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segunda-feira, 10 de março de 2014

POR QUE FALAR É VIVER?

Nei Alberto Pies

“A quem mais amamos, menos sabemos falar”
(Provérbio inglês)
           Todo tipo e forma de discriminação, além de ser um problema pessoal de quem os sofre, é também um problema social.  A gagueira, como outros tantos limites humanos, deixa marcas e imprime jeitos de resistir para sobreviver socialmente. Como eu, pelo menos 1.700.000 pessoas em todo o nosso país apresenta algum grau de gagueira na sua comunicação, conforme dados do Instituto Brasileiro de Fluência. A gagueira ganhou também um dia internacional: dia 22 de outubro.
A fala é o meio mais eficaz e mais utilizado para a nossa comunicação e interação social, porém não a única. Esta é a maior descoberta para alcançarmos reconhecimento social, através da comunicação. Se não falamos fluentemente ou temos algum grau de timidez, arranjamos jeitos de ser reconhecidos e valorizados socialmente por alguma outra habilidade ou virtude. Se não somos “experts” na fala, podemos ser bons na escrita, no canto, na representação, no estudo, na convivência ou nas relações. A qualidade da nossa comunicação depende da interação de todos, inclusive do apoio e compreensão que temos de dar àqueles que sofrem para se comunicar.
O ser humano é especialista na arte de compensar. Sem compensar não sobreviveria, porque se não é possível ser bom em tudo, é necessário ser bom e útil em alguma coisa. Por isso a gente se faz “agarrando-se” ao que tem de bom, àquilo que tem facilidade e àquilo que nos renda reconhecimento dos outros. A gente inventa e re-inventa jeitos e trejeitos para ser querido, amado e promovido pelos outros. O reconhecimento social é uma das maiores necessidades humanas, pois ninguém sobrevive se não comprovar para si mesmo o quanto é útil, importante, querido e estimado pelos outros.
O resgate da auto-estima e a auto-aceitação são preponderantes para a cura ou convivência com a gagueira. A gagueira é influenciada por fatores neurobiológicos ou emocionais. Conhecer-se, estudar o seu problema, procurar auxílio e terapias, aumenta as possibilidades de conviver socialmente, sem maiores traumas. É fundamental, ainda, assumir publicamente os limites da fala e da comunicação sempre que se puder. Assumir os limites da fala propicia discernimento e tranqüilidade interior para lidar com os desafios de se comunicar melhor. Quem fala se liberta!
Falar é a forma mais concreta de nos apresentar ao mundo. Por isso mesmo, falar pressupõe primeiro aceitar-se como se é para depois buscar o reconhecimento junto aos outros. A felicidade de “seres humanos falantes” alicerça-se tanto nos fracassos e limites como nos êxitos e nas conquistas, pessoais e coletivos. Uma boa convivência social pressupõe a aceitação de todos os limites humanos e a superação de todas as formas de discriminação.

Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos. - pies.neialberto@gmail.com

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Neste dia: Parabéns pra você, de Marisa Monte.

Parabéns pra você
Obrigada por ser
Já guardei tantas coisas
Que eu quis lhe dizer
Vou dizer tudo agora

Eu espero em Deus
Que abençoe você
Para Ter tudo dê
Fará bem pra você
Bote tudo pra fora
Traga as estrelas inteiras para a banheira
Agradecê-las e ser uma

Alga dá, prata dá
E tudo intui em seu lugar
E que tudo em plena beleza esteja

Uh, uh...
Tão bom te Ter Algodão doce você
Tão bom te Ter
Tão bom viver


Fonte: http://letras.mus.br/marisa-monte/432127/

sábado, 14 de dezembro de 2013

A ARTE DE NÃO ADOECER

Por Dr. Draúzio Varella

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo arepressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

