos braços e ferimentos no rosto.

O aluno suspeito da agressão se apresentou à polícia e vai prestar depoimento nesta tarde. Ele tirava notas altas e não gostou de tirar uma nota C.

“Quando eu desacordei na segunda cadeirada ele veio com os punhos, veio me soquear, foi quando eu perdi os dentes”, conta Jane de Leon Antunes, coordenadora pedagógica.

Jane foi agredida por um aluno do curso técnico de enfermagem de uma escola particular. "Ele disse: eu gosto muito de ti, mas vou te punir e veio com a cadeira, quebrou a cadeira, quebrou a minha sala”, diz.

O agressor é Rafael de Souza Ferreira, de 23 anos. O delegado se surpreendeu com tamanho da violência.

“São muitos anos de polícia e com certeza uma violência nesse âmbito escolar é a primeira vez que eu vejo, de quase chegar a óbito”, afirma Fernando Soares, delegado.

Segundo os investigadores, o agressor é lutador de Jiu-Jitsu, e procurou a polícia para verificar se havia queixa contra ele. Rafael disse ser vítima de racismo.

O aluno não quis gravar entrevista. Por telefone, negou que tenha agredido a professora. Contou que lutou com um segurança da escola que queria impedir a saída dele da sala da coordenação. Na briga, Rafael diz que jogou no segurança a cadeira, que atingiu a professora.

Uma pesquisa feita por esta psicóloga no Paraná com 500 professores revelou que quase a metade (47%) queria mudar de profissão.

E 12% dos entrevistados apresentavam uma doença grave ligada à depressão. A síndrome do esgotamento profissional.

José Roberto, 35 anos, cinco como professor se aposentou por depressão. Não quer mais saber de voltar a ensinar. “Não é fácil, os alunos não respeitam nem os pais, vão respeitar o professor que é estranho?", diz.

Tânia Marques, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que os limites de convivência devem ser ensinados de forma tranquila e desde a infância, em casa. “Atualmente as pessoas estão com uma dificuldade bastante grande de dar limites. No momento em que vão dar um limite acabam fazendo de uma forma agressiva”.

A matrícula de Rafael já foi cancelada. Jane não sabe se vai voltar ao trabalho. “Eu tenho medo tenho medo, meu filho não quer que eu volte”, afirma.

O aluno acusado de agredir a professora pode responder por tentativa de homicídio. Se condenado, ele pode cumprir pena de quatro a cinco anos de prisão.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/11/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O valor das amizades.

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contato se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas
pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo..." (Fernando Pessoa)

sábado, 6 de novembro de 2010

O ENEM é um novo Vestibular? Tome sofrimento.


Como não bastassem os vestibulares a cada ano ou a cada seis meses em todo o Brasil para trazer medo, insegurança, ansiedade e muito sofrimento aos alunos, ainda surge o ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio para tirar o sossego dos jovens que batalham por uma vaga nas Universidades. Transformado equivocadamente a Vestibular, o que não deveria acontecer, o ENEM é uma prática, segundo o Ministério da Educação, de averiguar o andamento da qualidade do Ensino Médio em todo o território brasileiro.

Todavia, o ENEM dá a possibilidade de ingressar em Universidades públicas e privadas dependendo da nota, a qual possivelmente será cadastrada pelo candidato no PROUNI, espécie de Programa do Gov. Federal que dá acesso às Universidades. Daí, a nota do candidato passa por uma triagem ou peneira para saber se vai ou não ingressar numa tão sonhada Universidade.

A Educação brasileira, a meu ver, está transformando os alunos em máquinas de memorizar, em burocratas da aprendizagem. Aprender por uma nota, por um resultado, para passar de ano, para entrar na Universidade a troco de muito estudo e sofrimento. Nada mais além disso. Cadê a alegria de aprender? O gosto de estudar? O prazer de conhecer?

Lembro-me de um livro de Rubem Alves, cujo título é “A alegria de ensinar” em que o autor diz lá pras tantas algo assim: “Não critico a máquina educacional por ineficiência. Critico a máquina educacional por aquilo em que ela pretende produzir, por aquilo em que ela deseja transformar nossos jovens. É precisamente quando a máquina é mais eficiente que a deformação que ela produz aparece de forma mais acabada”. Não somos máquinas, somos humanos inteligentes com uma grande capacidade de esquecimento e como uma incrível sensibilidade de compreender nossos limites. Continua Rubem Alves: “Fico pensando no enorme desperdício de tempo, energias e vida. Como disse o Charlie Brown, os que tirarem boas notas entrarão na universidade. Nada mais. Dentro de pouco tempo quase tudo aquilo que lhes foi aparentemente ensinado terá sido esquecido. Não por burrice. Mas por inteligência. O corpo não suporta carregar o peso de um conhecimento morto que ele não consegue integrar com a vida”.

