terça-feira, 30 de março de 2010

"Que é o homem para que o visites?"(Sl 8.5)

Salmo 8.5, tal como Jó 7.17 e Hb 2.6 enfatiza a pequenez ou a inferioridade do homem frente à grandeza de Deus, bem como a Revelação plena operada em Cristo, o Filho do Homem. Daí, sermos, pois, convocados pelo Espírito do Senhor a não somente olharmos para o homem, mas lançarmos sobretudo um olhar especial e particular para Deus.
Vamos aos textos: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que lembres dele? E o filhos do homem, para que o visites?”(Sl 8.3,4). O salmista aqui relembra que, embora sendo inferior aos anjos, o homem fora coroado por Deus para dominar sobre as obras das suas mãos. Portanto, é confiada ao homem a missão de cuidar da Criação disposta por Deus. Uma responsabilidade que despertará, de glória em glória, a natureza humana, o seu logos, a sua inteligência a fim de considerar todos os aspectos da humanidade.
Na particularidade de Jó, “que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração, e cada manhã o visites, e cada momento o proves?”, com uma interrogação fulminante, além de amenizar a sua dor, justifica momentaneamente as suas lamentações e queixas. O grito de interrogação de Jó é apenas o início de outros tantos que fará até ver, finalmente, o seu cativeiro revirado. Pela boca de Jó, ouvimos revolta e decepção porque era bom, porém pela paciência de suas atitudes vemos o despontar da Misericórdia do Mistério de Cristo sendo antecipado neste precioso livro, repleto de sabedoria. Em Jó, parece termos a certeza de que Deus irá resolver os problemas do homem como mistério.
Ora, no dizer de Hb 2.9, observamos Jesus, verbo de Deus encarnado, enviado pelo Pai, também como homem “coroado de glória e de honra, um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. Muito bem, é Hebreus um desfecho merecido para entendermos o mistério do homem pelo Mistério de Cristo. Todos hão de concordar que é o Senhor Jesus quem esclarece realmente as contradições humanas. Com o Senhor, a nossa cruz, o nosso fardo se torna leve, temos paz espiritual, certeza da salvação e poder de Deus.
Portanto, fiquemos admirados com a arte “sui generis” de Salvador Dali, a pintura do Cristo crucificado que nos impressiona maravilhosamente. Quando lançamos de relance o nosso olhar sobre a imagem, a ideia é de que todas as coisas são recapituladas em Cristo como se o projeto de salvação impetrado pelo Pai fosse de fato realizado n’Ele, no Senhor, sendo responsável pela elevação do mundo. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos viverão. É a ideia paulina. Que nesta semana santa a Cruz não represente medo, nem tampouco, incerteza, mas liberdade e vitória, pois o Senhor Jesus venceu os grilhões da morte. É tempo de rememorarmos, comemorarmos este fato, Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!



Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
Confiram a nova página da rede social e os blogs:

http://www.floraniajacksil.ning.com/

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quarta-feira, 17 de março de 2010

Poema: "Só de Sacanagem" de Elisa Lucinda. Saboreiem a leitura...

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos
Quantas vezes minha esperança será posta a prova?
Tudo isso que está aí no ar
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente
Para educar os meninos mais pobres que nós
Para cuidar gratuitamente da saúde deles, dos seus pais
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz
Meu coração está no escuro
A luz é simples
Regado ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam: “NÃO ROUBARÁS”
“Devolva os lápis do coleguinha”
“Esse apontador não é seu, minha filha”
Pois bem, se mexeram comigo
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido
Então agora eu vou sacanear
Mais honesta ainda eu vou ficar
Só de sacanagem
Dirão: “deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba”
E eu vou dizer: “não importa, será esse o meu carnaval”
Vou confiar mais e outra vez
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês
Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal
Dirão: “é inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”
E eu direi: “não admito, minha esperança é imortal”
E eu repito: “ouviram? IMORTAL”
Sei que não dá pra mudar o começo
Mas, se a gente quiser
dá pra mudar o final!

Elisa Lucinda


Vejam o vídeo no you tube sob a interpretação de Ana Carolina

http://www.youtube.com/watch?v=03qln0920mk

terça-feira, 16 de março de 2010

PONTO E CONTRAPONTO DA FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO 2010

(Mensagem escrita por ocasião da passagem de Ano de 2009 para 2010 que só agora vem à luz e ao conhecimento de todos, obrigado.)

Festa de Confraternização na virada do Ano. Uma renovada alegria se estende pela face da terra. Em Florânia, onde moro, as comemorações seguir-se-ão tranqüilas, ao menos essa é a nossa previsão e espera ansiosa. Renovos de paz, harmonia e solidariedade misturam-se neste dia para encher os quatro cantos de Florânia de esperança e de vida.

Aspirações a novos projetos, isto é, a realizações de novos sonhos e inquietações marcarão, sem dúvida alguma, as pisadas na terra fértil de um Ano diferente, até porque é o encerramento de uma década extremamente polêmica, haja vista a escolha do Brasil para sediar as olimpíadas, a queda das torres gêmeas nos EUA, o pentacampeonato da Seleção Brasileira de Futebol, o empréstimo de dinheiro ao FMI que o país o faz marcadamente, enfim, bem como o término da Gestão de Lula a frente dos rumos de nossa nação, coroando-a com uma democracia ainda mais sólida na América Latina e no Mundo. Deste ciclo político que se encerra, vemos um país melhor em todas as áreas, mais forte e menos vulnerável às investidas de uma política neoliberal espalhada pelo mundo.

Por tudo isso e muito mais, é que o alvorecer do Ano vindouro poderá sagrar toda uma década de acertos e desacertos. Paz e saúde a todos!

Do Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Carta de Professora descreve real situação da Greve no Município de Natal. É dramática!

Vale a pena ler o texto da colega professora da rede municipal de ensino
Só para refletirmos.
Como é dramática a situção e como a mídia não tem coragem de revelar a verdade!

"Bom dia,



Desde o dia 18 de fevereiro que nós professores da rede municipal de
ensino estamos em greve na cidade do Natal. A prefeitura não negociou,
e repete na televisão todos os dias que não vai negociar promovendo
uma imensa campanha de repressão e queimação ao conjunto dos
educadores da cidade. Panfletos, notas, reportagens, programas, são
inúmeros os meios que ela utiliza através da sua própia TV e de seus
apoiadores (ponta negra, record, etc).

