segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Poesia de Pessoa está viva em cada esquina de Lisboa



Pedro Bassan mostra, numa viagem de bonde pelas ruas de Lisboa, os locais preferidos do poeta Fernando Pessoa.

Uma placa diz que um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa, nasceu no 4º andar de um prédio em Lisboa e a casa dele foi a cidade inteira. Pessoa andou pelas ruas da região até 1935. Mas quem disse que poeta morre? As palavras estão vivas em cada esquina e a Lisboa de Fernando Pessoa ainda existe.

Para passear por ela, basta entrar num bonde. São os mesmos que percorrem a cidade até hoje. Não são do mesmo modelo, não. São os mesmos, mesmo. Parece até que Fernando Pessoa vai estar sentado ao nosso lado.

As cabines mantêm o mesmo aspecto desde que foram construídas, em 1901. Já o sistema mecânico é moderno, foi todo reformado nos anos 90. Nos bondes de Lisboa, é possível viajar no tempo, com a sensação de total segurança.

Eles se encaixam em cada cantinho de Lisboa e levam 20 milhões de passageiros por ano. É impressionante o fôlego do ‘velhinho’ de 110 anos. Os bondes não foram mantidos só pelo romantismo, não.

É que até hoje é impossível encontrar outro veículo que enfrente curvas com o mesmo equilíbrio. São 45 bondes na ativa. Parece muito mais. Pintam a cidade de amarelo e andam carregados de poesia. Será que não foi dentro de um bonde que pessoa teve a inspiração para alguns de seus versos?

Por exemplo: “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Ou então, em outro poema, a vontade de trocar as próprias palavras por esse barulho: rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando. “Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime. Ser completo como uma máquina”.

Em Lisboa, os bondes são chamados de elétricos. É um monumento nacional de Portugal no centro de Lisboa e é ele que nos leva para o centro do mundo de Fernando Pessoa. O bairro Alto, o Chiado, são cartões postais da cidade, os lugares de que ele mais gostava.

No local, ninguém está sozinho. Porque mesmo os mais solitários têm sempre a companhia do poeta. Numa mesa, basta imaginar um pouquinho para ouvir o Fernando, nosso amigão, declamando os próprios versos: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena. “Para viajar basta existir”.

“Tenho em mim todos os sonhos do mundo. Sonhar é muito mais prático que viver”. Só que, sonhando, sonhando, a gente corre o risco de perder o bonde. Adeus, Pessoa. É hora de descer da poesia para a vida real.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/11/poesia-de-fernando-pessoa-esta-viva-em-cada-esquina-de-lisboa.html

domingo, 13 de novembro de 2011

Série “Brasil sem Cigarro”


18-cigarrosCom o objetivo de sensibilizar as pessoas que querem parar de fumar fornecendo informações e dicas para auxiliá-las nesse processo de cessação, a TV Globo exibirá de 13 de novembro a 11 de dezembro a série – "Brasil sem Cigarro", com apresentação do Dr. Dráuzio Varella, exibida no programa Fantástico. Para isso, a empresa solicitou parceria para a divulgação do programa nos estados. O programa será veiculado nos moldes da série exibida anteriormente - Medida Certa – com grandes eventos em algumas cidades e um reality show do acompanhamento de fumantes que querem parar de fumar;
Os eventos presenciais do quadro Brasil sem Cigarro serão em 10 Estados, sendo 2 Estados por final de semana (um no sábado e outro no domingo), para veiculação durante a série no programa Fantástico.
É importantíssimo que, mesmo as cidades que não foram contempladas com os eventos presenciais, e, principalmente as listadas (onde ocorrerão os eventos) estejam preparadas para um possível aumento de demanda para as unidades de tratamento do fumante.
Listagem das cidades e datas. Acreditamos que esta listagem seja a final, porém quaisquer alterações de datas e locais serão informados.
12/11 – Porto Alegre
13/11 – Rio de Janeiro
19/11 –Fortaleza
20/11 –Brasília
26/11- Manaus
27/11 – Goiânia
03/12- Belém
04/12-Belo Horizonte
10/12- Recife
11/12- São Paulo

