domingo, 18 de agosto de 2013

Justiça como alegria de viver no mundo para Lévinas

Um tipo de justiça que se afirma na fruição nos leva a vislumbrar um mundo cheio de alegria de viver, onde é possível coexistir em meio aos paradoxos que há nele. Para Emmanuel Lévinas, filósofo lituano com cidadania francesa, este mundo que se opõe ao que não é do mundo é o mundo que habitamos. Sobre isso, vejam o que diz Lévinas, numa obra sua “Da existência ao existente”:
“O homem que come é o mais justo dos homens[...] Respiramos por respirar, comemos e bebemos por comer e beber, abrigamo-nos por nos abrigar, estudamos para satisfazer nossa curiosidade, passeamos por passear. Tudo isso não é para viver. Tudo isso é viver. Viver é uma sinceridade. O mundo que se opõe ao que não é do mundo é o mundo que habitamos, onde passeamos, onde almoçamos e jantamos, onde fazemos visitas, vamos à escola, discutimos, fazemos experiências e pesquisas, escrevemos e lemos livros; é o mundo de Gargantua e de Pantagruel e de Mestre Gaster, primeiro Mestre de Artes do mundo, e também o mundo onde Abraão fazia pastar seus rebanhos, Isaac cavava poços, Jacó construía sua casa, Epicuro cultivava seu jardim e onde ‘cada um está à sombra de sua figueira e de sua vinha’”

(In CINTRA, Benedito E. Leite. Pensar com Emmanuel Levinas. São Paulo: Paulus, 2009, p. 24)

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domingo, 18 de agosto de 2013

Justiça como alegria de viver no mundo para Lévinas

Um tipo de justiça que se afirma na fruição nos leva a vislumbrar um mundo cheio de alegria de viver, onde é possível coexistir em meio aos paradoxos que há nele. Para Emmanuel Lévinas, filósofo lituano com cidadania francesa, este mundo que se opõe ao que não é do mundo é o mundo que habitamos. Sobre isso, vejam o que diz Lévinas, numa obra sua “Da existência ao existente”:
“O homem que come é o mais justo dos homens[...] Respiramos por respirar, comemos e bebemos por comer e beber, abrigamo-nos por nos abrigar, estudamos para satisfazer nossa curiosidade, passeamos por passear. Tudo isso não é para viver. Tudo isso é viver. Viver é uma sinceridade. O mundo que se opõe ao que não é do mundo é o mundo que habitamos, onde passeamos, onde almoçamos e jantamos, onde fazemos visitas, vamos à escola, discutimos, fazemos experiências e pesquisas, escrevemos e lemos livros; é o mundo de Gargantua e de Pantagruel e de Mestre Gaster, primeiro Mestre de Artes do mundo, e também o mundo onde Abraão fazia pastar seus rebanhos, Isaac cavava poços, Jacó construía sua casa, Epicuro cultivava seu jardim e onde ‘cada um está à sombra de sua figueira e de sua vinha’”

(In CINTRA, Benedito E. Leite. Pensar com Emmanuel Levinas. São Paulo: Paulus, 2009, p. 24)

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