Como eu que sempre estudei em escola pública e hoje como professora da
rede municipal vivenciando todos os problemas estruturais do cotidiano
escolar posso me conformar com isso??????? Vou dar minha cara a tapa
para uma prefeita que sempre viveu em berço de ouro??????

Venho através desse e-mail afirmar que A CULPA DA GREVE CONTINUAR NÃO
É DOS PROFESSORES, É DA PREFEITA que não quer negociar. Ela está
mentindo na TV, as escolas não estão bem como ela propaga.

Se a greve não existisse, as escolas não estariam funcionando como ela
diz porque tá faltando carteira, tá faltando merenda ( e não é por
culpa do diretor como ela diz na TV, foi o repasse que não foi feito,
ontem mesmo os professores confirmaram nas suas escolas essa notícia),
tá faltando até vaga para criança estudar perto de casa.

 Nós tínhamos garantido em lei sancionada pela gestão anterior um
reajuste anual com base na inflanção (menor que o percentual do
salário mínimo). A prefeitura mudou a lei no final do ano passado,
deixando um paragrafo lá que possibilita reajuste zero no ano que em
que a gestão gastar a verba em outras demandas da educação. Não
adianta ela usar a demagogia e dizer na mídia que não têm intenção das
coisas. Por que ela mudou a lei? e se mudou e não pretende mexer
conosco por que não altera de novo?

 O ano passado o nosso reajuste foi deixado no orçamento pelo governo
do prefeito anterior. Eram 7% da inflação e 5% de reposição. A
prefeitura reconheceu que esse percentual de 5% era pouco, irrisório
(isso tá em documento). Mas não podia fazer nada porque o Brasil
estava em crise, o orçamento do governo anterior já tinha sido votado,
a atual gestão não tinha participação. Enfim, todo aquele discurso que
nós conhecemos. DISSE PRA TODO MUNDO QUE ACHAVA IRRISÓRIO OS 5%, e que
a culpa era de Carlos Eduardo. Nós suspedemos a greve "acreditando" na
promessa dela de repor os atrasados e de negociar a partir de julho/
09. Resultado: nada de conversa e um reajuste ainda menor 4,5%. Agora
a prefeita vai dizer pra todo mundo que deu 21,5% em um ano por
iniciativa própria. Que não têm recurso, onde todo mundo viu que os
impostos (IPTU por exemplo) aumentaram abusivamente. Todos sabem que
ela tá tentando mudar a secretaria de educção e saude que funciona no
Ducal (prédio no Centro da Cidade) por cerca de R$ 55.000,00 por um
hotel  na ladeira do sol que vai custar mais que o dobro disso. Por
quê ??????

"Eu não sou massa de manobra, fantoche, ou qualquer outro adjetivo que
se queira usar. ESTOU NA GREVE CONSCIENTE.  Como professora de
história sei que as conquistas dos trabalhadores ao longo dos tempos
foram através da luta coletiva. Muitos deram seu sangue pelos seus
princípios. Acho uma AFRONTA  não só aos professores, mas a todos os
movimentos sociais de Natal a repressão que ela está fazendo de CORTE
DE  PONTO E ATÉ DE DEMISSÃO.  A GREVE É JUSTA! E esse comportamento
autoritário da prefeita deve ser condenado POR TODOS!!!!!

Não temos as mídias oficiais pra usar nosssos argumentos. Mas podemos
usar e-mails, youtube (como o vídeo da greve

que está no endereço http://www.youtube.com/watch?v=c017R4HKkJo ),
orkut, carro de som, passeata, conversas nas escolas. Façamos isso!!!!



Abraço



Professora Adriana Patrício"

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Antecipação do Piso sai com efeito retroativo a agosto no Estado do Rio Grande do Norte.

O Governo do Estado pagou hoje a antecipação do Piso Salarial.  O pagamento saiu atrasado, mas com efeito retroativo a agosto.   Para a Coordenadora Geral do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso, a conquista mostra que a estratégia adotada pela diretoria do Sindicato está dando certo.

"De todos os compromissos assumidos pelo Governo com a categoria na última greve, apenas um ainda não foi arrancado pelo Sindicato, que é a progressão da Letra. Os demais foram pagos com atraso, suor e lágrimas, mas saíram com efeito retroativo.", contabiliza Fátima.

Para que fossem cumpridos os compromissos, o Sindicato optou pela pressão institucional com: plantão permanente, denúncia à opinião pública e até ocupação ao Gabinete do Secretário. O Sinte-RN tem contado também com o apoio dos deputados Fernando Mineiro e Fátima Bezerra no papel de interlocutores da categoria junto ao Governo.

 

Relembrando:  os critérios assumidos pelo Governo seguem a imposição do Supremo Tribunal Federal, com isso a base de cálculo são os quinquênios: Nenhum quinquênio = 14,93%; Um quinquênio = 9%;  Dois quinquênios = 6%  Três quinquênios = 4,47%; Quem tem acima de três quinquênios não teve reajuste.

 
 
Fonte: www.grevedaeducacao.zip.net


 


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Greve dos professores do Estado chega ao fim.

 

Os professores da rede estadual de ensino decidiram pôr fim à greve e iniciar o ano letivo nesta segunda-feira (15). Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (12) na Escola Estadual Winston Churchill com diferença de poucos votos a maioria dos educadores optou por finalizar a paralisação.
A categoria aceitou a proposta do enviada pelo governo. Veja a proposta na íntegra aqui.
A coordenadora geral do SINTE-RN, Fátima Cardoso, disse que "essa não é a melhor proposta, mas apresentou um grande ganho porque além dos 15% de reajuste, que atende inclusive aos aposentados, o governo se comprometeu também em elaborar, a partir de abril, o Plano de Cargos Carreiras e Salários dos servidores e técnicos administrativos".
Fátima disse ainda que "com a proposta do governo, os salários da categoria chegaram bem próximo ao piso do Ministério da Educação (MEC), que é de R$1.131,00".
Aproximadamente 90% dos 20 mil professores ativos, 13 mil aposentados e 12 mil funcionários estiveram em greve desde o dia 1º de março, data em que seria iniciado o ano letivo.
 
15/03/2010 Greve
 
Fonte: www.sintern.org.br


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Enc: [PBF] A nossa democracia - o que é?



