quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mães contemporâneas.


A maioria das mulheres brasileiras (51%) são mães. Diante dessa realidade, o IBOPE Mídia desenvolveu um estudo completo para traçar o perfil das "Mães Contemporâneas", mulheres atuais, que convivem com uma exaustiva jornada: de mãe, profissional bem sucedida e dona de casa. A análise é baseada em diversos estudos regulares do IBOPE Mídia, além de uma pesquisa especial sobre as mães contemporâneas, que considerou informações de mulheres de 10 anos ou mais das oito principais regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador).
Praticamente dois terços das mulheres das classes D/E no Brasil têm filhos. Nas classes A/B, esse número é de 46%. A idade média das mães é de 38 anos, dois a mais do que das mães D/E e, dessas, 18% têm até 24 anos.
Um terço das mães brasileiras não vive com companheiros e não são casadas; 56% delas dedicam-se a atividades profissionais. Destas, 43% são chefes de família, ou seja, três milhões de mulheres. A maioria das mães que trabalham (67%) afirma que é capaz de sustentar sua família sozinha, ainda que os homens ganhem em média 32% a mais que as mulheres. Dentre as mães trabalhadoras, 34% está no setor informal, 41% são autônomas e 4% conduzem seus próprios negócios.
Do total das mães, 68% consideram difícil conciliar trabalho, maternidade e casamento. Para as mães que trabalham, o trabalho significa realização pessoal (90%), independência (82%) e proporciona o contato com pessoas diferentes (81%). Para elas, a estabilidade no trabalho é mais importante que o dinheiro que ganham, pois 55% pretendem seguir carreira e valorizam a atuação profissional. Isso, certamente, demanda tempo. Talvez também por essa razão, mais da metade delas gostaria de se dedicar mais tempo aos filhos.
A casa é considerada o melhor lugar do mundo. É o verdadeiro porto seguro para a grande maioria das mães. Em geral, elas preferem passar uma noite calma em casa a sair, têm prazer em receber os amigos e não abrem mão do conforto. A cozinha é parte fundamental no dia-a-dia. Para elas o ato de cozinhar é fascinante e transcende a alimentação.
As mães que não trabalham rejeitam menos as tarefas domésticas do que as que trabalham fora, mas ambas concordam que cuidar da casa e dos filhos cansa mais do que trabalhar fora (76%). Os parceiros do cenário contemporâneo são participativos e atuantes nas situações do dia-a-dia. Em 15% dos domicílios há a presença de ajudantes domésticas. Desse total, 47% são mensalistas e entre as mães que trabalham, esse número cresce para 64%.
A família das mães que não trabalham é 11% maior. Há em média 1,7 crianças de zero a 11 anos nos domicílios brasileiros.
Para as mães contemporâneas, o principal problema das crianças hoje em dia é a falta de limites, porém para a maioria das mães é difícil dizer não aos filhos. A sensação de aproveitar o tempo com a família é maior entre as mães que não trabalham. Para a maioria delas é importante que a família pense que estão bem, além de considerarem os pais mais importantes na educação dos filhos do que a escola.
Mesmo com tantas atribuições e responsabilidades, as mães se consideram felizes (88%). Elas acham importante manterem-se jovens e 76% delas estão satisfeitas com a sua aparência. As mães que trabalham estão mais atentas aos cuidados estéticos, que vão desde a forma física e uso de maquiagem até o preparo de refeições saudáveis, ainda que admitam não ter tempo e, se pudessem, fariam plástica (57%). Elas se consideram alegres, independentes e espirituais.
Em momentos de lazer, as mães que trabalham costumam sair mais de casa. Elas frequentam cafés, teatros, shoppings, clubes, restaurantes e parques. Em casa, elas brincam de karaoquê e lêem livros. O contato com as mídias é, em média, de seis horas diárias e é considerado um hábito de lazer já que entretém e informa simultaneamente.
As mídias de massa como TV e Rádio são consumidas por praticamente todas as mães, seguindo a tendência de consumo da população. Analisando os demais meios, as mães que trabalham se destacam no consumo de todos eles. Em alguns casos, como internet e cinema, o consumo chega a ser duas vezes maior.
A internet é mais acessada pelas mães que trabalham e as atividades mais realizadas são envio de e-mails, pesquisas pessoais e acesso a sites de comunicação (revistas, jornais, rádio e TV).
Nas compras, as mulheres, de forma geral, são impulsivas. A maioria gosta de variar as marcas, trocam idéias com amigos sobre as compras e valorizam produtos de higiene pessoal. As mães que trabalham afirmam sentir prazer em comprar e preferem pagar a prazo. Elas nem sempre se interessam pelas marcas dos produtos, mas gostam de marcas refinadas e produtos nacionais. Dão importância a produtos que facilitem o dia-a-dia e os filhos influenciam nas compras da casa.
Já para as mães que não trabalham, o preço é fator determinante. Elas procuram ofertas e descontos e planejam a compra de produtos caros. Geralmente lêem os rótulos e, embora prefiram marcas tradicionais, se consideram fiéis às marcas que consomem, mas experimentam novas opções.