Impressionante visão revolucionária de Rubem Alves que mais acrescenta ao crescimento educacional brasileiro do que inúmeras notas acumuladas a cada edição de ENEM, na intenção de apenas satisfazer a uma política neoliberal de aprovação automática em virtude de índices educacionais para impressionar lá fora. Quanta ilusão. Precisamos acordar. Encontrar uma maneira mais leve de avaliar se os jovens estão ou não preparados para ingressar numa Universidade. Deveria ser uma progressão, saía-se do Ensino Médio, optava-se logo por um curso e buscava sua formação ou realização pessoal, sua felicidade.

Tenho a honra de terminar esta reflexão sobre o ENEM com as palavras de Rubem Alves, exatamente no dia em que se realiza mais um ENEM em todo o Brasil: “Hoje, quando escrevo, os jovens estão indo para os vestibulares. O moedor foi ligado. Dentro de alguns anos estarão formados. Serão profissionais. E o que é um profissional se não um corpo que sonhava e que foi transformado em ferramenta? As ferramentas são úteis. Necessárias. Mas – que pena – não sabem sonhar...”


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Conselho Nacional de Educação identificou preconceito racial contra a personagem da Tia Nastácia, que é chamada de 'macaca de carvão'


Depois de muitas críticas, o Conselho Nacional de Educação decidiu rever a proposta de impedir a distribuição de um livro de Monteiro Lobato nas escolas públicas .

O alvo da polêmica é o livro ‘Caçadas de Pedrinho’, publicado pela primeira vez em 1933. É um clássico da literatura infantil, do escritor Monteiro Lobato. O livro faz parte da lista de obras que o Ministério da Educação distribuiu para escolas públicas de todo o país.

Um pesquisador da Universidade de Brasília pediu que o Conselho Nacional de Educação reavaliasse o livro por considerar que a obra tem conteúdo racista. O conselho concordou com o pesquisador e recomendou ao MEC que não sugerisse mais o livro.

O conselho identificou preconceito racial em relação à personagem da Tia Nastácia, a empregada negra do ‘Sítio do Pica Pau Amarelo’. Um trecho, por exemplo, diz que Tia Nastácia "Trepou, que nem uma macaca de carvão, pelo mastro acima". Em outro, a boneca Emília diz que Tia Nastácia tem "Carne preta".

“As expressões que o livro contém são expressões de um conteúdo fortemente preconceituoso e que precisam de tratamento explicativo na sala de aula pra que não se ofenda a auto-estima das crianças e dos leitores”, disse o ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que educadores de todo o país protestaram contra a censura ao livro. O ministro também não concorda com o veto: “Em se tratando de Monteiro Lobato, de um clássico brasileiro da literatura infantil, nós só temos que contextualizar, advertir e orientar sobretudo o professor sobre como lidar com esse tipo de matéria em sala de aula”, falou Haddad.

A Academia Brasileira de Letras criticou a atuação do conselho: “A Academia, na linha das suas convicções democráticas, rejeita qualquer tipo de censura. E entendeu a manifestação do conselho como uma forma de censura.

O professor Francisco Aparecido Cordão, representante do Conselho Nacional de Educação, disse que o conselho vai rever o parecer e recomendar a publicação nas próximas edições de uma nota explicando o contexto histórico em que a obra foi escrita.

Fonte: www.g1.globo.com

Precisamos rever nossas posições para não soarem um tanto quanto anacrônicas. A obra foi escrita para aquela época num contexto político e social bastante diferentes dos de hoje. As personagens de Monteiro Lobato representam o imaginário popular brasileiro, com tons de denúncia à sociedade política de então. Há mais detalhes de riqueza cultural na obra que não nos permite censurá-la, pois se o fizermos estaremos castrando nossas potencialidades literárias de imaginação e criatividade. Tomemos cuidado com toda e qualquer censura. Ela nos subestima enquanto leitores, até porque a simples visão de um ponto da obra não pode comprometer toda sua riqueza literária.