Acesse: http://fantastico.globo.com/platb/brasil-sem-cigarro.
Enquanto a série Brasil Sem cigarro não começa, o Doutor Drauzio Varella sugere duas providências imediatas para quem quer parar de fumar. Ele explica que largar o cigarro é uma prova de resistência e força de vontade e que apesar de não ser fácil, muita gente já conseguiu.
Drauzio alerta que é preciso se preparar para largar o vício. "Corte pela metade o número de cigarros que você fuma. Cortar pela metade é completamente possível. Você pode fazer isso sem sofrer", incentiva o doutor.
A segunda dica é cortar o cigarro da manhã, logo depois do café: "Só acenda o primeiro cigarro duas horas depois do café. Dá pra aguentar, passa depressa".

NOTA: Se você conhece alguma pessoa que deseja parar de fumar e tem essa dificuldade indique esta série que começará dia 6 de novembro no programa Fantástico - Rede Globo. Lembre-se, a série será abordado por um especialista, um médico conceituado e que já passou por este vício durante 19 anos e conseguiu largar.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A mentira...


          
            Às vezes me pego a pensar livremente, de um modo estranhamente natural e instintivo, sobre o dado da mentira. A mentira tem várias faces. Tal qual moeda, certamente, tem uma cara e uma coroa. Na política então... Há mais cara do que coroa.
            Quando ela mostra sua cara é terrível, pois vem quase sempre carregada ou a serviço de quem amamos. É bem por isso que a Bíblia trata a mentira, lá em Jo. 8. 44, de filha do diabo. Se Satanás, na inspiração bíblica, é o pai da mentira é porque algo de muito nefasto, mal e perverso tem a ver com a mentira. A mentira atrapalha vidas de casais, possivelmente quando uma das partes se utiliza dela para esconder uma traição ou uma verdade que implica dor e sofrimento a ambos. A mentira separa velhos amigos e é a causa de conflitos entre pais e filhos. A mentira joga com o engano para nos oferecer o reino das ilusões imediatas. Uma mentira está sempre puxando outra e alimentando a desconfiança de muita gente. Ninguém confia no mentiroso!
            Sinto muito aqui ser tão pragmático, mas é o que ocorre quando achamos que podemos enganar as pessoas a vida toda com nossas mentiras. O mentiroso está sempre na linha da falsidade, uma vez que se esconde num “mundinho” só seu. Quase sempre o mentiroso é egoísta e não tolera a verdade. É capaz até de falar a verdade para os outros, mas não suporta a sua verdade. É óbvio que a mentira em si não existe, só passa a existir quando a praticamos, é por isso que as ações incoerentes nos denunciam assustadoramente. Da mesma forma que a honestidade enquanto tal não existe, mas a partir do momento em que tomamos ações honestas, justas e bondosas, aí sim somos honestos, uma vez que praticamos a honestidade. Assim, é preciso praticar a mentira para ser, de fato, mentiroso. Negando a mentira, não significa dizer que sejamos verdadeiros, mas negando a prática da mentira, não a praticando, é que, sem dúvida, somos verdadeiros. Essa é a cara da mentira.
            Mentir tornou-se uma constante no mundo da política, haja vista a pauta de planos e de estratégias que os políticos, na sua imensa maioria, têm de cumprir. Estratégias estas, claro, tendo em vista as eleições, os votos, e nada mais. Para conquistá-los, a mentira entra em jogo voluntariamente fazendo qualquer negócio. Ao contrário de muitos de nós que mentem involuntariamente, – até pensando em amenizar a dose da verdade para os outros, e talvez esteja aqui a outra face da moeda, a coroa – o político mente caprichosa e ardilosamente, uma vez que vive mais dela do que ela dele. Explico. O político se serve mais da mentira para atingir seus objetivos, do que a maior parte das pessoas, que são pegas de surpresa por ela, são usadas por ela, quando não gostariam.
            Todavia, não sem razão, disse Platão sobre a mentira no diálogo Hípias Menor, algo assim: “Os mentirosos são capazes, e inteligentes, e conhecedores, e sábios naquilo em que mentem...”(PLATÃO. Sobre a inspiração e Sobre a mentira. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008, p. 64). É óbvio que o mentiroso ignorante também se engana e acaba falando a verdade. Portanto, é próprio do homem mentir e falar a verdade, quer voluntária ou involuntariamente. Nesse diálogo que ora cito, vem considerada a possibilidade humana de agir com consciência de modo vergonhoso ou não, aí entra a mentira, pois quem mente é versátil e multiforme. Aqui está, sem dúvida, a coroa da mentira, na sua linguagem em parecer-se criativamente com a verdade. O modo de falar a mentira como se fosse verdade, com persuasão, é uma de suas curiosas artimanhas. O sofista era muito habilidoso nesse aspecto. Daí, a mentira ser tão importante para a política.
            À deriva de um olhar bíblico-cristão, a mentira vem relativizada, sobretudo, na esfera política, na esfera filosófica até certo ponto, como também no campo da linguagem, da arte e da ética numa visão “extramoral”. Nietzsche foi um exemplo claro de tratar a mentira num sentido artístico, poético e filosófico além dos padrões culturais em que vivia e no qual se sentia aprisionado, talvez por isso seu espírito livre esteja tão presente em sua obra. “Ora, o homem esquece sem dúvida que é assim que se passa com ele: mente, pois, da maneira designada, inconscientemente e segundo hábitos seculares e justamente por essa inconsciência, justamente por esse esquecimento, chega ao sentimento da verdade(...) O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas”(NIETZSCHE, F. Col. Os Pensadores. São Paulo: Ed. Abril. 1999. p. 46-49).
            Joguemos, pois, a moeda para cima e esperemos cair. Se for cara, bastante cuidado com a mentira, ela poderá arruinar sua honra e sua fama. Se for coroa, prudência, a mentira poderá ser um sinal de que não é hora de falar a verdade, porém mais cedo ou mais tarde, a verdade aparecerá com toda a sua força e mais viva do que nunca. De qualquer modo, tenhamos muito cuidado com a moeda da mentira por mais sedutora que ela seja!
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Especialista em Metafísica