Jackislandy Meira de M. Silva, Professor e Filósofo.
Confiram os blogs:
www.umasreflexoes.blogspot.com ewww.chegadootempo.blogspot.com

sexta-feira, 1 de maio de 2009

NIILISMO: PERDA DE SENTIDO

Estamos inseridos numa sociedade marcadamente veloz, onde princípios ou valores parecem não conter mais o desejo do homem de autorealizar-se, de ser feliz. Basta olharmos a enorme gama de alternativas profissionais no campo de trabalho, umas despontando mais do que outras apenas porque atendem ao modelo econômico neoliberal, ora em crise, que associa os valores aos bens de consumo ou de mercado, podendo desgastar-se facilmente a troco de nada.
Assim o fluir de uma atmosfera meramente relativista de modelos a seguir se multiplicam para atender às exigências do mercado ou da “Indústria cultural”, como nos afirmava Foucault, que sublinhava esse aspecto condicionado à inclinação do homem moderno para criação de muitas, fúteis e falsas necessidades.
Anterior a toda carga volátil mencionada, Nietzsche já se adiantava e percebia o problema: como podemos viver em um mundo sem algo(Deus) que garanta que a vida tenha sentido? Ele admitiu, enfim, que até Deus estava morto para iniciar sua longa busca por uma resposta não religiosa ao significado da vida, tentando escapar à sensação de desespero que seguiu sua perda de fé no cristianismo.
É exatamente nisto que consiste o niilismo, tema de nossa reflexão, “que os valores supremos se desvalorizam”( NIETZSCHE, Fragmentos Póstumos. In REALE, 1999:17), faltando o fim, a resposta ao por quê. Esta angústia do homem em não encontrar o Ser, a segurança ou a instância última de sua vida esteve presente por bastante tempo nas reflexões filosóficas de Schopenhauer, Kierkegaard, culminando em Nietzsche com o niilismo, crença de que nada tem sentido, nada tem importância. Para ele, é o principal problema enfrentado pela modernidade:
“A cultura contemporânea perdeu o sentido daqueles grandes valores que, na era antiga e medieval e também nos primeiros séculos da era moderna, constituíam pontos de referência essenciais, e em ampla medida irrenunciáveis, no pensamento e na vida”(REALE, 1999:17).