----- Mensagem encaminhada ----
De: Paulo Ghiraldelli Jr <pgjr23@gmail.com>
Para: portal-brasileiro-da-filosofia <portal-brasileiro-da-filosofia@googlegroups.com>
Enviadas: Sábado, 27 de Fevereiro de 2010 22:24:32
Assunto: [PBF] A nossa democracia - o que é?

A nossa democracia - o que é?

Ser democrata não basta, é necessário ser liberal. Não é suficiente ser democrata e liberal, é preciso ser social-democrata. É claro que essas etapas, assim arranjadas, não são válidas universalmente, mas esse tem sido o caminho de uma parte do pensamento político moderno e contemporâneo, forjado entre os séculos XVII e XX. Em termos não propriamente históricos, mas filosóficos, como esse caminho se estabeleceu?

A democracia não é uma invenção moderna, ela pertence à antiguidade clássica – é uma invenção grega. O liberalismo é uma invenção moderna. A democracia é uma forma de organização social e de governo enquanto que o liberalismo é uma doutrina social e econômica. O encontro da democracia com o liberalismo modificou a primeira sensivelmente, dando à segunda uma boa morada.

A democracia antiga pautava-se fundamentalmente na idéia de governo da maioria. Todavia, essa maioria era definida pela noção de cidadania e, assim, estando a cidadania antiga determinada muito mais por laços de sangue (gregos e não-bárbaros) do que por qualquer outra coisa, a democracia grega se fez vigente de um modo muito diferente da nossa idéia atual de regime democrático. O liberalismo trouxe para o interior da democracia a doutrina da proteção da propriedade, sendo esta tomada como em Locke: vida, liberdade e bens. Ora, exatamente por causa dessa idéia de que cada indivíduo é proprietário legítimo (da vida, da liberdade e de bens), o estado regido por essa doutrina teve que ampliar sua concepção de cidadania para, então, poder proteger a propriedade (vida, liberdade e bens). O estado liberal e democrático fixou a cidadania para além dos limites postos pelos antigos. Fez de todo e qualquer proprietário (de vida, liberdade e bens) cidadão e, então, fixou neste recorte os que formariam a chamada "maioria" que, a partir da representação política, exerceria funções legislativas e executivas.

Todavia, a democracia liberal não satisfez os modernos. Não foram poucos os que a criticaram não pelo seu traçado moderno, mas pelo que seria, ainda, o seu conservadorismo. Estes foram os que reclamaram dizendo que a proteção da propriedade estava se dirigindo apenas para a proteção dos bens imóveis, e não para os bens móveis e muito menos para a vida e a liberdade. Dessa crítica nasceu o socialismo. Este, uma vez se colocando em oposição ao liberalismo pelas suas falhas e não pelos seus acertos, acabou concentrando sua visão na propriedade em um sentido específico, o dos bens. Ou seja, de tanto falar dos bens, os próprios críticos se esqueceram de que, na origem, o liberalismo havia tomado a acepção de propriedade de uma maneira rica e ampla.

Boa parte das doutrinas socialistas, então, se opôs à propriedade privada, e isso em graus variados e com especificidades diversas. De modo genérico, no entanto, uma parte dos socialistas quis antes a expansão e melhoria da democracia liberal do que a sua abolição. Estes foram os que apostaram que não seria tolo fortalecer alguns mecanismos de governo para que, mantida a ordem da democracia liberal, fosse possível ampliar as condições de igualdade social e econômica dos indivíduos, mesmo os não proprietários. Nasceu assim a doutrina da social democracia.

Na Europa a social-democracia evoluiu diretamente do movimento operário e do marxismo. A América ficou para trás.  A América acordou para a social-democracia após a Grande Depressão. Ou melhor, ela veio para a social democracia por meio do New Deal, o conjunto de medidas proposto pelo Presidente Franklin Delano Roosevelt para sair da "Depressão de 29". Assim, diferentemente da Europa, o equivalente da social democracia, na América, não teve de levar esse nome e acabou ficando conhecido como o neoliberalismo do pré-Guerra. Sua base teórica estava muito mais em acordo com as idéias sociais de John Dewey – francamente comunitarista – do que com qualquer idéia marxista. Até porque, na América dos anos trinta e quarenta, os ecos dos "processos de Moscou", pelos quais Stalin encerrou de vez a Revolução de 1917 em uma simples ditadura, já haviam afastado a maioria dos intelectuais de qualquer ligação com o marxismo-leninismo.

Diferentemente da Europa, a América se caracterizou desde o seu início pela idéia de federação de diferentes grupos, etnias, raças e concepções políticas.  A América se tornou conhecida como a terra acolhedora de levas diferentes de imigrantes. Esses grupos mostraram disposições políticas distintas sobre o que seria a "integração" de todos no Novo Mundo. Surgiram aí, sob o rótulo de "democráticas", políticas de integração com mais ou menos segregação. No início do século XX, John Dewey defendeu a integração de maneira ampla, dizendo que o verdadeiro americano era o "americano hifenado", ou seja, o ítalo-americano, o afro-americano, o "sino-americano" etc. Não haveria o "americano puro" ou, melhor dizendo, o americano autêntico deveria ser considerado justamente o "X-American". Essa forma de pensar não ganhou a todos, mas ela esteve na base dos movimentos em favor da idéia de que a América deveria acolhê-los. Essa idéia ainda é vigente nos Estados Unidos e, enfim, em boa parte do mundo quando este pensa sobre a América (este assunto está em boa forma no belo filme Crash (Paul Haggis, 2004), premiado com o Oscar). É com ela que a democracia liberal americana, reformulada pelo New Deal, instaurou um segundo pilar para a democracia – ao lado do governo da maioria, a verdadeira democracia deveria contemplar a proteção aos direitos das minorias.

Direitos de "minorias" estiveram na base do Movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King. De King para os dias atuais muita coisa importante aconteceu: gays, negros, mulheres e outros grupos ampliaram a idéia do americano hifenado. Hifenar um americano não seria apenas entender sua origem ou a origem de seus pais e avós em ligação com a América, mas compreender também suas diferenças de comportamento como uma grande contribuição para a vida da América. A democracia liberal americana pintada com cores do New Deal, então, passou a ser uma democracia diferente da democracia européia. Não à toa, um movimento como o do feminismo, em determinado momento, substituiu doutrinas e teorias do público socialista da América.