domingo, 12 de maio de 2013

MÃEZONA

Mainha, permita-me hoje, sobretudo hoje, tratar-lhe no aumentativo, mãezona. Na verdade, você é uma mãezona que jamais economizou carinho, proteção e cuidado para com os seus filhos. Este seu filho aqui de Florânia lhe quer muito bem. Saiba o quanto a amo e o quanto é especial para mim. Você tem um lugarzinho na minha cabeça, pois sempre sua imagem e suas atitudes aparecem em minha memória como num estalo, como num lampejo agradabilíssimo. Há também um lugar cativo todo seu em meu coração, uma vez que, volta e meia, saltita só de saber que estará sempre dentro de mim, alimentando o tônus da minha vida.
Sem você não estaria agora no útero do mundo com todas as suas adversidades. Sei da sua importância não só porque estou aqui sem cordão umbilical algum, mas por me ensinar o que é justo, honesto; por me mostrar o bom caráter, o respeito ao outro e o valor da humildade.
Aprendi com a senhora, minha mãe, que não basta ter dinheiro de qualquer jeito para sobreviver, mas como tê-lo mesmo com todo sacrifício. Trabalhar é uma honra e tudo que vem dele também. Se trabalhamos nos mostramos o quanto somos saudáveis e o quanto fomos bem educados.
Obrigado por me fazer enxergar isso, enquanto muitos fogem do sacrifício, do caminho sagrado e mais difícil para a felicidade que é o próprio trabalho.
Viver cada dia assumindo o seu preço, seu peso, seu salário e o quanto vale, por mais duro ou mole que seja seu cotidiano. Carrego comigo este aprendizado, mas com a responsabilidade de um eterno aprendiz, principalmente nos conceitos que emergem dos fragmentos da vida.
Avalio, de verdade, o quanto foi precioso cada ato de sacrifício, de esforço para cuidar de mim e de meus irmãos. O que dizer então das muitas noites de sono dispensadas a meu favor, regadas a choros e soluços que não faziam sentido quando não implicava em algum tipo de enfermidade; das advertências que não me faziam ouvir, das preocupações e atribulações pelas quais passou só para proteger-me ou poupar-me.
Obrigado, mãezona, por fazer-me mais forte e resistente, por preparar-me para uma vida cheia de sacrifícios, contradições, por isso não menos ou mais feliz, nem boa ou má, mas agradável e serena, pacificadora.
Inteiramente feliz por todo sacrifício posto em dar sentido à minha vida!

De seu filho,
Jackislandy Meira de Medeiros Silva.

domingo, 7 de junho de 2009

O vazio no coração do homem

Deus nos fez com todo amor e carinho, para relacionar-nos com Ele e representá-lo. Mas o fato de Ele nos ter criado à sua imagem e semelhança, com tanta complexidade e superioridade em relação às demais coisas criadas, não nos faz autossuficientes nem nos exime de obedecer-lhe. Ao contrário. Pois, somos mordomos do nosso corpo, dos nossos dons e talentos, dos recursos que o Senhor disponibilizou para nós, a fim de cumprirmos nosso propósito como ser humano e levar outros ao conhecimento sobre o Criador.
Em Deus vivemos, e nos movemos, e existimos(Atos 17, 28). Ele é a origem e o sentido da nossa vida. Quando o Senhor nos criou, deixou três vazios a serem preenchidos: o de pai, o de mãe e o dele mesmo.
A função de pai pode ser exercida pelo pai biológico ou por qualquer outro que assuma esse papel: um irmão, um tio, um avô, um primo, um pai adotivo. O mesmo se dá com relação à figura materna. Alguém deve desempenhar essa função, a fim de que a pessoa se sinta amada e cuidada. Caso contrário, ela será uma forte candidata a ter sérios problemas emocionais e a não ser tudo aquilo que Deus projetou que ela fosse.
De alguma forma, é possível preencher a carência materna e a paterna com a presença de outra pessoa que assuma essa responsabilidade. Mas quanto ao vazio de Deus, é impossível arranjar um substituto para suprir esta necessidade.
Dostoiévski, um famoso escritor russo, disse: “O homem possui dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. Isso significa, entre outras coisas, que é um vazio imenso, de Alguém incomparável, que só pode ser preenchido ou suprido pelo próprio Criador.
Infelizmente, o ser humano tenta preencher esse vazio com crendices, todo tipo de religião, pornografia, vícios, devassidão etc. Entretanto, nada disso soluciona o problema, porque só Deus, por intermédio do Espírito Santo, pode preencher o vazio existencial do ser humano e dar um sentido maior à vida humana.
O salmista reconheceu: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo(Salmo 42.1,2a). Que também possamos reconhecer nossa necessidade do Senhor e buscá-lo, a fim de que Ele sacie esse vazio em que só cabe Ele em nosso coração. Então, seremos pessoas saudáveis, felizes e realizadas, que levarão outros a ter um encontro com a Fonte da vida.
Texto do Pastor Silas Malafaia, compilado do livro “O que o ser humano?”, adaptado para este espaço pelo Professor e filósofo Jackislandy Meira de M. Silva.