Pretendemos desse modo abrir uma discussão no tocante ao problema do niilismo, que não está superado, e nos ajudará a compreender melhor o mundo e as pessoas no qual vivem. Tal pretensão é muito válida porque haveremos de alcançar uma disposição acertada sobre a metafísica. A falta desta em nossa visão do mundo e das coisas compromete-nos fortemente a uma vida sem sentido, sem um norte, sem fim a perseguir.
O niilismo, além de nos levar a uma experiência de vazio terrível, carrega-nos para uma desvalorização e negação dos seguintes princípios: princípio primeiro, Deus; fim último; ser; bem; verdade.
Certamente, encontramos nesses aspectos a raiz de todos os males do século XXI, assim como afirma Nietzsche que o ideal foi até agora a força caluniadora do mundo e do homem propriamente dita, o sopro venenoso sobre a realidade, a grande sedução que leva ao nada.
Ainda em outro fragmento, intitulado como diário do niilista, esclarece-se plenamente o conceito de ateísmo no sentido de niilismo: “tudo existe, mas não há fins – o ateísmo como falta de ideais”(Ibidem, p.25).
E, por fim: “A mudança absoluta que ocorre com a negação de Deus – Não temos mais absolutamente nenhum Senhor acima de nós; o velho mundo dos valores é teológico – este é derrubado”(Ibidem).
Em suma, a afirmação “Deus está morto” é a fórmula emblemática do niilismo e significa que o mundo meta-sensível(o mundo metafísico) dos ideais e dos valores supremos, concebido como ser em si, como causa e como fim – ou seja, como aquilo que dá sentido a todas as coisas materiais, em geral, e à vida dos homens, em particular -, perdeu toda consistência e toda importância.
É preciso, com isso, propor um resgate dos valores antigos com roupagens diferentes, com uma percepção nova dos problemas da realidade. Ou, como lembrava Nietzsche, a transvaloração como indicativo urgente para a crise da perda de sentido. Seria procurar mostrar exatamente isto:
“Que os valores e sua variação estão relacionados com o aumento da potência de quem põe os valores; a medida de incredulidade, de uma reconhecida liberdade do espírito como expressão do aumento de potência; niilismo como ideal de suprema potência do espírito, de vida riquíssima: em parte destrutivo, em parte irônico”(REALE, 1999:26).


Cf. REALE, Giovanni. O saber dos antigos. SP: Loyola, 1999.


Jackislandy Meira de M. Silva,
Professor e Filósofo.
Confiram:
www.umasreflexoes.blogspot.com
www.chegadootempo.blogspot.com


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mães contemporâneas.