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Chama-se Brasil o nome deste país

Que país é esse? E ainda temos que aguentar o uso escancarado de dinheiro público, dinheiro de nossos impostos, em construção de obras para a copa, inclusive em contruções gigantescas com gastos absurdos que não trarão retornos para a população.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Geração Capitão Planeta

por Luiz Felipe Pondé para Folha

Você se lembra do desenho "Capitão Planeta"? Nele um grupo de jovens de várias etnias (brancos, negros, amarelos, vermelhos, enfim, todas as "cores do arco-íris") defendia o planeta.

Acho que "Capitão Planeta" deveria ser o patrono dos "novos jovens" que invadiram Wall Street , o Viaduto do Chá e a USP. Estes, então, são ridículos, se acham acima da lei e não querem polícia no campus. Como ficam as alunas violentadas? Devem pedir ajuda para o fantasma de Foucault?

Muito professor-cheerleader é culpado por isso quando fala de "jovens que lutam por um mundo melhor".

Este "mundo melhor" é o que eles têm na cabeça e que implica sempre eliminar quem não concorda com eles (o movimento estudantil sempre foi extremamente autoritário).

E não existe "o jovem", jovens são múltiplos e muitos não concordam com os baderneiros que invadiram a Faculdade de Filosofia da USP.

Quando você tem 12 anos, um desenho como esse "emociona". Depois dos 18 anos, se você ainda acredita "no mundo do Capitão Planeta", é porque não fez os passos naturais do amadurecimento mental.

A diferença entre eles e a última geração revolucionária de fato (Fidel Castro e Che Guevara) é que enquanto "los hermanos" de Cuba, enfrentaram inimigos à bala, essa moçadinha, que acha que "todas as diferenças podem conviver lado a lado" (até a primeira briga de ciúme entre dois caras pela menina mais gostosa do grupo, aliás, coisa rara nesse meio), ao primeiro tiro correria para casa para brincar com o seu iPad.

A mídia ideológica, cansada do marasmo desde maio de 1968 (aquela "revolução francesa" dos estudantes entediados que acabou numa noite gostosa de queijos e vinhos), abraçou esses "movimentos" como um novo "partido mundial dos jovens".

Engraçado como gente (os "jovens") que não paga suas contas (papai as paga ou alguma instituição) acha que pode "resolver" o mundo.

