domingo, 13 de fevereiro de 2011

As manifestações populares. O povo nas ruas!



As manifestações, segundo Slavoj Zizek, são um bom sinal para a sobrevivência da democracia, porém, para nós, enquanto ocorrem lá onde o "judas perdeu as botas", bem longe de nós. Engraçado, triste ironia para a democracia, a elite brasileira elogia as manifestações, os intelectuais também, os políticos de centro esquerda dizem o mesmo, alguns partidos são a favor das reivindicações populares, mas poucos saem a campo para fazer o mesmo quando necessário. Dizemos que somos favoráveis a manifestações. Que bom o povo ir às ruas no Egito, porém longe de nós, que isso não aconteça aqui. É mais ou menos assim que nos sentimos. Não queremos por em risco nosso "conforto capitalista", salários, mesmo baixos não importam. Sofremos de uma crise de conformismo capitalista, pois a ter que sair às ruas e gritar por justiça, educação de qualidade, salários dignos, melhor deixar como está. Paira sobre nós, infelizmente, uma falta de coerência entre discurso e prática, sobretudo na área política. Simpatizamos com as manifestações, só que longe, muito longe de nós. O que aconteceu no Egito, com a deposição do Presidente e vice, é um exemplo do que pode o povo organizado. O que pode o povo? Os nossos políticos deviam pensar um pouco mais nisso. O povo, aqui no Brasil, devia sair mais às ruas quando visse lesado direitos elementares para o desenvolvimento humano, como educação, saúde, salários, moradia, etc. Qual seria nossa posição se manifestações semelhantes às do Egito fossem necessárias aqui?

"A democracia é hoje o fetiche político principal. A ideia de uma democracia honesta é uma ilusão, tal como é ilusória a ideia de uma ordem jurídica desembaraçada do complemento do seu superego obsceno. A ordem política democrática é, por natureza, susceptível de corrupção. Na realidade, a escolha é clara: aceitamos e endossamos essa corrupção dentro do espírito de uma sabedoria resignada e realista, ou reunimos coragem e formulamos uma alternativa de esquerda à democracia, para quebrar o círculo vicioso da corrupção democrática e das campanhas empreendidas pela direita que pretendem desembaraçar-se dela"(Slavoj Zizek)

Um comentário:

lavagemdeitapua disse...

A comunidade de |Itapuã também contará com a participação da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), que trará às f... http://lavagemdeitapua.blogspot.com

domingo, 13 de fevereiro de 2011

As manifestações populares. O povo nas ruas!



As manifestações, segundo Slavoj Zizek, são um bom sinal para a sobrevivência da democracia, porém, para nós, enquanto ocorrem lá onde o "judas perdeu as botas", bem longe de nós. Engraçado, triste ironia para a democracia, a elite brasileira elogia as manifestações, os intelectuais também, os políticos de centro esquerda dizem o mesmo, alguns partidos são a favor das reivindicações populares, mas poucos saem a campo para fazer o mesmo quando necessário. Dizemos que somos favoráveis a manifestações. Que bom o povo ir às ruas no Egito, porém longe de nós, que isso não aconteça aqui. É mais ou menos assim que nos sentimos. Não queremos por em risco nosso "conforto capitalista", salários, mesmo baixos não importam. Sofremos de uma crise de conformismo capitalista, pois a ter que sair às ruas e gritar por justiça, educação de qualidade, salários dignos, melhor deixar como está. Paira sobre nós, infelizmente, uma falta de coerência entre discurso e prática, sobretudo na área política. Simpatizamos com as manifestações, só que longe, muito longe de nós. O que aconteceu no Egito, com a deposição do Presidente e vice, é um exemplo do que pode o povo organizado. O que pode o povo? Os nossos políticos deviam pensar um pouco mais nisso. O povo, aqui no Brasil, devia sair mais às ruas quando visse lesado direitos elementares para o desenvolvimento humano, como educação, saúde, salários, moradia, etc. Qual seria nossa posição se manifestações semelhantes às do Egito fossem necessárias aqui?

"A democracia é hoje o fetiche político principal. A ideia de uma democracia honesta é uma ilusão, tal como é ilusória a ideia de uma ordem jurídica desembaraçada do complemento do seu superego obsceno. A ordem política democrática é, por natureza, susceptível de corrupção. Na realidade, a escolha é clara: aceitamos e endossamos essa corrupção dentro do espírito de uma sabedoria resignada e realista, ou reunimos coragem e formulamos uma alternativa de esquerda à democracia, para quebrar o círculo vicioso da corrupção democrática e das campanhas empreendidas pela direita que pretendem desembaraçar-se dela"(Slavoj Zizek)

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