Confiram os blogs: www.umasreflexoes.blogspot.com e
www.chegadootempo.blogspot.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Felicidade...

Buscar a felicidade não é uma opção de auto-ajuda, mas sim uma questão de sobrevivência. Na filosofia, ser feliz equivale a viver bem a vida. Alegrar-se, satisfazer-se, dipor-se a ter uma vida sábia. Como já defendia habilidosamente Epicuro, mais precisamente nos seus aforismos e na sua “Carta a Meneceu” sobre a Felicidade.
A felicidade é quase uma obsessão por aquele que se responsabiliza com sua vida, com sua história, enfim, com suas decisões. É, no fundo, buscar uma vida boa, saudável, tranqüila e de espírito alegre.
Você quer decidir a qualidade da sua vida? Nem Deus se permite decidir no seu lugar. Deus não decide seu sucesso, suas vitórias, seu futuro, mas as suas decisões quem decide é você! Quem decide a sua saúde é você. Quem decide sobre o seu corpo é você, meu caro... Vá ao espelho simplesmente. Você cometeu um erro. Seu corpo precisa de muitos cuidados, de muitos milagres, de sabedoria.
A sabedoria decide a sua saúde. A sabedoria decide a sua riqueza. A sabedoria decide a sua alegria. A sabedoria decide a sua felicidade.
Só um exemplo pra entendermos o que significa sabedoria. Digamos que tenha à minha frente 4 pinturas: um elefante, uma girafa, uma zebra, uma flor. Qual a diferença? Ponho mais 4 fotos na minha frente: ouvido, boca, nariz e um macaco. Posso ver a diferença? Qual é a diferença? Veja a diferença! Sabedoria é a habilidade de discernir a diferença. Discernir a diferença nas pessoas, nos ambientes e nos momentos da vida. A sabedoria é a coisa principal e a mais importante aqui na terra.
Você pode ter 5 filhos, um discerne a sua diferença, isto é, lhe obedece, um confia no seu julgamento. Eles discernem a sua diferença. Todo seu sucesso depende da sua sabedoria. Um jovem sentou-se perto de mim e nunca me perguntou sobre o que é felicidade, sobre o sentido da vida, sobre o amor, o que é filosofia? Porque ele não discerniu a diferença. Será que você pode ver a diferença? Será que você pode ouvir a diferença? Diferença numa voz, num olhar, num gesto, numa atitude... Diferença no que Deus diz, no que outra pessoa diz. Como é que você recebe a sabedoria? Não vem geneticamente pelo sangue. Como pode um filho meu ser tão estúpido? A sabedoria não vem pela corrente sangüinea. A gente pode ser estúpido e ter um filho maravilhoso! Você acha que o tempo é sinal de sabedoria? Eu já conheci pessoas com oitenta anos que se rebelaram contra a voz da consciência. Vi muita gente velha ou idosa bastante tola. O cabelo grisalho não lhe faz necessariamente sábio. O tempo não cria sabedoria. Têm jovens de 20 anos milionários e outros velhos bastante pobres. O tempo nunca criou a sabedoria. Existem várias formas de você adquirir sabedoria. Deus, às vezes, fala através da dor às pessoas. Se você não ouvir a dor não existe esperança. Se você não ouve a pessoas, Ele vai usar a dor. Deus usa pessoas e a dor para conversar conosco. Quando você diz que seu estômago está doendo, é porque algo está errado. A dor é o sinal da desordem. O propósito da sabedoria é criar ordem, o que vem primeiro, o que vem segundo. A ordem é quando as coisas estão no seu devido lugar. O esposo, a esposa, os filhos. Um diretor, equipe pedagógica, professores, funcionários, alunos. Se o seu nariz fosse no topo da sua cabeça você iria morrer afogado na primeira chuva. As coisas corretas ajudam a viver com sabedoria. O que aconteceria se os seus olhos fossem embaixo dos seus pés e uma pessoa perguntasse: Quem está vindo? Não, espere aí que eu vou olhar quem está vindo. As coisas corretas no lugar certo. O propósito da ordem é para aumentar a produtividade. Beleza, conforto, segurança, paz, felicidade. Se eu chegar ali no seu guarda-roupa, os seus sapatos estão embaixo, as camisas em outro lugar, as calças mais em cima, as bermudas em outro lugar. Tudo está numa parte, em ordem. Ordem. Qualquer movimento em direção à ordem aumenta a sua alegria, produz felicidade. Quando você lava o seu carro, você se sente alegre. Quando você limpa sua casa e tudo está em ordem. Sempre que arruma sua estante de livros e os limpa, tudo parece mais estável. Agora, quando você tem luta é a prova da desordem, da instabilidade. A luta é prova de que alguém não pertence àquele lugar. A dor é a prova da desordem. Deus usa a dor na sua vida para dizer que você tem que mudar algo. A dor não é um professor, a dor não muda você, mas a dor faz nascer uma necessidade de mudança. Muitas pessoas vivem em dor constantemente e nunca mudam.
Experimente fazer uma mudança, independentemente da dor, na sua vida e abra o seu coração para um agir com Sabedoria, aperfeiçoando o seu modo de viver: “Eu, que dedico incessantemente minhas energias à investigação da natureza, e através desse modo de viver exerço principalmente o meu equilíbrio”(Epicuro, in Diógenes Laértios, X, 37).
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.

