quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

REABILITEMOS A POLÍTICA!


Não que seja do meu feitio falar desse assunto no meu primeiro texto do ano, ou que eu queira, possa ou deva, mas por incrível que pareça a pedra de toque dos assuntos políticos do momento em Florânia é um tal de “acordão” que anda visitando o imaginário popular dos políticos profissionais, tendo em vista as eleições de 2012.
O mais interessante é que, para alguns políticos daqui, os acertos entre eles são chamados de “acordos”, “combinados”, “pacto”, “trato”, enfim... Para o povo, isto se chama troca e venda de interesses. Quem se vende? Por quanto se vende? Para que se vende? A resposta todo mundo sabe ou ninguém sabe. Fica um disse me disse nas ruas e centro da cidade porque paira sobre as cabeças inteligentes das pessoas o seguinte: Ou a política deixou de assumir o que lhe é própria, a discussão dos problemas da cidade para o bem de todos, ou diluiu-se nos interesses mesquinhos de nossos representantes. O fato é que a população não confia mais ou não confia tanto assim nos seus políticos.
O que é mais irônico nisso tudo é que os mais políticos, digo, os que se interessam pela mais baixa e degradante política partidária são os que menos sabem de política, mas são os que mais sabem tirar vantagens sobre os outros de modo escuso e obscuro. As negociações entre eles nunca são muito claras, esta é que é a verdade. Agora, as negociações entre eles e nós, entre eles e o povo são e devem ser sempre claras. O que tento dizer aqui é que não existe na política uma ideia unilateral que dispense oposições de ideias. A política é o campo da liberdade de ideias, do debate, da discussão, mas nunca de “conchaves”, de “cercos”, de “combinados”, de “acordos”, de “arrumadinhos” porque senão acabaremos por transformar a política num regime autoritário, dogmático ou aristocrático, onde o poder é centrado nas mãos de alguns. A política é um jogo democrático e aberto, de grupos abertos, não é uma plutocracia(poder econômico) de grupos fechados com interesses egoístas, embora se veja isso aqui e no Brasil afora. Por isso, NÃO a acordos, SIM a política!
Parece-me que em Florânia, há uma confusão no que diz respeito à política, pelo menos por alguns grupos políticos que se acham visivelmente no direito de levantar a bandeira da paz para promover um “acordão” político sem despesas econômicas para o próximo pleito. Isso não existe. É mais uma ilusão das mentes ociosas de alguns políticos de Florânia que só pensam nos bolsos, menos no povo. Temo, com isso, estar vendo a morte da política quando ela passa a ser uma mera formalidade. Não se pode ir para um pleito com “acordos”, com “combinados”, já antecipando o resultado. Isto é um absurdo! Não podemos compactuar com isso. Não podemos tirar o direito de escolha de ninguém, simplesmente comprando suas consciências, cruzando os braços, fechando a boca e não fazendo mais política. A política não está feita, ela se faz.
Vejam o que diz André Comte-Sponville, filósofo francês, sobre a política por fazer ou refazer: “A política não é o reino do Bem, nem da Ideia, nem da Razão. É o reino da força e das relações de forças, dos interesses e dos conflitos de interesses. Devemos então renunciar à justiça? De jeito nenhum. Devemos compreender que ela nunca é dada, nunca é garantida, e por isso está sempre por fazer ou refazer”(in Sabedoria dos Modernos, p. 453).
Precisamos reabilitar a política à sua dimensão mais digna e mais justa, sendo ela mais discursiva e menos dogmática. Ninguém manda na política de Florânia, visto que as pessoas se candidatam livremente para promover uma escolha mais democrática entre elas, e assim promover um debate de ações que visem à melhoria da população como um todo, não de uma parte apenas.
Nunca se viu na história de Florânia, por causa de alguns políticos renunciarem às suas convicções, tamanha liberdade política. Mediante um clima de insatisfação política, diversas pessoas ganharam autonomia para lançar suas propostas, seus projetos e seus nomes em vista, acredito eu, de uma Florânia melhor. O que é muito bom para a política e para a democracia em Florânia. Quanto mais candidatos melhor.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e
Especialista em Metafísica pela UFRN

Páginas na internet:
www.umasreflexoes.blogspot.com
www.chegadootempo.blogspot.com
www.twitter.com/filoflorania

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REABILITEMOS A POLÍTICA!