Assim, se em um primeiro momento a América ficou com uma democracia que parecia mais pobre do que as européias em direitos sociais, no decorrer da segunda metade do século XX e, principalmente, após os anos setenta, ela alcançou e, em alguns casos, ultrapassou suas equivalentes européias. Os direitos sociais vieram pela idéia de direitos de minorias, não foram realizados na América por uma continuidade direta de movimentos trabalhistas.

Quando nós, no Brasil, encerramos o nosso regime autoritário de 1964 e quisemos retornar ao "estado de direito" e à democracia, fizemos isso com o que tínhamos na mão. Fomos para a Constituinte que gerou a Constituição de 1988 sob as regras do nosso maior partido, o PMDB. Tudo que tínhamos ali dentro do PMDB, em termos de ideário de esquerda, era europeu e, especialmente, na época, italiano e francês. Somente no decorrer desses anos que se seguiram é que começamos a nos deixar influenciar pelos movimentos sociais com alguma mentalidade americana. "Direitos de minorias" começaram a se envolver com direitos sociais mais amplos em nosso desenvolvimento democrático, ainda que a nossa esquerda, a principal responsável pela melhoria de nossa legislação em favor dos mais pobres, tenha provocado esse envolvimento a duras penas, dado seu enrijecido antiamericanismo.

Nossa esquerda quis continuar em seu estilo europeu. Todavia, isso só ocorreu, em termos funcionais, no sentido de preservar o antiamericanismo, como que um tipo de ingrediente ideológico (usado por pessoas como Fidel Castro e, agora, meio que atabalhoadamente, por Chávez) destinado às cartilhas de nossos partidos de esquerda. Em termos de propostas concretas, tudo que nossa esquerda fez de mais positivo, a partir de 1988, foi no sentido de ampliar "direitos de minorias". Aliás, nossa esquerda foi mais vitoriosa nisso do que propriamente naquilo que eram suas bandeiras históricas, de cunho europeu e socialista. Em outras palavras, não fizemos a Reforma Agrária e não demos uma política trabalhista para todos de modo consistente, mas conseguimos bons avanços em uma legislação sensível à crueldade contra grupos minoritários – particularmente gays, negros, mulheres e indígenas. Aliás, pode-se dizer que alguns ganhos sociais de cunho trabalhista – como creches e ampliação de benefícios e garantias para gestantes – só vieram por que se inseriram no contexto dessa sensibilidade crescente pelos "direitos de minorias".

Não cabe hoje no Brasil recolocar uma disputa tola, que ocorre também nos Estados Unidos, sobre de a política centrada em disputas classistas são mais importantes que a política centrada em direitos de minorias. Isso passou. Tanto lá quanto aqui. O que cabe é entendermos que, hoje, temos uma democracia liberal que não tem mais como espelho só a Europa, e que isso tem sido bom ou, melhor dizendo, tem sido o que temos feito.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

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SHAKESPEARE VISITA ARRUDA NA PRISÃO.......

FALÁCIAS DE ARRUDA E FRASES FAMOSAS DE SHAKESPEARE.

Na sede da Polícia Federal em Brasília. A porta se abre e o guarda diz: Governador, tem uma pessoa chamada Wiliam querendo entrar.
- Wiliam? Wiliam de que?
- Ele diz que é William Shakespeare.
- Ahn? Deixa entrar...

- A que devo esta honra? Nunca podia imaginar uma visita dessas!
- "Há mais coisas no céu e na terra, Arruda, do que sonha a tua filosofia."

- Que bom que você veio. Estou me sentindo muito só.
-"Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes."

- Sinto saudades da minha vida lá fora.
-"Todos amam a vida, mas o homem valente e honrado aprecia mais a honra."

- Eu só estou aqui porque fui traído por aquele cretino. Achei que podia confiar e depois eu dava um jeito nele! Maldito seja!
- "As maldições não vão nunca mais além dos lábios que as proferem" e deve-se tomar "Cuidado para com a fogueira que acendes contra teu inimigo; ela poderá chamuscar a ti mesmo."

- Mas eu estava fazendo um bom governo. Será que não se lembram disso?
- "O mal que os homens praticam sobrevive a eles; o bem quase sempre é sepultado com eles" e você vai "Descobrir que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida."

- Mas depois do caso do Painel do Senado, o povo já tinha me perdoado e me reanimei com a eleição para governador.
- Governador, "Nada encoraja tanto ao pecador como o perdão" e lembre-se de "Não sujar a fonte onde aplacaste tua sede."

- Me cerquei de gente de confiança e que não pensavam muito. Eu controlava tudo. Todos gostavam de mim!
- Arruda, "o que gosta de ser adulado é digno do bajulador". Com o tempo, "Eu aprendi que para se crescer como pessoa preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu."

- Mas até dinheiro na meia! Até eu achei demais.
- "A desconfiança é o farol que guia o prudente" mas, "Se o dinheiro vai na frente, todos os caminhos se abrem."

- Será que estão gravando nossa conversa?
- "A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial."

- Achei que tinha sido bem esperto ao fazer um acordo com o Ex-Governador e depois conseguir me livrar dele.
- Governador, você devia saber que "Se dois cavalgam num cavalo, um deve ir detrás" e também que "Atiramos o passado ao abismo, mas não nos inclinamos para ver se está bem morto."

- Mas que destino infeliz. Essas pessoas traíram minha confiança. Falavam em meu nome mas eu não sabia de nada!
- Shakespeare pensando: "Que formosa aparência tem a falsidade." Arruda, aprenda: "Dê a todas pessoas seus ouvidos, mas a poucas a sua voz" e saiba que "O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos."

- Mas eu sou um cara simpático e risonho. O povo me adora. Eu estava a caminho da glória! Eu não pareço uma pessoa honesta?
- "O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe. Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são. A glória é como o círculo na água; nunca cessa de se dilatar até que, à força de se expandir, se perde no nada."

- Mas os meus advogados vão acabar dando um jeito nisso. Eles são muito hábeis com as palavras.
- "As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão."

- Bem, acho que nosso horário está terminando. Deus está vendo tudo e há de me proteger!
- "Não chegarão aos ouvidos do Eterno palavras sem sentimento." e passe bem Governador.. .