Grifo meu!

O que dizem os políticos antes e depois da posse...


1. POLÍTICOS ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.

Só os tolos podem crer que

não lutaremos contra a corrupção.

Porque, se há algo certo para nós, é que

a honestidade e a transparência são fundamentais.

para alcançar nossos ideais

Mostraremos que é grande estupidez crer que

as máfias continuarão no governo, como sempre.

Asseguramos sem dúvida que

a justiça social será o alvo de nossa ação.

Apesar disso, há idiotas que imaginam que

se possa governar com as manchas da velha política.

Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que

se termine com os marajás e as negociatas.

Não permitiremos de nenhum modo que

nossas crianças morram de fome.

Cumpriremos nossos propósitos mesmo que

os recursos econômicos do país se esgotem.

Exerceremos o poder até que

Compreendam que

Somos a nova política.

2. DEPOIS DA POSSE:

Basta ler o texto

DE BAIXO PARA CIMA….FRASE A FRASE

(Autor desconhecido)

Famosos mais e menos votados nestas eleições

MAIS VOTADOS

Candidato - Cargo Partido – Estado - Nº de votos – Posição

Netinho Senador PC do B SP 7.772.927 (21,14%) 3º

Tiririca (eleito) Deputado federal PR SP 1.353.367 (6,35%) 1º

Waguinho Senador PT do B RJ 1.295.946 (8,81%) 5º

Wagner Montes (eleito) Deputado estadual PDT RJ 528.628 (6,38%) 1º

Moacyr Franco Senador PSL SP 411.642 (1,12%) 6º

Danrlei Goleiro (eleito) Deputado federal PTB RS 173.787 (3,14%) 4º

Marques (eleito) Deputado estadual PTB MG 153.225 (1,67%) 2º

Romário (eleito) Deputado federal PSB RJ 146.859 (1,84%) 6º

Stepan Nercessian (eleito) Deputado federal PPS RJ 84.006 (1,05%) 21º

Marcelinho Carioca Deputado federal PSB SP 62.395 (0,29%) 93º

Leandro do KLB Deputado estadual DEM SP 62.398 (0,29%) 96º

Popó Deputado Federal PRB BA 60.235 (0,90%) 41º

Kiko do KLB Deputado federal DEM SP 38.069 (0,18%) 121º

Jean Wyllis (eleito) Deputado federal PSOL RJ 13.018 (0,16%) 46º

Renner Senador PP GO 76.410 (1,56%) 112º

Miryan Rios (eleita) Deputado estadual PDT RJ 22.169 (0,27%) 64º

Bebeto Tetra (eleito) Deputado estadual PDT RJ 28.328 (0,34%) 62º

Agnaldo Timóteo Deputado federal PR SP 25.172 (0,12%) 156º

Reginaldo Rossi Deputado estadual PDT PE 14.934 (0,33%) 93º

Batoré Deputado federal PP SP 23.042 (0,11%) 161º

Vampeta Deputado federal PTB SP 15.300 (0,07%) 185º

Gaúcho da Fronteira Deputado estadual PTB RS 13.667 (0,22% 131º

Juca Chaves Deputado estadual PR SP 13.217 (0,06%) 200º

MENOS VOTADOS

Candidato - Cargo Partido – Estado - Nº de votos – Posição

Tati Quebra Barraco Deputado federal PDT RJ 1.052 (0,01%) 405º

Mulher Melão Deputada estadual PHS RJ 1.631 (0,02%) 438º

Simony Deputado estadual PP SP 6.993 (0,03%) 360 º

Túlio Maravilha Deputado federal PMDB GO 4.526 (0,15%) 145º

Maguila Deputado estadual PTN SP 2.951 (0,01%) 372º

Mulher Pêra* Deputado federal PTN SP 0 1168º

Andréia Schwartz Deputado estadual PRP ES 476 (0,03%) 234º

Harlei (goleiro do Goiás) Deputado federal PSDB GO 167 (0,01%) 438º

Dhomini* Deputado estadual PR GO 0 562º

* O(s) candidato(s) que aparece(m) com zero voto pode(m) não ter votação ou estar em uma das seguintes situações: indeferido com recurso ou indeferimento, renúncia ou falecimento após a preparação de urnas.

