terça-feira, 22 de março de 2011

Reflita e descubra a moral da história...


A raposa administrava bem o galinheiro. De vez em quando comia uma galinha, às vezes duas. Depois limpava tudo, distribuía ração, anunciava um feriadozinho qualquer, promovia jogos.
O dono do galinheiro apreciava. Não gostava da raposa, precisava dela para que as coisas andassem bem.
Até que houve um dia quando a raposa foi além nas medidas da comilança. O dono do galinheiro apareceu com um cachorro enorme. A raposa decidiu manter o cachorro preso, alegando que poderia prejudicar a produção dos ovos. O dono aprovou, desconfiado. Por via das dúvidas, envenenou algumas galinhas... A raposa criou o hábito de, antes de comê-las, dar uma provinha ao cachorro, porque afinal era um princípio religioso valorizado dividir alguma galinha com o próximo.
Pois houve então um dia em que o dono instalou uma CPI no galinheiro. Uma investigação demorada transmitida pela TV do Senado Galináceo para todo o galinheiro.
Em breve chegou-se à conclusão evidente de que o cachorro era o culpado. Algumas galinhas, assustadas, acusaram a si mesmas. Depois descobriram um velho porco vivia nos fundos do galinheiro e que se alimentava de sobras. Foi imediatamente preso.
Resta que o dono galinheiro e as galinhas deram-se por contentes e se acalmaram. A CPI terminava. Houve festa. Comeram o porco e dançaram até bem tarde.
A raposa fez um discurso emocionado acabando, teatralmente, por beijar um pintinho e lambendo discretamente os lábios. Por decreto, baixou alguns impostos.
E assim, com todas estas mudanças, as coisas puderam seguir, solenemente, as mesmas.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e Especialista em Metafísica pela UFRN
Páginas: www.umasreflexoes.blogspot.com
www.chegadootempo.blogspot.com
www.twitter.com/filoflorania

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terça-feira, 22 de março de 2011

Reflita e descubra a moral da história...


A raposa administrava bem o galinheiro. De vez em quando comia uma galinha, às vezes duas. Depois limpava tudo, distribuía ração, anunciava um feriadozinho qualquer, promovia jogos.
O dono do galinheiro apreciava. Não gostava da raposa, precisava dela para que as coisas andassem bem.
Até que houve um dia quando a raposa foi além nas medidas da comilança. O dono do galinheiro apareceu com um cachorro enorme. A raposa decidiu manter o cachorro preso, alegando que poderia prejudicar a produção dos ovos. O dono aprovou, desconfiado. Por via das dúvidas, envenenou algumas galinhas... A raposa criou o hábito de, antes de comê-las, dar uma provinha ao cachorro, porque afinal era um princípio religioso valorizado dividir alguma galinha com o próximo.
Pois houve então um dia em que o dono instalou uma CPI no galinheiro. Uma investigação demorada transmitida pela TV do Senado Galináceo para todo o galinheiro.
Em breve chegou-se à conclusão evidente de que o cachorro era o culpado. Algumas galinhas, assustadas, acusaram a si mesmas. Depois descobriram um velho porco vivia nos fundos do galinheiro e que se alimentava de sobras. Foi imediatamente preso.
Resta que o dono galinheiro e as galinhas deram-se por contentes e se acalmaram. A CPI terminava. Houve festa. Comeram o porco e dançaram até bem tarde.
A raposa fez um discurso emocionado acabando, teatralmente, por beijar um pintinho e lambendo discretamente os lábios. Por decreto, baixou alguns impostos.
E assim, com todas estas mudanças, as coisas puderam seguir, solenemente, as mesmas.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e Especialista em Metafísica pela UFRN
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