Para provar a piada, basta lembrar que Wall Street é um reduto do Partido Democrata americano, logo, do Obama, o "Messias avatar" dessa moçada, fato que a maioria desses "invasores" do templo capitalista não sabe.

Esta "invasão" de Wall Street foi uma modinha das grandes cidades da costa americana, assim como seus desfiles de moda, seus chefs de cozinha étnica e seu gosto por clássicos da literatura somali, sem os quais o mundo não seria a mesma coisa...

A "invasão" marca o descontentamento de desempregados e a irritação com os ganhos dos bancos nos últimos anos em meio à crise.

No caso dos EUA, ninguém deu ouvidos a eles na "América profunda". A mídia tentou fazer deles representantes da América porque a maior parte da mídia é "Capitão Planeta".

Um objeto fetiche desses caras é a Primavera Árabe. Assim como o restante desses movimentos dos últimos meses, todos diferentes entre si, o árabe pode ter diferenças importantes internas ao próprio mundo árabe.

Peguemos a "secular" Tunísia como exemplo. Berço da "Primavera Árabe", conforme muitos previram, ela deu a primeira vitória das urnas a um partido islâmico (como queríamos demonstrar... Aliás, ao contrário do que a geração de intelectuais "Capitão Planeta" dizia sobre "não haver risco de os islamitas ganharem as eleições"). Islamita é o nome técnico para fundamentalismo islâmico político e/ou "militar".

Apesar de o partido em questão, Nahda, jurar que abandonará suas propostas fundamentalistas (ele era ilegal durante a ditadura "secular" da Tunísia justamente por ser fanático), veremos se suas juras serão verdadeiras.

Especialistas esperam que esses islamitas, quando chegarem ao poder, usem como modelo o partido islâmico moderado da Turquia.

Na Turquia, índices como a presença de mulheres nos quadros funcionais do governo diminuíram significativamente nos anos em que o islamismo moderado turco tem estado no poder. Isso significa uma "islamização" da máquina administrativa. Islamitas tratam as mulheres como animais de estimação.

Ocidentais que não conhecem o Oriente Médio pensam que a maioria da população lá é do tipo "paz, amor e viva a diferença". Pura ignorância.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Música mescla café e filosofia

Letra da musica Couleur Café:

J’aime ta couleur café
Tes cheveux café
Ta gorge café
J’aime quand pour moi tu danses
Alors j’entends murmurer
Tous tes bracelets
Jolis bracelets
À tes pieds ils se balancent
Couleur
Café
Que j’aime ta couleur
Café
C’est quand même fou l’effet
L’effet que ça fait
De te voir rouler
Ainsi des yeux et des hanches
Si tu fais comme le café
Rien qu’à m’énerver
Rien qu’à m’exciter
Ce soir la nuit sera blanche
Couleur
Café
Que j’aime ta couleur
Café
L’amour sans philosopher
C’est comm’ le café
Très vite passé
Mais que veux-tu que j’y fasse
On en a marr’ de café
Et c’est terminé
Pour tout oublier
On attend que ça se tasse
Couleur
Café
Que j’aime ta couleur
Café

Belo cotejo da poesia musical. Como amo a cor do café! O amor sem filosofia é como o café, passa muito rápido... Como amo a cor do café. A cor do café. Café. Filosofia.

Fotos no Facebook

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Poesia de Pessoa está viva em cada esquina de Lisboa



Pedro Bassan mostra, numa viagem de bonde pelas ruas de Lisboa, os locais preferidos do poeta Fernando Pessoa.

Uma placa diz que um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa, nasceu no 4º andar de um prédio em Lisboa e a casa dele foi a cidade inteira. Pessoa andou pelas ruas da região até 1935. Mas quem disse que poeta morre? As palavras estão vivas em cada esquina e a Lisboa de Fernando Pessoa ainda existe.

Para passear por ela, basta entrar num bonde. São os mesmos que percorrem a cidade até hoje. Não são do mesmo modelo, não. São os mesmos, mesmo. Parece até que Fernando Pessoa vai estar sentado ao nosso lado.

As cabines mantêm o mesmo aspecto desde que foram construídas, em 1901. Já o sistema mecânico é moderno, foi todo reformado nos anos 90. Nos bondes de Lisboa, é possível viajar no tempo, com a sensação de total segurança.