Fonte: Portal G1.Com

domingo, 31 de outubro de 2010

Primeiro discurso de Dilma Rousseff como Presidente da República


vejam no www.r7.com

No discurso, a Presidente Dilma fez questão de defender a liberdade de expressão, de modo irrestrito. Agradeceu a honra de ter convivido e aprendido com o presidente Lula. Enalteceu as potencialidades do povo brasileiro e disse que iria se esforçar a erradicar a miséria e a pobreza.

sábado, 30 de outubro de 2010

À AGRACIADA DESTA NOITE, RENARA ISLANNY SILVA NOBRE DE ARAÚJO.

Deus nos reservou maravilhosamente este dia, esta noite encantadora, para celebrarmos com
exclusividade a vida. Senão ela na pessoa da menina Renara, o que nos atrairia para cá?

É bem verdade que toda virtude, todo poder, toda meninice, inquietude e intensidade de vida explodem em seus quinze anos. Não é menos verdade que também a mocidade, o jeito extrovertido, irrequieto e desembaraçado estão reunidos neste ser ou criatura viva de Deus que ora homenageamos e que responde ao nome de Renara Islanny Silva Nobre de Araújo, vulgo Aleixo. Nascida aos 30 de Outubro de 1995 em Caicó, filha legítima de Périclys Roosevelt Nobre de Araújo e Russilani Mary Silva de Araújo, tendo por avós paternos Inácia dos Santos Silva e Roque Silva e maternos Maria de Lourdes Nobre de Araújo e Pedro Araújo Neto, carrega consigo uma forte herança genética, absolutamente marcada de cuidados, proteção e carinho.

Muitas são as histórias e peripécias em torno da figura desta mocinha, que já nasce jovem, devido às atitudes inesperadas na família. Numa delas....Alguém aí, por acaso, já sentou num restaurante, pegou o cardápio e pediu feijãozinho com “padurinha”? Conta a família que, certa vez, estavam em passeio numa praia e pararam num restaurante para almoçar. Quando todos sentaram para escolher o cardápio, a menina Renara, sem saber lê, pegou o cardápio, abriu, olhou e disse ao garçom: “Eu quero comer feijãozinho com padurinha”. Todos riram muito e o garçom teve que servir feijãozinho com “padurinha”. Pra vocês verem, desde cedo, a menina Renara não conseguia esconder seus quereres, seus desejos, tão próprios de uma natureza decidida. Quando quer uma coisa, saia de perto. De gênio forte e decidido, assim é o temperamento de Renara que a levou a aprontar muitas peripécias na infância e ainda hoje.

Poderia prolongar a lista numerosa das teimosias e das traquinagens desta incrível menina, mas, basta por aqui. À parte isso, quando a conheci, uma pequena marca destoava de seu rosto, me parece até que diminuiu, não sei. Há, em volta de seu olho esquerdo, um sinal que cada vez que o via, tomava-me de admiração e curiosidade, encontrava uma maneira para tirar proveito disso. Sempre criava uma brincadeira do sinal de Renara. Lembro-me de, constantemente, perguntar à família: Qual a causa deste sinal? É genético? Puxou a quem?

Gente, não importa. Mas que sinalzinho mais charmoso!

Saint-Exupéry, no livro “O Pequeno Príncipe” ensina que o essencial é invisível aos olhos. Em você, Renara, não só o invisível é essencial, mas o visível é todo essencial. Você é uma menina saudável, perfeita, derramando-se em vida, linda, uma garota levada, sapeca, interativa e amável. Tem uma capacidade enorme de atrair pessoas, amigos e amigas. Há, em você, minha querida, uma identidade entre parecer e ser, porque só uma criança que ainda há em você, é capaz disso. Mesmo crescidinha e com formas de mocinha, repousa em você uma criança maravilhosa. Continue assim, pois, é possível ver pureza em seus olhos. É possível ver desembaraço nos seus gestos. Não é em vão que gosta de música, de batuques, atabaques, adufes, enfim... Faz parte da filarmônica da Cidade e da bandinha da Escola Estadual Teônia Amaral. Não se surpreendam. Quem pensa que esta é a primeira banda da qual Renara fez parte, está muito enganado, pois Renara começou sua carreira musical bem cedo; de restos de cadeira, panelas, tampas de alumínio, latas secas, construiu sua própria bateria. Acompanhada de seu primo Pedro Víctor e outros formaram uma bandinha que se reunia todas as tardes, por volta do meio dia, no terraço de D. Lourdinha para o ensaio da banda e desespero de Seu Pedro que não conseguia dormir. O show começava por volta das 6h da noite e se estendia até as 10h e meia da noite tirando do sério sua tia Socorro(popola), que muito se preocupava por causa dos vizinhos. Todos os dias a turma do banquinho já esperava ansiosa por Renara e sua banda pau e lata.

