quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ensaio sobre a Pessoa Humana II

Como posso me dar conta de que existo e de que sou pessoa humana? Pergunta um tanto filosófica!
Puxa vida! É incrível!!!
Há algo de sombrio, obscuro ou até espantoso. Mas a partir do momento que desnudamos e tocamos, sentimos, torna-se aquilo que é de mais puro, claro e evidente, o conhecimento da própria pessoa, de mim mesmo, de si mesmo, caro leitor.
O mundo atual se desmorona ao querer se aproximar ou se agregar cada vez mais ao externo, aos objetos transitórios, passageiros e sem valor. Com isso, deixa de lado a nobreza de se relacionar com aquilo que é de mais interno e belo, o coração, o interior humano.
O “homo somaticus”, “homo vivens”, “homo sapiens”, “homo volens”, “homo loquens”, “homo socialis”, “homo culturalis”, “homo faber”, “homo ludens” e “homo religiosus”, todas essas manifestações humanas são capazes de emergir a singularidade, ou melhor, a excepcionalidade de seu próprio eu, de seu ser. Mas não é só isso que irá me garantir como pessoa porque ainda não cheguei a conhecer-me a mim mesmo ou me autoconhecer. Para isso, basta observar o processo do conhecimento em Tomás de Aquino: capto o objeto externo pelos sentidos externos, levando-o para os sentidos internos, o qual irá formular, criar representações e imagens, constituindo o fantasma, depois o intelecto passivo recebe a síntese, o conceito ou a abstração feita pelo intelecto agente. Ao dar-me conta de que posso agir conhecendo, eu conheço a mim mesmo. É atuando, agindo que conheço a mim mesmo, o meu interior. Portanto, o autoconhecimento é um convencimento ou uma certeza de que conheço a mim mesmo, como um ser que age sensível, inteligente e espiritualmente. É por meio do processo de todo o conhecimento que alcanço a verdade de meu próprio ser atuante.
Sim, tenho a certeza de que me conheço, mas qual a minha realidade? A realidade vai mostrar o que a coisa é. Se a Filosofia é o estudo da realidade em função do ser perfeito, da atuação em função do ato, do devir em função do ser já atualizado, o que interessa, sobretudo, à metafísica do ser, é o estudo da realidade última, que de uma maneira ou de outra se manifesta ou se realiza.

Jackislandy Meira de M. Silva. Professor e filósofo, confiram os blogs,
www.umasreflexoes.blogspot.com e www.chegadootempo.blogspot.com.

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Ensaio sobre a Pessoa Humana II

Como posso me dar conta de que existo e de que sou pessoa humana? Pergunta um tanto filosófica!
Puxa vida! É incrível!!!
Há algo de sombrio, obscuro ou até espantoso. Mas a partir do momento que desnudamos e tocamos, sentimos, torna-se aquilo que é de mais puro, claro e evidente, o conhecimento da própria pessoa, de mim mesmo, de si mesmo, caro leitor.
O mundo atual se desmorona ao querer se aproximar ou se agregar cada vez mais ao externo, aos objetos transitórios, passageiros e sem valor. Com isso, deixa de lado a nobreza de se relacionar com aquilo que é de mais interno e belo, o coração, o interior humano.
O “homo somaticus”, “homo vivens”, “homo sapiens”, “homo volens”, “homo loquens”, “homo socialis”, “homo culturalis”, “homo faber”, “homo ludens” e “homo religiosus”, todas essas manifestações humanas são capazes de emergir a singularidade, ou melhor, a excepcionalidade de seu próprio eu, de seu ser. Mas não é só isso que irá me garantir como pessoa porque ainda não cheguei a conhecer-me a mim mesmo ou me autoconhecer. Para isso, basta observar o processo do conhecimento em Tomás de Aquino: capto o objeto externo pelos sentidos externos, levando-o para os sentidos internos, o qual irá formular, criar representações e imagens, constituindo o fantasma, depois o intelecto passivo recebe a síntese, o conceito ou a abstração feita pelo intelecto agente. Ao dar-me conta de que posso agir conhecendo, eu conheço a mim mesmo. É atuando, agindo que conheço a mim mesmo, o meu interior. Portanto, o autoconhecimento é um convencimento ou uma certeza de que conheço a mim mesmo, como um ser que age sensível, inteligente e espiritualmente. É por meio do processo de todo o conhecimento que alcanço a verdade de meu próprio ser atuante.
Sim, tenho a certeza de que me conheço, mas qual a minha realidade? A realidade vai mostrar o que a coisa é. Se a Filosofia é o estudo da realidade em função do ser perfeito, da atuação em função do ato, do devir em função do ser já atualizado, o que interessa, sobretudo, à metafísica do ser, é o estudo da realidade última, que de uma maneira ou de outra se manifesta ou se realiza.

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