Não que seja do meu feitio falar desse assunto no meu primeiro texto do ano, ou que eu queira, possa ou deva, mas por incrível que pareça a pedra de toque dos assuntos políticos do momento em Florânia é um tal de “acordão” que anda visitando o imaginário popular dos políticos profissionais, tendo em vista as eleições de 2012.
O mais interessante é que, para alguns políticos daqui, os acertos entre eles são chamados de “acordos”, “combinados”, “pacto”, “trato”, enfim... Para o povo, isto se chama troca e venda de interesses. Quem se vende? Por quanto se vende? Para que se vende? A resposta todo mundo sabe ou ninguém sabe. Fica um disse me disse nas ruas e centro da cidade porque paira sobre as cabeças inteligentes das pessoas o seguinte: Ou a política deixou de assumir o que lhe é própria, a discussão dos problemas da cidade para o bem de todos, ou diluiu-se nos interesses mesquinhos de nossos representantes. O fato é que a população não confia mais ou não confia tanto assim nos seus políticos.
O que é mais irônico nisso tudo é que os mais políticos, digo, os que se interessam pela mais baixa e degradante política partidária são os que menos sabem de política, mas são os que mais sabem tirar vantagens sobre os outros de modo escuso e obscuro. As negociações entre eles nunca são muito claras, esta é que é a verdade. Agora, as negociações entre eles e nós, entre eles e o povo são e devem ser sempre claras. O que tento dizer aqui é que não existe na política uma ideia unilateral que dispense oposições de ideias. A política é o campo da liberdade de ideias, do debate, da discussão, mas nunca de “conchaves”, de “cercos”, de “combinados”, de “acordos”, de “arrumadinhos” porque senão acabaremos por transformar a política num regime autoritário, dogmático ou aristocrático, onde o poder é centrado nas mãos de alguns. A política é um jogo democrático e aberto, de grupos abertos, não é uma plutocracia(poder econômico) de grupos fechados com interesses egoístas, embora se veja isso aqui e no Brasil afora. Por isso, NÃO a acordos, SIM a política!
Parece-me que em Florânia, há uma confusão no que diz respeito à política, pelo menos por alguns grupos políticos que se acham visivelmente no direito de levantar a bandeira da paz para promover um “acordão” político sem despesas econômicas para o próximo pleito. Isso não existe. É mais uma ilusão das mentes ociosas de alguns políticos de Florânia que só pensam nos bolsos, menos no povo. Temo, com isso, estar vendo a morte da política quando ela passa a ser uma mera formalidade. Não se pode ir para um pleito com “acordos”, com “combinados”, já antecipando o resultado. Isto é um absurdo! Não podemos compactuar com isso. Não podemos tirar o direito de escolha de ninguém, simplesmente comprando suas consciências, cruzando os braços, fechando a boca e não fazendo mais política. A política não está feita, ela se faz.
Vejam o que diz André Comte-Sponville, filósofo francês, sobre a política por fazer ou refazer: “A política não é o reino do Bem, nem da Ideia, nem da Razão. É o reino da força e das relações de forças, dos interesses e dos conflitos de interesses. Devemos então renunciar à justiça? De jeito nenhum. Devemos compreender que ela nunca é dada, nunca é garantida, e por isso está sempre por fazer ou refazer”(in Sabedoria dos Modernos, p. 453).
Precisamos reabilitar a política à sua dimensão mais digna e mais justa, sendo ela mais discursiva e menos dogmática. Ninguém manda na política de Florânia, visto que as pessoas se candidatam livremente para promover uma escolha mais democrática entre elas, e assim promover um debate de ações que visem à melhoria da população como um todo, não de uma parte apenas.
Nunca se viu na história de Florânia, por causa de alguns políticos renunciarem às suas convicções, tamanha liberdade política. Mediante um clima de insatisfação política, diversas pessoas ganharam autonomia para lançar suas propostas, seus projetos e seus nomes em vista, acredito eu, de uma Florânia melhor. O que é muito bom para a política e para a democracia em Florânia. Quanto mais candidatos melhor.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e
Especialista em Metafísica pela UFRN

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