Como vimos, procura fazer da sua vida uma arte, a seu modo, é claro. É tomada de entusiasmo em tudo que faz e que inventa fazer. Tanto é que está sempre acordada. De tão interativa que chega a ser, o seu dia é uma agitação e o poder da noite quase não consegue conter suas energias. Energias estas que a fazia correr pra lá e pra cá, do início ao fim da cidade, cheia de ciúmes à procura de seu pai. Com sua licença, Périclys, esta menina não lhe deu, não lhe dá e nunca lhe dará sossego. Quanta energia!

Adolescentes como você, ou como nós, sofre de permanentes instantes de deslumbramentos e empolgação, não que isso seja um mal da idade, mas um sinal de que, nem sempre, conseguimos controlar as fortes ações dos hormônios em nosso organismo. É certo que isso não tem nada a ver com a idade, pois posso ter a notável idade de 70 anos e ver repousar em mim uma eterna criança, bem como ter 15 anos com a consciência de 40. É uma fase muito delicada em nossa vida, pois milhares de hormônios em ebulição tomam conta do nosso corpo e da nossa mente. Para isso, é preciso não pará-los, mas concorrer com eles, de modo muito criativo. Não contê-los, mas canalizá-los no estudo, na leitura, no lazer, na amizade com os pais, na companhia dos amigos, bem como na amizade com Deus. Conheça seus afetos tristes e alegres e saiba conviver bem com eles. Não pense que nada vai lhe afetar, pelo contrário seja sensível a tudo, mas seja forte e permaneça ao mesmo tempo a pessoa que você é, nada mais.

Repare bem, Renara. Dos 10 aos 20 anos, você está mesmo no meio, nos 15 anos, em que mocidade e amizades começarão a fluir como um rio perene em sua vida. E aqui a metáfora do rio vem muito a calhar, porque o rio de que lhe falo aqui não tem margens, tampouco obstáculos ou barreiras que não poderão contê-lo e nem represá-lo. Só há corredeiras. O rio perene apenas flui, desce ou corre para o mar. Às vezes, é necessário subir à fonte e não simplesmente descer com ele. Talvez esta imagem do rio sem margens seja a mais simples e a mais oportuna para mostrar-lhes o quanto é poderosa esta fase da vida. Tal fase marca uma das mudanças mais radicais de nossa vida. Muitos sonham com seus quinze anos. Para uns é a fase da independência, para outros a fase da rebeldia, para alguns a fase do namoro, das descobertas, das aventuras. Foi até taxada de “aborrescência”. No geral, tudo isso representa mudança.

Sobre isso disse, certa vez, Orides Fontela que “o vento, a chuva, o sol, o frio/ tudo vai, tudo vem e vai”. Estaremos, de algum modo, em movimento, iremos à escola, à igreja, saímos para uma festa, viajamos pra algum lugar, visitamos alguém... No entanto, em cada mudança, em cada movimento, nenhum é igual ao outro, reconhecendo que tudo muda. Quando abrimos a janela do quarto, como pensa Mário Quintana, será uma página nova, mas teremos nas mãos o mesmo livro. Renascemos na fé a cada nascer do sol, a cada manhã, como argumenta Carlos Drummond: “como a vida vale mais que a própria vida sempre renascida.”

Apesar dos 15 anos representar para você o que há de mais belo no mundo, todo poder e aparentemente uma vida sem limites e sem medos, não esqueça de que nem tudo podemos, nem tudo está ao nosso alcance, pois você é um ser limitado e, com um tempo, vai aprender muito com isso, com suas limitações. Mesmo se achando invencível ou imortal, é bom saber que não se é jovem para sempre. Todo o tempo do mundo está a seu favor. Aprenda a respeitar o tempo, a temer a Deus. Ele conspira a seu favor, desde que você se alie a ele. O tempo não é seu inimigo, mas é preciso muita sabedoria para ser seu amigo. Veja o que diz Deus no Livro Eclesiastes da Bíblia: “Há um tempo para todo o propósito debaixo do sol”. Por isso, não queime as preciosas etapas da sua vida. Aproveite os dias da sua mocidade, saboreie os seus 15 anos com intensidade, seja alegre, fecunda e feliz com sua família e seus amigos, mas “lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade”(Ecl. 12.1).