 

Da série: Personagens do passado comentam o presente.
Paulo Barreira Milet


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terça-feira, 30 de março de 2010

"Que é o homem para que o visites?"(Sl 8.5)

Salmo 8.5, tal como Jó 7.17 e Hb 2.6 enfatiza a pequenez ou a inferioridade do homem frente à grandeza de Deus, bem como a Revelação plena operada em Cristo, o Filho do Homem. Daí, sermos, pois, convocados pelo Espírito do Senhor a não somente olharmos para o homem, mas lançarmos sobretudo um olhar especial e particular para Deus.
Vamos aos textos: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que lembres dele? E o filhos do homem, para que o visites?”(Sl 8.3,4). O salmista aqui relembra que, embora sendo inferior aos anjos, o homem fora coroado por Deus para dominar sobre as obras das suas mãos. Portanto, é confiada ao homem a missão de cuidar da Criação disposta por Deus. Uma responsabilidade que despertará, de glória em glória, a natureza humana, o seu logos, a sua inteligência a fim de considerar todos os aspectos da humanidade.
Na particularidade de Jó, “que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração, e cada manhã o visites, e cada momento o proves?”, com uma interrogação fulminante, além de amenizar a sua dor, justifica momentaneamente as suas lamentações e queixas. O grito de interrogação de Jó é apenas o início de outros tantos que fará até ver, finalmente, o seu cativeiro revirado. Pela boca de Jó, ouvimos revolta e decepção porque era bom, porém pela paciência de suas atitudes vemos o despontar da Misericórdia do Mistério de Cristo sendo antecipado neste precioso livro, repleto de sabedoria. Em Jó, parece termos a certeza de que Deus irá resolver os problemas do homem como mistério.
Ora, no dizer de Hb 2.9, observamos Jesus, verbo de Deus encarnado, enviado pelo Pai, também como homem “coroado de glória e de honra, um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. Muito bem, é Hebreus um desfecho merecido para entendermos o mistério do homem pelo Mistério de Cristo. Todos hão de concordar que é o Senhor Jesus quem esclarece realmente as contradições humanas. Com o Senhor, a nossa cruz, o nosso fardo se torna leve, temos paz espiritual, certeza da salvação e poder de Deus.
Portanto, fiquemos admirados com a arte “sui generis” de Salvador Dali, a pintura do Cristo crucificado que nos impressiona maravilhosamente. Quando lançamos de relance o nosso olhar sobre a imagem, a ideia é de que todas as coisas são recapituladas em Cristo como se o projeto de salvação impetrado pelo Pai fosse de fato realizado n’Ele, no Senhor, sendo responsável pela elevação do mundo. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos viverão. É a ideia paulina. Que nesta semana santa a Cruz não represente medo, nem tampouco, incerteza, mas liberdade e vitória, pois o Senhor Jesus venceu os grilhões da morte. É tempo de rememorarmos, comemorarmos este fato, Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!



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Poema: "Só de Sacanagem" de Elisa Lucinda. Saboreiem a leitura...

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos
Quantas vezes minha esperança será posta a prova?
Tudo isso que está aí no ar
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente
Para educar os meninos mais pobres que nós
Para cuidar gratuitamente da saúde deles, dos seus pais
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz
Meu coração está no escuro
A luz é simples
Regado ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam: “NÃO ROUBARÁS”
“Devolva os lápis do coleguinha”
“Esse apontador não é seu, minha filha”
Pois bem, se mexeram comigo
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido
Então agora eu vou sacanear
Mais honesta ainda eu vou ficar
Só de sacanagem
Dirão: “deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba”
E eu vou dizer: “não importa, será esse o meu carnaval”
Vou confiar mais e outra vez
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês
Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal
Dirão: “é inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”
E eu direi: “não admito, minha esperança é imortal”
E eu repito: “ouviram? IMORTAL”
Sei que não dá pra mudar o começo
Mas, se a gente quiser
dá pra mudar o final!

Elisa Lucinda


Vejam o vídeo no you tube sob a interpretação de Ana Carolina

http://www.youtube.com/watch?v=03qln0920mk

terça-feira, 16 de março de 2010

PONTO E CONTRAPONTO DA FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO 2010

(Mensagem escrita por ocasião da passagem de Ano de 2009 para 2010 que só agora vem à luz e ao conhecimento de todos, obrigado.)

Festa de Confraternização na virada do Ano. Uma renovada alegria se estende pela face da terra. Em Florânia, onde moro, as comemorações seguir-se-ão tranqüilas, ao menos essa é a nossa previsão e espera ansiosa. Renovos de paz, harmonia e solidariedade misturam-se neste dia para encher os quatro cantos de Florânia de esperança e de vida.

Aspirações a novos projetos, isto é, a realizações de novos sonhos e inquietações marcarão, sem dúvida alguma, as pisadas na terra fértil de um Ano diferente, até porque é o encerramento de uma década extremamente polêmica, haja vista a escolha do Brasil para sediar as olimpíadas, a queda das torres gêmeas nos EUA, o pentacampeonato da Seleção Brasileira de Futebol, o empréstimo de dinheiro ao FMI que o país o faz marcadamente, enfim, bem como o término da Gestão de Lula a frente dos rumos de nossa nação, coroando-a com uma democracia ainda mais sólida na América Latina e no Mundo. Deste ciclo político que se encerra, vemos um país melhor em todas as áreas, mais forte e menos vulnerável às investidas de uma política neoliberal espalhada pelo mundo.

Por tudo isso e muito mais, é que o alvorecer do Ano vindouro poderá sagrar toda uma década de acertos e desacertos. Paz e saúde a todos!

Do Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Carta de Professora descreve real situação da Greve no Município de Natal. É dramática!

Vale a pena ler o texto da colega professora da rede municipal de ensino
Só para refletirmos.
Como é dramática a situção e como a mídia não tem coragem de revelar a verdade!

"Bom dia,



Desde o dia 18 de fevereiro que nós professores da rede municipal de
ensino estamos em greve na cidade do Natal. A prefeitura não negociou,
e repete na televisão todos os dias que não vai negociar promovendo
uma imensa campanha de repressão e queimação ao conjunto dos
educadores da cidade. Panfletos, notas, reportagens, programas, são
inúmeros os meios que ela utiliza através da sua própia TV e de seus
apoiadores (ponta negra, record, etc).