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segunda-feira, 10 de março de 2014

POR QUE FALAR É VIVER?

Nei Alberto Pies

“A quem mais amamos, menos sabemos falar”
(Provérbio inglês)
           Todo tipo e forma de discriminação, além de ser um problema pessoal de quem os sofre, é também um problema social.  A gagueira, como outros tantos limites humanos, deixa marcas e imprime jeitos de resistir para sobreviver socialmente. Como eu, pelo menos 1.700.000 pessoas em todo o nosso país apresenta algum grau de gagueira na sua comunicação, conforme dados do Instituto Brasileiro de Fluência. A gagueira ganhou também um dia internacional: dia 22 de outubro.
A fala é o meio mais eficaz e mais utilizado para a nossa comunicação e interação social, porém não a única. Esta é a maior descoberta para alcançarmos reconhecimento social, através da comunicação. Se não falamos fluentemente ou temos algum grau de timidez, arranjamos jeitos de ser reconhecidos e valorizados socialmente por alguma outra habilidade ou virtude. Se não somos “experts” na fala, podemos ser bons na escrita, no canto, na representação, no estudo, na convivência ou nas relações. A qualidade da nossa comunicação depende da interação de todos, inclusive do apoio e compreensão que temos de dar àqueles que sofrem para se comunicar.
O ser humano é especialista na arte de compensar. Sem compensar não sobreviveria, porque se não é possível ser bom em tudo, é necessário ser bom e útil em alguma coisa. Por isso a gente se faz “agarrando-se” ao que tem de bom, àquilo que tem facilidade e àquilo que nos renda reconhecimento dos outros. A gente inventa e re-inventa jeitos e trejeitos para ser querido, amado e promovido pelos outros. O reconhecimento social é uma das maiores necessidades humanas, pois ninguém sobrevive se não comprovar para si mesmo o quanto é útil, importante, querido e estimado pelos outros.
O resgate da auto-estima e a auto-aceitação são preponderantes para a cura ou convivência com a gagueira. A gagueira é influenciada por fatores neurobiológicos ou emocionais. Conhecer-se, estudar o seu problema, procurar auxílio e terapias, aumenta as possibilidades de conviver socialmente, sem maiores traumas. É fundamental, ainda, assumir publicamente os limites da fala e da comunicação sempre que se puder. Assumir os limites da fala propicia discernimento e tranqüilidade interior para lidar com os desafios de se comunicar melhor. Quem fala se liberta!
Falar é a forma mais concreta de nos apresentar ao mundo. Por isso mesmo, falar pressupõe primeiro aceitar-se como se é para depois buscar o reconhecimento junto aos outros. A felicidade de “seres humanos falantes” alicerça-se tanto nos fracassos e limites como nos êxitos e nas conquistas, pessoais e coletivos. Uma boa convivência social pressupõe a aceitação de todos os limites humanos e a superação de todas as formas de discriminação.

Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos. - pies.neialberto@gmail.com

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Neste dia: Parabéns pra você, de Marisa Monte.

Parabéns pra você
Obrigada por ser
Já guardei tantas coisas
Que eu quis lhe dizer
Vou dizer tudo agora

Eu espero em Deus
Que abençoe você
Para Ter tudo dê
Fará bem pra você
Bote tudo pra fora
Traga as estrelas inteiras para a banheira
Agradecê-las e ser uma

Alga dá, prata dá
E tudo intui em seu lugar
E que tudo em plena beleza esteja

Uh, uh...
Tão bom te Ter Algodão doce você
Tão bom te Ter
Tão bom viver


Fonte: http://letras.mus.br/marisa-monte/432127/

sábado, 14 de dezembro de 2013

A ARTE DE NÃO ADOECER

Por Dr. Draúzio Varella

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo arepressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

domingo, 12 de maio de 2013

MÃEZONA

Mainha, permita-me hoje, sobretudo hoje, tratar-lhe no aumentativo, mãezona. Na verdade, você é uma mãezona que jamais economizou carinho, proteção e cuidado para com os seus filhos. Este seu filho aqui de Florânia lhe quer muito bem. Saiba o quanto a amo e o quanto é especial para mim. Você tem um lugarzinho na minha cabeça, pois sempre sua imagem e suas atitudes aparecem em minha memória como num estalo, como num lampejo agradabilíssimo. Há também um lugar cativo todo seu em meu coração, uma vez que, volta e meia, saltita só de saber que estará sempre dentro de mim, alimentando o tônus da minha vida.
Sem você não estaria agora no útero do mundo com todas as suas adversidades. Sei da sua importância não só porque estou aqui sem cordão umbilical algum, mas por me ensinar o que é justo, honesto; por me mostrar o bom caráter, o respeito ao outro e o valor da humildade.
Aprendi com a senhora, minha mãe, que não basta ter dinheiro de qualquer jeito para sobreviver, mas como tê-lo mesmo com todo sacrifício. Trabalhar é uma honra e tudo que vem dele também. Se trabalhamos nos mostramos o quanto somos saudáveis e o quanto fomos bem educados.
Obrigado por me fazer enxergar isso, enquanto muitos fogem do sacrifício, do caminho sagrado e mais difícil para a felicidade que é o próprio trabalho.
Viver cada dia assumindo o seu preço, seu peso, seu salário e o quanto vale, por mais duro ou mole que seja seu cotidiano. Carrego comigo este aprendizado, mas com a responsabilidade de um eterno aprendiz, principalmente nos conceitos que emergem dos fragmentos da vida.
Avalio, de verdade, o quanto foi precioso cada ato de sacrifício, de esforço para cuidar de mim e de meus irmãos. O que dizer então das muitas noites de sono dispensadas a meu favor, regadas a choros e soluços que não faziam sentido quando não implicava em algum tipo de enfermidade; das advertências que não me faziam ouvir, das preocupações e atribulações pelas quais passou só para proteger-me ou poupar-me.
Obrigado, mãezona, por fazer-me mais forte e resistente, por preparar-me para uma vida cheia de sacrifícios, contradições, por isso não menos ou mais feliz, nem boa ou má, mas agradável e serena, pacificadora.
Inteiramente feliz por todo sacrifício posto em dar sentido à minha vida!