Finalmente, Renara, para coroar esta homenagem, que despertou em mim os instintos mais naturais e sinceros de afeição, de amor e carinho, de estima e consideração, escolhi para você, um trecho da música francesa “MA TOUT EST BELLE” que conheci nos anos de minha mocidade. Diz assim a música:


Vem Formosa e Bela! Vem ao meu jardim! O inverno já passou e as vinhas em flor. Exalam seus perfumes. Vem ao meu jardim”.


Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dilma: garantir conquistas e consolidar avanços...

Serra representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir a atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

O Brasil já deixou de “estar deitado eternamente em berço esplêndido”. Nos últimos anos, particularmente sob a administração do Presidente Lula, conheceu transformações inéditas em nossa história. Elas se derivaram de um projeto político que decide colocar a nação acima do mercado, que concede centralidade ao social-popular, conseguindo integrar milhões e milhões de pessoas, antes condenadas à exclusão e a morrer antes do tempo. Apesar dos constrangimentos que teve que assumir da macroeconomia neoliberal, não se submeteu aos ditames vindos do FMI, do Banco Mundial e de outras instâncias que comandam o curso da globalização econômica. Abriu um caminho próprio, tão sustentável que enfrentou com sucesso a profunda crise econômico-financeira que dizimou as economias centrais e que devido à escassez crescente de bens e serviços naturais e ao aquecimento global está pondo em xeque a própria reprodução do sistema do capital.

O governo Lula realizou a revolução brasileira no sentido de Caio Prado Jr. no seu clássico A Revolução Brasileira (1966):”Transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população…algo que leve a vida do país por um novo rumo". As transformações ocorreram, as necessidades mais gerais de comer, morar, trabalhar, estudar e ter luz e saúde foram, em grande parte, realizadas. Rasgou-se um novo rumo ao nosso pais, rumo que confere dignidade sempre negada às grandes maiorias. Lula nunca traiu sua promessa de erradicar a fome e de colocar o acento no social. Sua ação foi tão impactante que foi considerado uma das grandes lideranças mundiais.

Esse inestimável legado não pode ser posto em risco. Apesar dos erros e desvios ocorridos durante seu governo, que importa reconhecer, corrigir e punir, as transformações devem ser consolidadas e completadas. Esse é o significado maior da vitória da candidata Dilma que é portadora das qualidades necessárias para esse “fazimento” continuado do novo Brasil.

Para isso é importante derrotar o candidato da oposição José Serra. Ele representa outro projeto de Brasil que vem do passado, se reveste de belas palavras e de propostas ilusórias mas que fundamentalmente é neoliberal e não-popular e que se propõe privatizar e debilitar o Estado para permitir atuação livre do capital privado nacional, articulado com o mundial.

Os ideólogos do PSDB que sustentam Serra consideram como irreversível o processo de globalização pela via do mercado, apesar de estar em crise. Dizem, nele devemos nos inserir, mesmo que seja de forma subalterna. Caso contrário, pensam eles, seremos condenados à irrelevância histórica. Isso aparece claramente quando Serra aborda a política externa. Explicitamente se alinha às potências centrais, imperialistas e militaristas que persistem no uso da violência para resolver os problemas mundiais, ridicularizando o intento do Presidente Lula de fundar uma nova diplomacia baseada no dialogo e na negociação sincera na base do ganha-ganha.

O destino do Brasil, dentro desta opção, está mais pendente das megaforças que controlam o mercado mundial do que das decisões políticas dos brasileiros. A autonomia do Brasil com um projeto próprio de nação, que pode ajudar a humanidade, atribulada por tantos riscos, a encontrar um novo rumo salvador, está totalmente ausente em seu discurso.