Como eu que sempre estudei em escola pública e hoje como professora da
rede municipal vivenciando todos os problemas estruturais do cotidiano
escolar posso me conformar com isso??????? Vou dar minha cara a tapa
para uma prefeita que sempre viveu em berço de ouro??????

Venho através desse e-mail afirmar que A CULPA DA GREVE CONTINUAR NÃO
É DOS PROFESSORES, É DA PREFEITA que não quer negociar. Ela está
mentindo na TV, as escolas não estão bem como ela propaga.

Se a greve não existisse, as escolas não estariam funcionando como ela
diz porque tá faltando carteira, tá faltando merenda ( e não é por
culpa do diretor como ela diz na TV, foi o repasse que não foi feito,
ontem mesmo os professores confirmaram nas suas escolas essa notícia),
tá faltando até vaga para criança estudar perto de casa.

 Nós tínhamos garantido em lei sancionada pela gestão anterior um
reajuste anual com base na inflanção (menor que o percentual do
salário mínimo). A prefeitura mudou a lei no final do ano passado,
deixando um paragrafo lá que possibilita reajuste zero no ano que em
que a gestão gastar a verba em outras demandas da educação. Não
adianta ela usar a demagogia e dizer na mídia que não têm intenção das
coisas. Por que ela mudou a lei? e se mudou e não pretende mexer
conosco por que não altera de novo?

 O ano passado o nosso reajuste foi deixado no orçamento pelo governo
do prefeito anterior. Eram 7% da inflação e 5% de reposição. A
prefeitura reconheceu que esse percentual de 5% era pouco, irrisório
(isso tá em documento). Mas não podia fazer nada porque o Brasil
estava em crise, o orçamento do governo anterior já tinha sido votado,
a atual gestão não tinha participação. Enfim, todo aquele discurso que
nós conhecemos. DISSE PRA TODO MUNDO QUE ACHAVA IRRISÓRIO OS 5%, e que
a culpa era de Carlos Eduardo. Nós suspedemos a greve "acreditando" na
promessa dela de repor os atrasados e de negociar a partir de julho/
09. Resultado: nada de conversa e um reajuste ainda menor 4,5%. Agora
a prefeita vai dizer pra todo mundo que deu 21,5% em um ano por
iniciativa própria. Que não têm recurso, onde todo mundo viu que os
impostos (IPTU por exemplo) aumentaram abusivamente. Todos sabem que
ela tá tentando mudar a secretaria de educção e saude que funciona no
Ducal (prédio no Centro da Cidade) por cerca de R$ 55.000,00 por um
hotel  na ladeira do sol que vai custar mais que o dobro disso. Por
quê ??????

"Eu não sou massa de manobra, fantoche, ou qualquer outro adjetivo que
se queira usar. ESTOU NA GREVE CONSCIENTE.  Como professora de
história sei que as conquistas dos trabalhadores ao longo dos tempos
foram através da luta coletiva. Muitos deram seu sangue pelos seus
princípios. Acho uma AFRONTA  não só aos professores, mas a todos os
movimentos sociais de Natal a repressão que ela está fazendo de CORTE
DE  PONTO E ATÉ DE DEMISSÃO.  A GREVE É JUSTA! E esse comportamento
autoritário da prefeita deve ser condenado POR TODOS!!!!!

Não temos as mídias oficiais pra usar nosssos argumentos. Mas podemos
usar e-mails, youtube (como o vídeo da greve

que está no endereço http://www.youtube.com/watch?v=c017R4HKkJo ),
orkut, carro de som, passeata, conversas nas escolas. Façamos isso!!!!



Abraço



Professora Adriana Patrício"

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Antecipação do Piso sai com efeito retroativo a agosto no Estado do Rio Grande do Norte.

O Governo do Estado pagou hoje a antecipação do Piso Salarial.  O pagamento saiu atrasado, mas com efeito retroativo a agosto.   Para a Coordenadora Geral do Sinte-RN, professora Fátima Cardoso, a conquista mostra que a estratégia adotada pela diretoria do Sindicato está dando certo.

"De todos os compromissos assumidos pelo Governo com a categoria na última greve, apenas um ainda não foi arrancado pelo Sindicato, que é a progressão da Letra. Os demais foram pagos com atraso, suor e lágrimas, mas saíram com efeito retroativo.", contabiliza Fátima.

Para que fossem cumpridos os compromissos, o Sindicato optou pela pressão institucional com: plantão permanente, denúncia à opinião pública e até ocupação ao Gabinete do Secretário. O Sinte-RN tem contado também com o apoio dos deputados Fernando Mineiro e Fátima Bezerra no papel de interlocutores da categoria junto ao Governo.

 

Relembrando:  os critérios assumidos pelo Governo seguem a imposição do Supremo Tribunal Federal, com isso a base de cálculo são os quinquênios: Nenhum quinquênio = 14,93%; Um quinquênio = 9%;  Dois quinquênios = 6%  Três quinquênios = 4,47%; Quem tem acima de três quinquênios não teve reajuste.

 
 
Fonte: www.grevedaeducacao.zip.net


 


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Greve dos professores do Estado chega ao fim.

 

Os professores da rede estadual de ensino decidiram pôr fim à greve e iniciar o ano letivo nesta segunda-feira (15). Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (12) na Escola Estadual Winston Churchill com diferença de poucos votos a maioria dos educadores optou por finalizar a paralisação.
A categoria aceitou a proposta do enviada pelo governo. Veja a proposta na íntegra aqui.
A coordenadora geral do SINTE-RN, Fátima Cardoso, disse que "essa não é a melhor proposta, mas apresentou um grande ganho porque além dos 15% de reajuste, que atende inclusive aos aposentados, o governo se comprometeu também em elaborar, a partir de abril, o Plano de Cargos Carreiras e Salários dos servidores e técnicos administrativos".
Fátima disse ainda que "com a proposta do governo, os salários da categoria chegaram bem próximo ao piso do Ministério da Educação (MEC), que é de R$1.131,00".
Aproximadamente 90% dos 20 mil professores ativos, 13 mil aposentados e 12 mil funcionários estiveram em greve desde o dia 1º de março, data em que seria iniciado o ano letivo.
 
15/03/2010 Greve
 
Fonte: www.sintern.org.br


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Enc: [PBF] A nossa democracia - o que é?