Eles se encaixam em cada cantinho de Lisboa e levam 20 milhões de passageiros por ano. É impressionante o fôlego do ‘velhinho’ de 110 anos. Os bondes não foram mantidos só pelo romantismo, não.

É que até hoje é impossível encontrar outro veículo que enfrente curvas com o mesmo equilíbrio. São 45 bondes na ativa. Parece muito mais. Pintam a cidade de amarelo e andam carregados de poesia. Será que não foi dentro de um bonde que pessoa teve a inspiração para alguns de seus versos?

Por exemplo: “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Ou então, em outro poema, a vontade de trocar as próprias palavras por esse barulho: rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando. “Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime. Ser completo como uma máquina”.

Em Lisboa, os bondes são chamados de elétricos. É um monumento nacional de Portugal no centro de Lisboa e é ele que nos leva para o centro do mundo de Fernando Pessoa. O bairro Alto, o Chiado, são cartões postais da cidade, os lugares de que ele mais gostava.

No local, ninguém está sozinho. Porque mesmo os mais solitários têm sempre a companhia do poeta. Numa mesa, basta imaginar um pouquinho para ouvir o Fernando, nosso amigão, declamando os próprios versos: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena. “Para viajar basta existir”.

“Tenho em mim todos os sonhos do mundo. Sonhar é muito mais prático que viver”. Só que, sonhando, sonhando, a gente corre o risco de perder o bonde. Adeus, Pessoa. É hora de descer da poesia para a vida real.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/11/poesia-de-fernando-pessoa-esta-viva-em-cada-esquina-de-lisboa.html

domingo, 13 de novembro de 2011

Série “Brasil sem Cigarro”


18-cigarrosCom o objetivo de sensibilizar as pessoas que querem parar de fumar fornecendo informações e dicas para auxiliá-las nesse processo de cessação, a TV Globo exibirá de 13 de novembro a 11 de dezembro a série – "Brasil sem Cigarro", com apresentação do Dr. Dráuzio Varella, exibida no programa Fantástico. Para isso, a empresa solicitou parceria para a divulgação do programa nos estados. O programa será veiculado nos moldes da série exibida anteriormente - Medida Certa – com grandes eventos em algumas cidades e um reality show do acompanhamento de fumantes que querem parar de fumar;
Os eventos presenciais do quadro Brasil sem Cigarro serão em 10 Estados, sendo 2 Estados por final de semana (um no sábado e outro no domingo), para veiculação durante a série no programa Fantástico.
É importantíssimo que, mesmo as cidades que não foram contempladas com os eventos presenciais, e, principalmente as listadas (onde ocorrerão os eventos) estejam preparadas para um possível aumento de demanda para as unidades de tratamento do fumante.
Listagem das cidades e datas. Acreditamos que esta listagem seja a final, porém quaisquer alterações de datas e locais serão informados.
12/11 – Porto Alegre
13/11 – Rio de Janeiro
19/11 –Fortaleza
20/11 –Brasília
26/11- Manaus
27/11 – Goiânia
03/12- Belém
04/12-Belo Horizonte
10/12- Recife
11/12- São Paulo

Acesse: http://fantastico.globo.com/platb/brasil-sem-cigarro.
Enquanto a série Brasil Sem cigarro não começa, o Doutor Drauzio Varella sugere duas providências imediatas para quem quer parar de fumar. Ele explica que largar o cigarro é uma prova de resistência e força de vontade e que apesar de não ser fácil, muita gente já conseguiu.
Drauzio alerta que é preciso se preparar para largar o vício. "Corte pela metade o número de cigarros que você fuma. Cortar pela metade é completamente possível. Você pode fazer isso sem sofrer", incentiva o doutor.
A segunda dica é cortar o cigarro da manhã, logo depois do café: "Só acenda o primeiro cigarro duas horas depois do café. Dá pra aguentar, passa depressa".

NOTA: Se você conhece alguma pessoa que deseja parar de fumar e tem essa dificuldade indique esta série que começará dia 6 de novembro no programa Fantástico - Rede Globo. Lembre-se, a série será abordado por um especialista, um médico conceituado e que já passou por este vício durante 19 anos e conseguiu largar.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A mentira...