A maioria das mulheres brasileiras (51%) são mães. Diante dessa realidade, o IBOPE Mídia desenvolveu um estudo completo para traçar o perfil das "Mães Contemporâneas", mulheres atuais, que convivem com uma exaustiva jornada: de mãe, profissional bem sucedida e dona de casa. A análise é baseada em diversos estudos regulares do IBOPE Mídia, além de uma pesquisa especial sobre as mães contemporâneas, que considerou informações de mulheres de 10 anos ou mais das oito principais regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador).
Praticamente dois terços das mulheres das classes D/E no Brasil têm filhos. Nas classes A/B, esse número é de 46%. A idade média das mães é de 38 anos, dois a mais do que das mães D/E e, dessas, 18% têm até 24 anos.
Um terço das mães brasileiras não vive com companheiros e não são casadas; 56% delas dedicam-se a atividades profissionais. Destas, 43% são chefes de família, ou seja, três milhões de mulheres. A maioria das mães que trabalham (67%) afirma que é capaz de sustentar sua família sozinha, ainda que os homens ganhem em média 32% a mais que as mulheres. Dentre as mães trabalhadoras, 34% está no setor informal, 41% são autônomas e 4% conduzem seus próprios negócios.
Do total das mães, 68% consideram difícil conciliar trabalho, maternidade e casamento. Para as mães que trabalham, o trabalho significa realização pessoal (90%), independência (82%) e proporciona o contato com pessoas diferentes (81%). Para elas, a estabilidade no trabalho é mais importante que o dinheiro que ganham, pois 55% pretendem seguir carreira e valorizam a atuação profissional. Isso, certamente, demanda tempo. Talvez também por essa razão, mais da metade delas gostaria de se dedicar mais tempo aos filhos.
A casa é considerada o melhor lugar do mundo. É o verdadeiro porto seguro para a grande maioria das mães. Em geral, elas preferem passar uma noite calma em casa a sair, têm prazer em receber os amigos e não abrem mão do conforto. A cozinha é parte fundamental no dia-a-dia. Para elas o ato de cozinhar é fascinante e transcende a alimentação.
As mães que não trabalham rejeitam menos as tarefas domésticas do que as que trabalham fora, mas ambas concordam que cuidar da casa e dos filhos cansa mais do que trabalhar fora (76%). Os parceiros do cenário contemporâneo são participativos e atuantes nas situações do dia-a-dia. Em 15% dos domicílios há a presença de ajudantes domésticas. Desse total, 47% são mensalistas e entre as mães que trabalham, esse número cresce para 64%.
A família das mães que não trabalham é 11% maior. Há em média 1,7 crianças de zero a 11 anos nos domicílios brasileiros.
Para as mães contemporâneas, o principal problema das crianças hoje em dia é a falta de limites, porém para a maioria das mães é difícil dizer não aos filhos. A sensação de aproveitar o tempo com a família é maior entre as mães que não trabalham. Para a maioria delas é importante que a família pense que estão bem, além de considerarem os pais mais importantes na educação dos filhos do que a escola.
Mesmo com tantas atribuições e responsabilidades, as mães se consideram felizes (88%). Elas acham importante manterem-se jovens e 76% delas estão satisfeitas com a sua aparência. As mães que trabalham estão mais atentas aos cuidados estéticos, que vão desde a forma física e uso de maquiagem até o preparo de refeições saudáveis, ainda que admitam não ter tempo e, se pudessem, fariam plástica (57%). Elas se consideram alegres, independentes e espirituais.
Em momentos de lazer, as mães que trabalham costumam sair mais de casa. Elas frequentam cafés, teatros, shoppings, clubes, restaurantes e parques. Em casa, elas brincam de karaoquê e lêem livros. O contato com as mídias é, em média, de seis horas diárias e é considerado um hábito de lazer já que entretém e informa simultaneamente.
As mídias de massa como TV e Rádio são consumidas por praticamente todas as mães, seguindo a tendência de consumo da população. Analisando os demais meios, as mães que trabalham se destacam no consumo de todos eles. Em alguns casos, como internet e cinema, o consumo chega a ser duas vezes maior.
A internet é mais acessada pelas mães que trabalham e as atividades mais realizadas são envio de e-mails, pesquisas pessoais e acesso a sites de comunicação (revistas, jornais, rádio e TV).
Nas compras, as mulheres, de forma geral, são impulsivas. A maioria gosta de variar as marcas, trocam idéias com amigos sobre as compras e valorizam produtos de higiene pessoal. As mães que trabalham afirmam sentir prazer em comprar e preferem pagar a prazo. Elas nem sempre se interessam pelas marcas dos produtos, mas gostam de marcas refinadas e produtos nacionais. Dão importância a produtos que facilitem o dia-a-dia e os filhos influenciam nas compras da casa.
Já para as mães que não trabalham, o preço é fator determinante. Elas procuram ofertas e descontos e planejam a compra de produtos caros. Geralmente lêem os rótulos e, embora prefiram marcas tradicionais, se consideram fiéis às marcas que consomem, mas experimentam novas opções.







Jackislandy Meira de M. Silva, Professor e Filósofo.
Confiram os blogs:
www.umasreflexoes.blogspot.com ewww.chegadootempo.blogspot.com