De seu filho,
Jackislandy Meira de Medeiros Silva.

domingo, 7 de junho de 2009

O vazio no coração do homem

Deus nos fez com todo amor e carinho, para relacionar-nos com Ele e representá-lo. Mas o fato de Ele nos ter criado à sua imagem e semelhança, com tanta complexidade e superioridade em relação às demais coisas criadas, não nos faz autossuficientes nem nos exime de obedecer-lhe. Ao contrário. Pois, somos mordomos do nosso corpo, dos nossos dons e talentos, dos recursos que o Senhor disponibilizou para nós, a fim de cumprirmos nosso propósito como ser humano e levar outros ao conhecimento sobre o Criador.
Em Deus vivemos, e nos movemos, e existimos(Atos 17, 28). Ele é a origem e o sentido da nossa vida. Quando o Senhor nos criou, deixou três vazios a serem preenchidos: o de pai, o de mãe e o dele mesmo.
A função de pai pode ser exercida pelo pai biológico ou por qualquer outro que assuma esse papel: um irmão, um tio, um avô, um primo, um pai adotivo. O mesmo se dá com relação à figura materna. Alguém deve desempenhar essa função, a fim de que a pessoa se sinta amada e cuidada. Caso contrário, ela será uma forte candidata a ter sérios problemas emocionais e a não ser tudo aquilo que Deus projetou que ela fosse.
De alguma forma, é possível preencher a carência materna e a paterna com a presença de outra pessoa que assuma essa responsabilidade. Mas quanto ao vazio de Deus, é impossível arranjar um substituto para suprir esta necessidade.
Dostoiévski, um famoso escritor russo, disse: “O homem possui dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. Isso significa, entre outras coisas, que é um vazio imenso, de Alguém incomparável, que só pode ser preenchido ou suprido pelo próprio Criador.
Infelizmente, o ser humano tenta preencher esse vazio com crendices, todo tipo de religião, pornografia, vícios, devassidão etc. Entretanto, nada disso soluciona o problema, porque só Deus, por intermédio do Espírito Santo, pode preencher o vazio existencial do ser humano e dar um sentido maior à vida humana.
O salmista reconheceu: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo(Salmo 42.1,2a). Que também possamos reconhecer nossa necessidade do Senhor e buscá-lo, a fim de que Ele sacie esse vazio em que só cabe Ele em nosso coração. Então, seremos pessoas saudáveis, felizes e realizadas, que levarão outros a ter um encontro com a Fonte da vida.
Texto do Pastor Silas Malafaia, compilado do livro “O que o ser humano?”, adaptado para este espaço pelo Professor e filósofo Jackislandy Meira de M. Silva.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Felicidade...

