segunda-feira, 11 de junho de 2012

Que a EDUCAÇÃO volte a nos libertar!


"Que a jovem alma se volte retrospectivamente para sua vida e faça a seguinte pergunta: 'O que tu verdadeiramente amaste até agora, que coisa te atraíram, pelo que tu te sentiste dominado e ao mesmo tempo totalmente cumulado? Faz passar novamente sob teus olhos a série inteira destes objetos venerados, e talvez eles te revelem, por sua natureza e por sua sucessão, uma lei, a lei fundamental do teu verdadeiro eu. Compare estes objetos, observe como eles se completam, crescem, se superam, se transfiguram mutuamente, como formam uma escala graduada através da qual até agora te elevaste até o teu eu. Pois tua essência verdadeira não está oculta no fundo de ti, mas colocada infinitamente acima de ti, ou pelo menos daquilo que tomas comumente como sendo teu eu. Teus verdadeiros educadores, aqueles que te formarão, te revelarão o que são verdadeiramente o sentido original e a substância fundamental da tua essência, algo que resiste absolutamente a qualquer educação e a qualquer formação, qualquer coisa em todo caso de difícil acesso, como um feixe compacto e rígido: Teus educadores não podem ser outra coisa senão teus libertadores"

(In Nietzsche, Consideração intempestiva: Schopenhauer educador. Cf. MOSÉ, Viviane. O homem que sabe. 2ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2011, p. 183-184)

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Que a EDUCAÇÃO volte a nos libertar!


"Que a jovem alma se volte retrospectivamente para sua vida e faça a seguinte pergunta: 'O que tu verdadeiramente amaste até agora, que coisa te atraíram, pelo que tu te sentiste dominado e ao mesmo tempo totalmente cumulado? Faz passar novamente sob teus olhos a série inteira destes objetos venerados, e talvez eles te revelem, por sua natureza e por sua sucessão, uma lei, a lei fundamental do teu verdadeiro eu. Compare estes objetos, observe como eles se completam, crescem, se superam, se transfiguram mutuamente, como formam uma escala graduada através da qual até agora te elevaste até o teu eu. Pois tua essência verdadeira não está oculta no fundo de ti, mas colocada infinitamente acima de ti, ou pelo menos daquilo que tomas comumente como sendo teu eu. Teus verdadeiros educadores, aqueles que te formarão, te revelarão o que são verdadeiramente o sentido original e a substância fundamental da tua essência, algo que resiste absolutamente a qualquer educação e a qualquer formação, qualquer coisa em todo caso de difícil acesso, como um feixe compacto e rígido: Teus educadores não podem ser outra coisa senão teus libertadores"

(In Nietzsche, Consideração intempestiva: Schopenhauer educador. Cf. MOSÉ, Viviane. O homem que sabe. 2ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2011, p. 183-184)

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