Esse projeto neoliberal, triunfante nos 8 anos sob Fernando Henrique Cardoso, realizou feitos importantes, especialmente, na estabilização econômica. Mas fez políticas pobres para os pobre e ricas para os ricos. As políticas sociais não passavam de migalhas. Os portadores do projeto neoliberal são setores ligados ao agronegócio de exportação, as elites econômico-financeiras, modernas no estilo de vida mas conservadores no pensamento, os representantes das multinacionais, sediadas em nosso pais e as forças políticas da modernização tecnológica sem transformações sociais.

Votar em Dilma é garantir as conquistas feitas em favor das grandes maiorias e consolidar um Estado, cuja Presidenta saberá cuidar do povo, pois é da essência do feminino cuidar e proteger a vida em todas as suas formas.


Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Ibope mostra Dilma 14 pontos à frente de Serra...


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, está 14 pontos à frente do adversário José Serra (PSDB), de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira.

O levantamento mostra a petista com 57% dos votos válidos contra 43%. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 20, Dilma aparecia com 56% contra 44% de Serra.

Pelos votos totais, a petista conta com 52% das intenções contra 39% do adversário.

Entre os entrevistados, 5% disseram que irão anular ou votar em branco e 4% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, Dilma registrava 51% das intenções totais de voto contra 40% de Serra. Os porcentuais de brancos e nulos e de indecisos continua o mesmo.

A maioria dos eleitores (82%) diz que o voto é definitivo e 13% afirmam que ainda podem mudar.

O governo Lula tem aprovação de 80% enquanto 15% o consideram regular e 4%, ruim ou péssimo.

A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo", fez 3010 entrevistas entre os dias 25 e 28 de outubro. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 37.596/2010. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sociologia. Pensador francês diz que Brasil ainda é país da 'desigualdade cordial'

O Brasil tem um papel importante na "reflexão coletiva" sobre o futuro da democracia, que na Europa vive uma crise causada pelo enfraquecimento da social-democracia.

"O Brasil é o país da desigualdade cordial, uma sociedade em que o caráter democrático é problemático. Como se tornar uma sociedade democrática sem passar pelo Estado providência?", pergunta o pensador francês Pierre Rosanvallon, professor de história da democracia no Collège de France.

Rosanvallon deu entrevista a um pequeno grupo de jornalistas depois de fazer a conferência inaugural do 34º encontro anual da Anpocs (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais), em Caxambu, MG.

Na conferência, ele disse que a ideia de busca da igualdade continua sendo a base da democracia, que, afirmou, não é um regime nem um modelo, mas um processo aberto, em construção. Ele lançou em português o livro "Por uma História do Político" (editora Alameda).

FOLHA - A que o senhor se refere quando fala do risco do novo populismo para as democracias europeias?

ROSANVALLON - O fenômeno dominante nas sociedades europeias há 20 anos é o desenvolvimento de partidos de extrema direita. O que choca é que esses partidos não cresceram só onde havia uma tradição extremista de direita, como na França e na Itália, mas também nas democracias mais sociais, como a Suécia, onde o partido de extrema direita ganhou 6% dos votos e conseguiu a posição de árbitro no Parlamento. Foi o mesmo caso na Bélgica e na Dinamarca.

Há neste momento uma fragilização do contrato social na Europa, que era a social-democracia, uma certa ideia de distribuição. Há um enfraquecimento desse contrato e surge como compensação negativa esse avanço da extrema direita, que não procura encontrar uma redefinação da igualdade, mas sim definir um novo conceito de homogeneidade das sociedades europeias.

Há uma grande distinção a fazer entre a noção de igualdade e a de homogeneidade. A igualdade pressupõe um trabalho sobre as diferenças na sociedade, reconhece as diferenças. A homogeneidade pressupõe como cimento social a expulsão da diferença. É um jeito perverso e patológico de recriar o cimento social.

Como vê o estado da democracia na América Latina e que papel o Brasil desempenha nesse contexto?

As democracias da América Latina saíram de décadas de mal-estar, após o ciclo de ditaduras. Há um reeingresso em formas mais estáveis de democracia e, ao mesmo tempo, essas democracias ainda são frágeis. Essa fragilidade é vista nas incertezas que existem hoje na Argentina, por exemplo, ou na evolução do regime venezuelano. Há uma confusão entre democracia eleitoral e democracia liberal.

A força do Brasil, como a do Chile, é que as instituições funcionam muito bem. O Brasil se tornou um país pluralista, com instituições que saíram da simples utopia eleitoral. Mas a democracia brasileira, como as outras latino-americanas, ainda é uma sociedade onde o caráter democrático é problemático. Como se tornar uma sociedade democrática sem passar pelo Estado providência? Essa é a questão também da China, como da Índia.

