sábado, 22 de junho de 2013

Um complexo de Avestruz

As manifestações populares, que cobram qualidade nos transportes, na educação, na saúde, fim da corrupção e um país mais justo, estão deixando grande parte de nossos políticos com complexo do Avestruz.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Estopim de manifestos



(Manifesto em Brasília, DF, fonte: www.noticias.r7.com)
           
     As várias manifestações populares tomando ruas e praças por todo o Brasil são, na verdade, um grito de “desengasgo” de que não é mais possível suportar, com tanta indiferença e tamanha passividade, a má gestão do dinheiro público. Parece que o povo quer resgatar sua identidade democrática. Estamos ocupando um lugar que é nosso no cenário político. Um lugar de participação e discussão para dizer o quanto estamos insatisfeitos com o tratamento que estão dando aos recursos públicos.
            Infelizmente, passamos a metade do ano trabalhando só pra pagar impostos ao governo. A gente trabalha para manter esse país. Ainda dizem que o serviço público nesse país é gratuito. Não é tão gratuito assim. Paga-se por tudo, inclusive por saúde, educação, transportes, lazer, água, luz, internet, telefone, enfim, e ainda temos que aturar obras superfaturadas, gastanças com “arenas” de futebol para a copa do mundo, corrupção política, excessos de regalias para autoridades políticas e outra gama enorme de injustiças sociais, como baixos salários, vão superando o limite prudencial de tolerância dos cidadãos ao ponto de causar todo esse estopim.
                A população não está querendo só a redução da taxa de transporte público, mas a condição de poder usufruir melhor os seus direitos. Além disso, quer saber, com transparência, como está sendo gerido o dinheiro de tantos e tão altos impostos e por que a condição de vida está piorando.
            Curioso, mas o ato de ir às ruas e ocupar as praças deixou o enorme país bem pequenininho aos olhos de todos, sobretudo, aos olhos dos políticos, uma vez que as imagens dos protestantes subindo a rampa do Congresso Nacional em Brasília chamam a atenção pelo simbolismo, pois significa muito. Quem realmente deve estar no centro do poder democrático? O povo. E outra, as inúmeras cenas dos manifestantes expressam a seguinte reclamação: Quem nos representa?
            Por mais que alguns cientistas afirmem que essas manifestações não passem de atos emocionais isolados da população, sem nenhuma causa maior, no entanto, prefiro esperar um pouco para ter a certeza de que tudo isso signifique, de fato, aspirações mais amplas e mais profundas de uma sociedade que, me parece, no dizer do filósofo Luiz Felipe Pondé, “está criando o hábito de reclamar”.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bacharel em Teologia, Licenciado em Filosofia, Especialista em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.
Páginas na net:

           

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O país está despertando... Dia marcado por manifestações


Sonho impossível



Sonhar, mais um sonho
impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei
É minha questão
Virar esse mundo
Crivar esse chão
Não importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras
terei de vencer
Por um pouco de paz
E amanhã
Se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim,
Seja lá como for,
Vai ter fim
A infinita aflição
E o mundo
Vai ver uma flor
Brotar
do impossível chão
                                                                                                          
                                                                                                             Chico Buarque

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O livro como fonte de vida!



"Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar". 


Castro Alves
 
(Do livro: "Poetas Românticos Brasileiros", vol. I, Editora Lumen, SP, s/ano) 

Pelas ilustrações vistas acima, de Soizick Meister, é importante notar o destaque que o livro ocupa no cotidiano das pessoas e, mais ainda, como se apresenta essencial em nossas vidas, de tal modo que vem associado à natureza. Junto à imagem do livro vem sempre a chuva, o mar, o vento, os pássaros, a terra, a árvore, as montanhas... O livro também é fonte de vida.

Prof. Jackislandy
 

sábado, 22 de junho de 2013

Um complexo de Avestruz

As manifestações populares, que cobram qualidade nos transportes, na educação, na saúde, fim da corrupção e um país mais justo, estão deixando grande parte de nossos políticos com complexo do Avestruz.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Estopim de manifestos



(Manifesto em Brasília, DF, fonte: www.noticias.r7.com)
           
     As várias manifestações populares tomando ruas e praças por todo o Brasil são, na verdade, um grito de “desengasgo” de que não é mais possível suportar, com tanta indiferença e tamanha passividade, a má gestão do dinheiro público. Parece que o povo quer resgatar sua identidade democrática. Estamos ocupando um lugar que é nosso no cenário político. Um lugar de participação e discussão para dizer o quanto estamos insatisfeitos com o tratamento que estão dando aos recursos públicos.
            Infelizmente, passamos a metade do ano trabalhando só pra pagar impostos ao governo. A gente trabalha para manter esse país. Ainda dizem que o serviço público nesse país é gratuito. Não é tão gratuito assim. Paga-se por tudo, inclusive por saúde, educação, transportes, lazer, água, luz, internet, telefone, enfim, e ainda temos que aturar obras superfaturadas, gastanças com “arenas” de futebol para a copa do mundo, corrupção política, excessos de regalias para autoridades políticas e outra gama enorme de injustiças sociais, como baixos salários, vão superando o limite prudencial de tolerância dos cidadãos ao ponto de causar todo esse estopim.
                A população não está querendo só a redução da taxa de transporte público, mas a condição de poder usufruir melhor os seus direitos. Além disso, quer saber, com transparência, como está sendo gerido o dinheiro de tantos e tão altos impostos e por que a condição de vida está piorando.
            Curioso, mas o ato de ir às ruas e ocupar as praças deixou o enorme país bem pequenininho aos olhos de todos, sobretudo, aos olhos dos políticos, uma vez que as imagens dos protestantes subindo a rampa do Congresso Nacional em Brasília chamam a atenção pelo simbolismo, pois significa muito. Quem realmente deve estar no centro do poder democrático? O povo. E outra, as inúmeras cenas dos manifestantes expressam a seguinte reclamação: Quem nos representa?
            Por mais que alguns cientistas afirmem que essas manifestações não passem de atos emocionais isolados da população, sem nenhuma causa maior, no entanto, prefiro esperar um pouco para ter a certeza de que tudo isso signifique, de fato, aspirações mais amplas e mais profundas de uma sociedade que, me parece, no dizer do filósofo Luiz Felipe Pondé, “está criando o hábito de reclamar”.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bacharel em Teologia, Licenciado em Filosofia, Especialista em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.
Páginas na net:

           

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O país está despertando... Dia marcado por manifestações


Sonho impossível



Sonhar, mais um sonho
impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei
É minha questão
Virar esse mundo
Crivar esse chão
Não importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras
terei de vencer
Por um pouco de paz
E amanhã
Se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim,
Seja lá como for,
Vai ter fim
A infinita aflição
E o mundo
Vai ver uma flor
Brotar
do impossível chão
                                                                                                          
                                                                                                             Chico Buarque

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O livro como fonte de vida!



"Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar". 


Castro Alves
 
(Do livro: "Poetas Românticos Brasileiros", vol. I, Editora Lumen, SP, s/ano) 

Pelas ilustrações vistas acima, de Soizick Meister, é importante notar o destaque que o livro ocupa no cotidiano das pessoas e, mais ainda, como se apresenta essencial em nossas vidas, de tal modo que vem associado à natureza. Junto à imagem do livro vem sempre a chuva, o mar, o vento, os pássaros, a terra, a árvore, as montanhas... O livro também é fonte de vida.

Prof. Jackislandy
 

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