          
            Às vezes me pego a pensar livremente, de um modo estranhamente natural e instintivo, sobre o dado da mentira. A mentira tem várias faces. Tal qual moeda, certamente, tem uma cara e uma coroa. Na política então... Há mais cara do que coroa.
            Quando ela mostra sua cara é terrível, pois vem quase sempre carregada ou a serviço de quem amamos. É bem por isso que a Bíblia trata a mentira, lá em Jo. 8. 44, de filha do diabo. Se Satanás, na inspiração bíblica, é o pai da mentira é porque algo de muito nefasto, mal e perverso tem a ver com a mentira. A mentira atrapalha vidas de casais, possivelmente quando uma das partes se utiliza dela para esconder uma traição ou uma verdade que implica dor e sofrimento a ambos. A mentira separa velhos amigos e é a causa de conflitos entre pais e filhos. A mentira joga com o engano para nos oferecer o reino das ilusões imediatas. Uma mentira está sempre puxando outra e alimentando a desconfiança de muita gente. Ninguém confia no mentiroso!
            Sinto muito aqui ser tão pragmático, mas é o que ocorre quando achamos que podemos enganar as pessoas a vida toda com nossas mentiras. O mentiroso está sempre na linha da falsidade, uma vez que se esconde num “mundinho” só seu. Quase sempre o mentiroso é egoísta e não tolera a verdade. É capaz até de falar a verdade para os outros, mas não suporta a sua verdade. É óbvio que a mentira em si não existe, só passa a existir quando a praticamos, é por isso que as ações incoerentes nos denunciam assustadoramente. Da mesma forma que a honestidade enquanto tal não existe, mas a partir do momento em que tomamos ações honestas, justas e bondosas, aí sim somos honestos, uma vez que praticamos a honestidade. Assim, é preciso praticar a mentira para ser, de fato, mentiroso. Negando a mentira, não significa dizer que sejamos verdadeiros, mas negando a prática da mentira, não a praticando, é que, sem dúvida, somos verdadeiros. Essa é a cara da mentira.
            Mentir tornou-se uma constante no mundo da política, haja vista a pauta de planos e de estratégias que os políticos, na sua imensa maioria, têm de cumprir. Estratégias estas, claro, tendo em vista as eleições, os votos, e nada mais. Para conquistá-los, a mentira entra em jogo voluntariamente fazendo qualquer negócio. Ao contrário de muitos de nós que mentem involuntariamente, – até pensando em amenizar a dose da verdade para os outros, e talvez esteja aqui a outra face da moeda, a coroa – o político mente caprichosa e ardilosamente, uma vez que vive mais dela do que ela dele. Explico. O político se serve mais da mentira para atingir seus objetivos, do que a maior parte das pessoas, que são pegas de surpresa por ela, são usadas por ela, quando não gostariam.
            Todavia, não sem razão, disse Platão sobre a mentira no diálogo Hípias Menor, algo assim: “Os mentirosos são capazes, e inteligentes, e conhecedores, e sábios naquilo em que mentem...”(PLATÃO. Sobre a inspiração e Sobre a mentira. Porto Alegre, RS: L&PM, 2008, p. 64). É óbvio que o mentiroso ignorante também se engana e acaba falando a verdade. Portanto, é próprio do homem mentir e falar a verdade, quer voluntária ou involuntariamente. Nesse diálogo que ora cito, vem considerada a possibilidade humana de agir com consciência de modo vergonhoso ou não, aí entra a mentira, pois quem mente é versátil e multiforme. Aqui está, sem dúvida, a coroa da mentira, na sua linguagem em parecer-se criativamente com a verdade. O modo de falar a mentira como se fosse verdade, com persuasão, é uma de suas curiosas artimanhas. O sofista era muito habilidoso nesse aspecto. Daí, a mentira ser tão importante para a política.
            À deriva de um olhar bíblico-cristão, a mentira vem relativizada, sobretudo, na esfera política, na esfera filosófica até certo ponto, como também no campo da linguagem, da arte e da ética numa visão “extramoral”. Nietzsche foi um exemplo claro de tratar a mentira num sentido artístico, poético e filosófico além dos padrões culturais em que vivia e no qual se sentia aprisionado, talvez por isso seu espírito livre esteja tão presente em sua obra. “Ora, o homem esquece sem dúvida que é assim que se passa com ele: mente, pois, da maneira designada, inconscientemente e segundo hábitos seculares e justamente por essa inconsciência, justamente por esse esquecimento, chega ao sentimento da verdade(...) O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas”(NIETZSCHE, F. Col. Os Pensadores. São Paulo: Ed. Abril. 1999. p. 46-49).
            Joguemos, pois, a moeda para cima e esperemos cair. Se for cara, bastante cuidado com a mentira, ela poderá arruinar sua honra e sua fama. Se for coroa, prudência, a mentira poderá ser um sinal de que não é hora de falar a verdade, porém mais cedo ou mais tarde, a verdade aparecerá com toda a sua força e mais viva do que nunca. De qualquer modo, tenhamos muito cuidado com a moeda da mentira por mais sedutora que ela seja!
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Especialista em Metafísica

