sexta-feira, 1 de abril de 2011

SEM AMOR, EU NADA SERIA

 

Monte Castelo

Renato Russo

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.


É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.


O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.


Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.


É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.


É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.


Estou acordado e todos dormem todos dormem
todos dormem.
Agora vejo em parte. 

Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.


Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

1 comentários:

Anônimo disse...

Este hino ao Amor escrito pelo nosso querido São Paulo apóstolo em ICor 13, 1-13 é, sem dúvida, grande inspiração para o ser humano em tantos aspectos. Que o mesmo nos ajude a compreender e viver o amor como viveu e comunicou São Paulo, a exemplo de Jesus.
Parabéns pela postagem Jackislande e Silmara.

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