sexta-feira, 1 de maio de 2009

NIILISMO: PERDA DE SENTIDO

Estamos inseridos numa sociedade marcadamente veloz, onde princípios ou valores parecem não conter mais o desejo do homem de autorealizar-se, de ser feliz. Basta olharmos a enorme gama de alternativas profissionais no campo de trabalho, umas despontando mais do que outras apenas porque atendem ao modelo econômico neoliberal, ora em crise, que associa os valores aos bens de consumo ou de mercado, podendo desgastar-se facilmente a troco de nada.
Assim o fluir de uma atmosfera meramente relativista de modelos a seguir se multiplicam para atender às exigências do mercado ou da “Indústria cultural”, como nos afirmava Foucault, que sublinhava esse aspecto condicionado à inclinação do homem moderno para criação de muitas, fúteis e falsas necessidades.
Anterior a toda carga volátil mencionada, Nietzsche já se adiantava e percebia o problema: como podemos viver em um mundo sem algo(Deus) que garanta que a vida tenha sentido? Ele admitiu, enfim, que até Deus estava morto para iniciar sua longa busca por uma resposta não religiosa ao significado da vida, tentando escapar à sensação de desespero que seguiu sua perda de fé no cristianismo.
É exatamente nisto que consiste o niilismo, tema de nossa reflexão, “que os valores supremos se desvalorizam”( NIETZSCHE, Fragmentos Póstumos. In REALE, 1999:17), faltando o fim, a resposta ao por quê. Esta angústia do homem em não encontrar o Ser, a segurança ou a instância última de sua vida esteve presente por bastante tempo nas reflexões filosóficas de Schopenhauer, Kierkegaard, culminando em Nietzsche com o niilismo, crença de que nada tem sentido, nada tem importância. Para ele, é o principal problema enfrentado pela modernidade:
“A cultura contemporânea perdeu o sentido daqueles grandes valores que, na era antiga e medieval e também nos primeiros séculos da era moderna, constituíam pontos de referência essenciais, e em ampla medida irrenunciáveis, no pensamento e na vida”(REALE, 1999:17).

Pretendemos desse modo abrir uma discussão no tocante ao problema do niilismo, que não está superado, e nos ajudará a compreender melhor o mundo e as pessoas no qual vivem. Tal pretensão é muito válida porque haveremos de alcançar uma disposição acertada sobre a metafísica. A falta desta em nossa visão do mundo e das coisas compromete-nos fortemente a uma vida sem sentido, sem um norte, sem fim a perseguir.
O niilismo, além de nos levar a uma experiência de vazio terrível, carrega-nos para uma desvalorização e negação dos seguintes princípios: princípio primeiro, Deus; fim último; ser; bem; verdade.
Certamente, encontramos nesses aspectos a raiz de todos os males do século XXI, assim como afirma Nietzsche que o ideal foi até agora a força caluniadora do mundo e do homem propriamente dita, o sopro venenoso sobre a realidade, a grande sedução que leva ao nada.
Ainda em outro fragmento, intitulado como diário do niilista, esclarece-se plenamente o conceito de ateísmo no sentido de niilismo: “tudo existe, mas não há fins – o ateísmo como falta de ideais”(Ibidem, p.25).
E, por fim: “A mudança absoluta que ocorre com a negação de Deus – Não temos mais absolutamente nenhum Senhor acima de nós; o velho mundo dos valores é teológico – este é derrubado”(Ibidem).
Em suma, a afirmação “Deus está morto” é a fórmula emblemática do niilismo e significa que o mundo meta-sensível(o mundo metafísico) dos ideais e dos valores supremos, concebido como ser em si, como causa e como fim – ou seja, como aquilo que dá sentido a todas as coisas materiais, em geral, e à vida dos homens, em particular -, perdeu toda consistência e toda importância.
É preciso, com isso, propor um resgate dos valores antigos com roupagens diferentes, com uma percepção nova dos problemas da realidade. Ou, como lembrava Nietzsche, a transvaloração como indicativo urgente para a crise da perda de sentido. Seria procurar mostrar exatamente isto:
“Que os valores e sua variação estão relacionados com o aumento da potência de quem põe os valores; a medida de incredulidade, de uma reconhecida liberdade do espírito como expressão do aumento de potência; niilismo como ideal de suprema potência do espírito, de vida riquíssima: em parte destrutivo, em parte irônico”(REALE, 1999:26).


Cf. REALE, Giovanni. O saber dos antigos. SP: Loyola, 1999.


Jackislandy Meira de M. Silva,
Professor e Filósofo.
Confiram:
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