Nisso o Brasil e a Índia têm um papel especial, porque a China não é uma democracia eleitoral. O Brasil tem um papel não apenas na cena diplomática e econômica, mas na reflexão coletiva sobre o futuro do democracia.

O senhor também falou da ameaça "socrática", da limitação à visão liberal das instituições, que teriam o papel de regular e moldar a vontade popular. Esse debate se aplica ao Brasil?

Quando falo de ameaça socrática é preciso lembrar que historicamente as democracias europeias funcionaram sobre dois pilares, o sufrágio universal e o Estado racional, a administração pública. A memória do positivismo é forte o suficiente no Brasil para que a ideia de República seja ligada não ao sufrágio universal, mas à do Estado racional.

Essa definição da democracia baseada no serviço público --isto é, uma definição substancial do interesse geral-- e no voto universal --que seria uma definição de procedimento-- parece boa.

Mas hoje em dia é preciso ir mais longe. Precisamos de outros tipos de instituição porque o Estado racional também foi capturado por interesses particulares. E a democracia não é apenas o poder dos sábios, o poder de regulação, que é uma espécie de proteção da sociedade, mas também um poder de instituição.

E aí retomamos a questão fundamental que está na base da democracia que é, de um lado, dar a palavra a todos que não a têm e, do outro, construir essa sociedade dos iguais.

No Brasil há uma ideia, como nos EUA do início do século 19, da civilidade democrática, a famosa cordialidade brasileira. Mas o Brasil é também o país da desigualdade cordial. A civilidade tem um papel, mas não podemos fazer com que a sociedade dos iguais repouse apenas nos braços da cordialidade nem do amor comum pelos ídolos do futebol, por exemplo.

O nacionalismo é um risco aqui também?

A primeira definição de nação vem de uma reflexão sobre a constituição de laços sociais. Isso podemos dizer que é a nação democrática, a nação positiva. O nacionalismo do fim do século 19 se transformou na nação da exclusão, que se define contra os outros.

Mas isso não é uma tentação brasileira, porque o Brasil nunca foi um país em guerra, não foi fundado sobre uma cultura da exclusão, mas de uma espécie de cultura de separatismo. A secessão dos ricos, social, é visível quando subimos ao Pão de Açúcar.

Como o senhor vê a figura do presidente Lula e sua atuação no governo?

É inegável que o governo de Lula teve uma ação do tipo distributivista. Mas o Brasil estava tão longe de qualquer coisa do tipo que não chega perto de ser um Estado providência do tipo europeu. Então foi apenas um primeiro momento. A questão aberta é como proceder à segunda etapa. Ela pode incluir elementos do Estado providência, porque há dinheiro com o pré-sal, mas é preciso achar outras coisas.

Uma característica que chama atenção de um observador europeu é o fato de Lula terminar seus dois mandatos com 80% de aprovação. E a única explicação é do tipo sociólogo. Claro, seu governo fez coisas que foram criticadas, como muitos outros, e por isso acho que esses 80% provavelmente não querem dizer que sua atuação foi considerada excepcional por todos.

Mas há uma coisa que conta na política é que ele continua a encarnar a sociedade dos esquecidos e uma parte da nova sociedade de classe média, que podem dizer que ele é como a gente.

Muitas vezes a política era conduzida pelas elites sociais. Então esse elemento de identificação, de poderem dizer que há alguém como nós, continua a se manifestar em sua popularidade.

A social-democracia é uma condição para a democracia plena? Há alternativas à democracia ou ela é a última palavra?

A democracia é a última palavra porque ela vai se enriquecendo e se generalizando, é um processo.

A social-democracia foi um momento de construção da democracia. As democracias europeias se confuniram com a ideia social-democrata, no sentido geral do termo.

Quanto às outras democracias, elas devem passar por essa etapa de redistribuição, mas ela é apenas um dos elementos de redefinição da igualdade democrática, que tem também dimensões jurídicas etc.

Os imperativos de um mundo ambientalmente equilibrado poderão se ajustar ao exercício pleno da democracia?

A ecologia introduz o longo prazo e a natureza na democracia. Ela faz parte de uma questão geral sobre o futuro da democracia.

Fonte: Folha de São Paulo - Poder.

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