----- Mensagem encaminhada ----
De: Paulo Ghiraldelli Jr <pgjr23@gmail.com>
Para: portal-brasileiro-da-filosofia <portal-brasileiro-da-filosofia@googlegroups.com>
Enviadas: Sábado, 27 de Fevereiro de 2010 22:24:32
Assunto: [PBF] A nossa democracia - o que é?

A nossa democracia - o que é?

Ser democrata não basta, é necessário ser liberal. Não é suficiente ser democrata e liberal, é preciso ser social-democrata. É claro que essas etapas, assim arranjadas, não são válidas universalmente, mas esse tem sido o caminho de uma parte do pensamento político moderno e contemporâneo, forjado entre os séculos XVII e XX. Em termos não propriamente históricos, mas filosóficos, como esse caminho se estabeleceu?

A democracia não é uma invenção moderna, ela pertence à antiguidade clássica – é uma invenção grega. O liberalismo é uma invenção moderna. A democracia é uma forma de organização social e de governo enquanto que o liberalismo é uma doutrina social e econômica. O encontro da democracia com o liberalismo modificou a primeira sensivelmente, dando à segunda uma boa morada.

A democracia antiga pautava-se fundamentalmente na idéia de governo da maioria. Todavia, essa maioria era definida pela noção de cidadania e, assim, estando a cidadania antiga determinada muito mais por laços de sangue (gregos e não-bárbaros) do que por qualquer outra coisa, a democracia grega se fez vigente de um modo muito diferente da nossa idéia atual de regime democrático. O liberalismo trouxe para o interior da democracia a doutrina da proteção da propriedade, sendo esta tomada como em Locke: vida, liberdade e bens. Ora, exatamente por causa dessa idéia de que cada indivíduo é proprietário legítimo (da vida, da liberdade e de bens), o estado regido por essa doutrina teve que ampliar sua concepção de cidadania para, então, poder proteger a propriedade (vida, liberdade e bens). O estado liberal e democrático fixou a cidadania para além dos limites postos pelos antigos. Fez de todo e qualquer proprietário (de vida, liberdade e bens) cidadão e, então, fixou neste recorte os que formariam a chamada "maioria" que, a partir da representação política, exerceria funções legislativas e executivas.

Todavia, a democracia liberal não satisfez os modernos. Não foram poucos os que a criticaram não pelo seu traçado moderno, mas pelo que seria, ainda, o seu conservadorismo. Estes foram os que reclamaram dizendo que a proteção da propriedade estava se dirigindo apenas para a proteção dos bens imóveis, e não para os bens móveis e muito menos para a vida e a liberdade. Dessa crítica nasceu o socialismo. Este, uma vez se colocando em oposição ao liberalismo pelas suas falhas e não pelos seus acertos, acabou concentrando sua visão na propriedade em um sentido específico, o dos bens. Ou seja, de tanto falar dos bens, os próprios críticos se esqueceram de que, na origem, o liberalismo havia tomado a acepção de propriedade de uma maneira rica e ampla.

Boa parte das doutrinas socialistas, então, se opôs à propriedade privada, e isso em graus variados e com especificidades diversas. De modo genérico, no entanto, uma parte dos socialistas quis antes a expansão e melhoria da democracia liberal do que a sua abolição. Estes foram os que apostaram que não seria tolo fortalecer alguns mecanismos de governo para que, mantida a ordem da democracia liberal, fosse possível ampliar as condições de igualdade social e econômica dos indivíduos, mesmo os não proprietários. Nasceu assim a doutrina da social democracia.

Na Europa a social-democracia evoluiu diretamente do movimento operário e do marxismo. A América ficou para trás.  A América acordou para a social-democracia após a Grande Depressão. Ou melhor, ela veio para a social democracia por meio do New Deal, o conjunto de medidas proposto pelo Presidente Franklin Delano Roosevelt para sair da "Depressão de 29". Assim, diferentemente da Europa, o equivalente da social democracia, na América, não teve de levar esse nome e acabou ficando conhecido como o neoliberalismo do pré-Guerra. Sua base teórica estava muito mais em acordo com as idéias sociais de John Dewey – francamente comunitarista – do que com qualquer idéia marxista. Até porque, na América dos anos trinta e quarenta, os ecos dos "processos de Moscou", pelos quais Stalin encerrou de vez a Revolução de 1917 em uma simples ditadura, já haviam afastado a maioria dos intelectuais de qualquer ligação com o marxismo-leninismo.

Diferentemente da Europa, a América se caracterizou desde o seu início pela idéia de federação de diferentes grupos, etnias, raças e concepções políticas.  A América se tornou conhecida como a terra acolhedora de levas diferentes de imigrantes. Esses grupos mostraram disposições políticas distintas sobre o que seria a "integração" de todos no Novo Mundo. Surgiram aí, sob o rótulo de "democráticas", políticas de integração com mais ou menos segregação. No início do século XX, John Dewey defendeu a integração de maneira ampla, dizendo que o verdadeiro americano era o "americano hifenado", ou seja, o ítalo-americano, o afro-americano, o "sino-americano" etc. Não haveria o "americano puro" ou, melhor dizendo, o americano autêntico deveria ser considerado justamente o "X-American". Essa forma de pensar não ganhou a todos, mas ela esteve na base dos movimentos em favor da idéia de que a América deveria acolhê-los. Essa idéia ainda é vigente nos Estados Unidos e, enfim, em boa parte do mundo quando este pensa sobre a América (este assunto está em boa forma no belo filme Crash (Paul Haggis, 2004), premiado com o Oscar). É com ela que a democracia liberal americana, reformulada pelo New Deal, instaurou um segundo pilar para a democracia – ao lado do governo da maioria, a verdadeira democracia deveria contemplar a proteção aos direitos das minorias.

Direitos de "minorias" estiveram na base do Movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King. De King para os dias atuais muita coisa importante aconteceu: gays, negros, mulheres e outros grupos ampliaram a idéia do americano hifenado. Hifenar um americano não seria apenas entender sua origem ou a origem de seus pais e avós em ligação com a América, mas compreender também suas diferenças de comportamento como uma grande contribuição para a vida da América. A democracia liberal americana pintada com cores do New Deal, então, passou a ser uma democracia diferente da democracia européia. Não à toa, um movimento como o do feminismo, em determinado momento, substituiu doutrinas e teorias do público socialista da América.