Buscar a felicidade não é uma opção de auto-ajuda, mas sim uma questão de sobrevivência. Na filosofia, ser feliz equivale a viver bem a vida. Alegrar-se, satisfazer-se, dipor-se a ter uma vida sábia. Como já defendia habilidosamente Epicuro, mais precisamente nos seus aforismos e na sua “Carta a Meneceu” sobre a Felicidade.
A felicidade é quase uma obsessão por aquele que se responsabiliza com sua vida, com sua história, enfim, com suas decisões. É, no fundo, buscar uma vida boa, saudável, tranqüila e de espírito alegre.
Você quer decidir a qualidade da sua vida? Nem Deus se permite decidir no seu lugar. Deus não decide seu sucesso, suas vitórias, seu futuro, mas as suas decisões quem decide é você! Quem decide a sua saúde é você. Quem decide sobre o seu corpo é você, meu caro... Vá ao espelho simplesmente. Você cometeu um erro. Seu corpo precisa de muitos cuidados, de muitos milagres, de sabedoria.
A sabedoria decide a sua saúde. A sabedoria decide a sua riqueza. A sabedoria decide a sua alegria. A sabedoria decide a sua felicidade.
Só um exemplo pra entendermos o que significa sabedoria. Digamos que tenha à minha frente 4 pinturas: um elefante, uma girafa, uma zebra, uma flor. Qual a diferença? Ponho mais 4 fotos na minha frente: ouvido, boca, nariz e um macaco. Posso ver a diferença? Qual é a diferença? Veja a diferença! Sabedoria é a habilidade de discernir a diferença. Discernir a diferença nas pessoas, nos ambientes e nos momentos da vida. A sabedoria é a coisa principal e a mais importante aqui na terra.
Você pode ter 5 filhos, um discerne a sua diferença, isto é, lhe obedece, um confia no seu julgamento. Eles discernem a sua diferença. Todo seu sucesso depende da sua sabedoria. Um jovem sentou-se perto de mim e nunca me perguntou sobre o que é felicidade, sobre o sentido da vida, sobre o amor, o que é filosofia? Porque ele não discerniu a diferença. Será que você pode ver a diferença? Será que você pode ouvir a diferença? Diferença numa voz, num olhar, num gesto, numa atitude... Diferença no que Deus diz, no que outra pessoa diz. Como é que você recebe a sabedoria? Não vem geneticamente pelo sangue. Como pode um filho meu ser tão estúpido? A sabedoria não vem pela corrente sangüinea. A gente pode ser estúpido e ter um filho maravilhoso! Você acha que o tempo é sinal de sabedoria? Eu já conheci pessoas com oitenta anos que se rebelaram contra a voz da consciência. Vi muita gente velha ou idosa bastante tola. O cabelo grisalho não lhe faz necessariamente sábio. O tempo não cria sabedoria. Têm jovens de 20 anos milionários e outros velhos bastante pobres. O tempo nunca criou a sabedoria. Existem várias formas de você adquirir sabedoria. Deus, às vezes, fala através da dor às pessoas. Se você não ouvir a dor não existe esperança. Se você não ouve a pessoas, Ele vai usar a dor. Deus usa pessoas e a dor para conversar conosco. Quando você diz que seu estômago está doendo, é porque algo está errado. A dor é o sinal da desordem. O propósito da sabedoria é criar ordem, o que vem primeiro, o que vem segundo. A ordem é quando as coisas estão no seu devido lugar. O esposo, a esposa, os filhos. Um diretor, equipe pedagógica, professores, funcionários, alunos. Se o seu nariz fosse no topo da sua cabeça você iria morrer afogado na primeira chuva. As coisas corretas ajudam a viver com sabedoria. O que aconteceria se os seus olhos fossem embaixo dos seus pés e uma pessoa perguntasse: Quem está vindo? Não, espere aí que eu vou olhar quem está vindo. As coisas corretas no lugar certo. O propósito da ordem é para aumentar a produtividade. Beleza, conforto, segurança, paz, felicidade. Se eu chegar ali no seu guarda-roupa, os seus sapatos estão embaixo, as camisas em outro lugar, as calças mais em cima, as bermudas em outro lugar. Tudo está numa parte, em ordem. Ordem. Qualquer movimento em direção à ordem aumenta a sua alegria, produz felicidade. Quando você lava o seu carro, você se sente alegre. Quando você limpa sua casa e tudo está em ordem. Sempre que arruma sua estante de livros e os limpa, tudo parece mais estável. Agora, quando você tem luta é a prova da desordem, da instabilidade. A luta é prova de que alguém não pertence àquele lugar. A dor é a prova da desordem. Deus usa a dor na sua vida para dizer que você tem que mudar algo. A dor não é um professor, a dor não muda você, mas a dor faz nascer uma necessidade de mudança. Muitas pessoas vivem em dor constantemente e nunca mudam.
Experimente fazer uma mudança, independentemente da dor, na sua vida e abra o seu coração para um agir com Sabedoria, aperfeiçoando o seu modo de viver: “Eu, que dedico incessantemente minhas energias à investigação da natureza, e através desse modo de viver exerço principalmente o meu equilíbrio”(Epicuro, in Diógenes Laértios, X, 37).
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.

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