terça-feira, 3 de julho de 2007

Tomada de Reflexão Filosófica.

O Professor Dr. Markus Figueira da Silva, do núcleo de Pós-Graduação em Filosofia Metafísica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, numa de suas aulas, mencionou a Antropofagia Metafísica de Oswald de Andrade, organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, que não é a fome essa necessidade física de levá-lo a comer alguém ou outra coisa(canibalismo), mas a força ou o poder de superação da força do outro, caracterizando assim, a Metafísica verdadeira do antropófago. A força é que é a comida de fato. É a afirmação, mas não a negação de alguém que lhe motiva a participar da alegria do outro, pois é afirmando o outro que afirmo a mim mesmo. Superando-me, supero o outro que também se supera. Crescendo, faço crescer o outro. Enriquecendo-me, enriqueço também o outro e assim por diante, como numa relação positiva de forças para o progresso saudável da ciência e da humanidade, lembrando nesse caso o próprio Immanuel Kant em A paz perpétua, ou ainda, para o desenvolvimento das potencialidades humanas. Salvaguardando a idéia de que toda competitividade é sadia desde que esteja orientada sob essa perspectiva.
Nesse aspecto, pode-se muito bem fazer uma analogia com Nietzsche em relação ao Super-homem que é a superação pela afirmação da vitória do outro, tornando evidente para nós a figura poderosa do Super-homem, não provocando, de modo algum, indignação, blefes e ressentimentos. Pois, de certa forma, é uma contribuição louvável de Oswald de Andrade para o aprimoramento dessas idéias filosóficas que retira o homem da inércia ou de uma vida sem sentido, dando-lhe apoderamento de si mesmo, consciência de sua força para superar as próprias limitações. Seria uma espécie de se auto-apoderar para o desenvolvimento de si mesmo.
Com esse pano de fundo teórico filosófico, vamos deslumbrar algumas passagens do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade:
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz...
Tupi, or not tupi that is the question ...
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago...
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar...
Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos...
Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia...
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia...
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses...
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro...
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da POSSIBILIDADE. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia...
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
A alegria é a prova dos nove...
Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos....
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud...
Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e filósofo.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Tomada de Reflexão Filosófica.

O Professor Dr. Markus Figueira da Silva, do núcleo de Pós-Graduação em Filosofia Metafísica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, numa de suas aulas, mencionou a Antropofagia Metafísica de Oswald de Andrade, organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, que não é a fome essa necessidade física de levá-lo a comer alguém ou outra coisa(canibalismo), mas a força ou o poder de superação da força do outro, caracterizando assim, a Metafísica verdadeira do antropófago. A força é que é a comida de fato. É a afirmação, mas não a negação de alguém que lhe motiva a participar da alegria do outro, pois é afirmando o outro que afirmo a mim mesmo. Superando-me, supero o outro que também se supera. Crescendo, faço crescer o outro. Enriquecendo-me, enriqueço também o outro e assim por diante, como numa relação positiva de forças para o progresso saudável da ciência e da humanidade, lembrando nesse caso o próprio Immanuel Kant em A paz perpétua, ou ainda, para o desenvolvimento das potencialidades humanas. Salvaguardando a idéia de que toda competitividade é sadia desde que esteja orientada sob essa perspectiva.
Nesse aspecto, pode-se muito bem fazer uma analogia com Nietzsche em relação ao Super-homem que é a superação pela afirmação da vitória do outro, tornando evidente para nós a figura poderosa do Super-homem, não provocando, de modo algum, indignação, blefes e ressentimentos. Pois, de certa forma, é uma contribuição louvável de Oswald de Andrade para o aprimoramento dessas idéias filosóficas que retira o homem da inércia ou de uma vida sem sentido, dando-lhe apoderamento de si mesmo, consciência de sua força para superar as próprias limitações. Seria uma espécie de se auto-apoderar para o desenvolvimento de si mesmo.
Com esse pano de fundo teórico filosófico, vamos deslumbrar algumas passagens do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade:
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz...
Tupi, or not tupi that is the question ...
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago...
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar...
Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos...
Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia...
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia...
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses...
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro...
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da POSSIBILIDADE. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia...
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
A alegria é a prova dos nove...
Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos....
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud...
Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e filósofo.

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