Assim, se em um primeiro momento a América ficou com uma democracia que parecia mais pobre do que as européias em direitos sociais, no decorrer da segunda metade do século XX e, principalmente, após os anos setenta, ela alcançou e, em alguns casos, ultrapassou suas equivalentes européias. Os direitos sociais vieram pela idéia de direitos de minorias, não foram realizados na América por uma continuidade direta de movimentos trabalhistas.

Quando nós, no Brasil, encerramos o nosso regime autoritário de 1964 e quisemos retornar ao "estado de direito" e à democracia, fizemos isso com o que tínhamos na mão. Fomos para a Constituinte que gerou a Constituição de 1988 sob as regras do nosso maior partido, o PMDB. Tudo que tínhamos ali dentro do PMDB, em termos de ideário de esquerda, era europeu e, especialmente, na época, italiano e francês. Somente no decorrer desses anos que se seguiram é que começamos a nos deixar influenciar pelos movimentos sociais com alguma mentalidade americana. "Direitos de minorias" começaram a se envolver com direitos sociais mais amplos em nosso desenvolvimento democrático, ainda que a nossa esquerda, a principal responsável pela melhoria de nossa legislação em favor dos mais pobres, tenha provocado esse envolvimento a duras penas, dado seu enrijecido antiamericanismo.

Nossa esquerda quis continuar em seu estilo europeu. Todavia, isso só ocorreu, em termos funcionais, no sentido de preservar o antiamericanismo, como que um tipo de ingrediente ideológico (usado por pessoas como Fidel Castro e, agora, meio que atabalhoadamente, por Chávez) destinado às cartilhas de nossos partidos de esquerda. Em termos de propostas concretas, tudo que nossa esquerda fez de mais positivo, a partir de 1988, foi no sentido de ampliar "direitos de minorias". Aliás, nossa esquerda foi mais vitoriosa nisso do que propriamente naquilo que eram suas bandeiras históricas, de cunho europeu e socialista. Em outras palavras, não fizemos a Reforma Agrária e não demos uma política trabalhista para todos de modo consistente, mas conseguimos bons avanços em uma legislação sensível à crueldade contra grupos minoritários – particularmente gays, negros, mulheres e indígenas. Aliás, pode-se dizer que alguns ganhos sociais de cunho trabalhista – como creches e ampliação de benefícios e garantias para gestantes – só vieram por que se inseriram no contexto dessa sensibilidade crescente pelos "direitos de minorias".

Não cabe hoje no Brasil recolocar uma disputa tola, que ocorre também nos Estados Unidos, sobre de a política centrada em disputas classistas são mais importantes que a política centrada em direitos de minorias. Isso passou. Tanto lá quanto aqui. O que cabe é entendermos que, hoje, temos uma democracia liberal que não tem mais como espelho só a Europa, e que isso tem sido bom ou, melhor dizendo, tem sido o que temos feito.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

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SHAKESPEARE VISITA ARRUDA NA PRISÃO.......

FALÁCIAS DE ARRUDA E FRASES FAMOSAS DE SHAKESPEARE.

Na sede da Polícia Federal em Brasília. A porta se abre e o guarda diz: Governador, tem uma pessoa chamada Wiliam querendo entrar.
- Wiliam? Wiliam de que?
- Ele diz que é William Shakespeare.
- Ahn? Deixa entrar...

- A que devo esta honra? Nunca podia imaginar uma visita dessas!
- "Há mais coisas no céu e na terra, Arruda, do que sonha a tua filosofia."

- Que bom que você veio. Estou me sentindo muito só.
-"Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes."

- Sinto saudades da minha vida lá fora.
-"Todos amam a vida, mas o homem valente e honrado aprecia mais a honra."

- Eu só estou aqui porque fui traído por aquele cretino. Achei que podia confiar e depois eu dava um jeito nele! Maldito seja!
- "As maldições não vão nunca mais além dos lábios que as proferem" e deve-se tomar "Cuidado para com a fogueira que acendes contra teu inimigo; ela poderá chamuscar a ti mesmo."

- Mas eu estava fazendo um bom governo. Será que não se lembram disso?
- "O mal que os homens praticam sobrevive a eles; o bem quase sempre é sepultado com eles" e você vai "Descobrir que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida."

- Mas depois do caso do Painel do Senado, o povo já tinha me perdoado e me reanimei com a eleição para governador.
- Governador, "Nada encoraja tanto ao pecador como o perdão" e lembre-se de "Não sujar a fonte onde aplacaste tua sede."

- Me cerquei de gente de confiança e que não pensavam muito. Eu controlava tudo. Todos gostavam de mim!
- Arruda, "o que gosta de ser adulado é digno do bajulador". Com o tempo, "Eu aprendi que para se crescer como pessoa preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu."

- Mas até dinheiro na meia! Até eu achei demais.
- "A desconfiança é o farol que guia o prudente" mas, "Se o dinheiro vai na frente, todos os caminhos se abrem."

- Será que estão gravando nossa conversa?
- "A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial."

- Achei que tinha sido bem esperto ao fazer um acordo com o Ex-Governador e depois conseguir me livrar dele.
- Governador, você devia saber que "Se dois cavalgam num cavalo, um deve ir detrás" e também que "Atiramos o passado ao abismo, mas não nos inclinamos para ver se está bem morto."

- Mas que destino infeliz. Essas pessoas traíram minha confiança. Falavam em meu nome mas eu não sabia de nada!
- Shakespeare pensando: "Que formosa aparência tem a falsidade." Arruda, aprenda: "Dê a todas pessoas seus ouvidos, mas a poucas a sua voz" e saiba que "O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos."

- Mas eu sou um cara simpático e risonho. O povo me adora. Eu estava a caminho da glória! Eu não pareço uma pessoa honesta?
- "O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe. Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são. A glória é como o círculo na água; nunca cessa de se dilatar até que, à força de se expandir, se perde no nada."

- Mas os meus advogados vão acabar dando um jeito nisso. Eles são muito hábeis com as palavras.
- "As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão."

- Bem, acho que nosso horário está terminando. Deus está vendo tudo e há de me proteger!
- "Não chegarão aos ouvidos do Eterno palavras sem sentimento." e passe bem Governador.. .

 

Da série: Personagens do passado comentam o presente.
Paulo Barreira Milet


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