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Chama-se Brasil o nome deste país

Que país é esse? E ainda temos que aguentar o uso escancarado de dinheiro público, dinheiro de nossos impostos, em construção de obras para a copa, inclusive em contruções gigantescas com gastos absurdos que não trarão retornos para a população.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Geração Capitão Planeta

por Luiz Felipe Pondé para Folha

Você se lembra do desenho "Capitão Planeta"? Nele um grupo de jovens de várias etnias (brancos, negros, amarelos, vermelhos, enfim, todas as "cores do arco-íris") defendia o planeta.

Acho que "Capitão Planeta" deveria ser o patrono dos "novos jovens" que invadiram Wall Street , o Viaduto do Chá e a USP. Estes, então, são ridículos, se acham acima da lei e não querem polícia no campus. Como ficam as alunas violentadas? Devem pedir ajuda para o fantasma de Foucault?

Muito professor-cheerleader é culpado por isso quando fala de "jovens que lutam por um mundo melhor".

Este "mundo melhor" é o que eles têm na cabeça e que implica sempre eliminar quem não concorda com eles (o movimento estudantil sempre foi extremamente autoritário).

E não existe "o jovem", jovens são múltiplos e muitos não concordam com os baderneiros que invadiram a Faculdade de Filosofia da USP.

Quando você tem 12 anos, um desenho como esse "emociona". Depois dos 18 anos, se você ainda acredita "no mundo do Capitão Planeta", é porque não fez os passos naturais do amadurecimento mental.

A diferença entre eles e a última geração revolucionária de fato (Fidel Castro e Che Guevara) é que enquanto "los hermanos" de Cuba, enfrentaram inimigos à bala, essa moçadinha, que acha que "todas as diferenças podem conviver lado a lado" (até a primeira briga de ciúme entre dois caras pela menina mais gostosa do grupo, aliás, coisa rara nesse meio), ao primeiro tiro correria para casa para brincar com o seu iPad.

A mídia ideológica, cansada do marasmo desde maio de 1968 (aquela "revolução francesa" dos estudantes entediados que acabou numa noite gostosa de queijos e vinhos), abraçou esses "movimentos" como um novo "partido mundial dos jovens".

Engraçado como gente (os "jovens") que não paga suas contas (papai as paga ou alguma instituição) acha que pode "resolver" o mundo.

Para provar a piada, basta lembrar que Wall Street é um reduto do Partido Democrata americano, logo, do Obama, o "Messias avatar" dessa moçada, fato que a maioria desses "invasores" do templo capitalista não sabe.

Esta "invasão" de Wall Street foi uma modinha das grandes cidades da costa americana, assim como seus desfiles de moda, seus chefs de cozinha étnica e seu gosto por clássicos da literatura somali, sem os quais o mundo não seria a mesma coisa...

A "invasão" marca o descontentamento de desempregados e a irritação com os ganhos dos bancos nos últimos anos em meio à crise.

No caso dos EUA, ninguém deu ouvidos a eles na "América profunda". A mídia tentou fazer deles representantes da América porque a maior parte da mídia é "Capitão Planeta".

Um objeto fetiche desses caras é a Primavera Árabe. Assim como o restante desses movimentos dos últimos meses, todos diferentes entre si, o árabe pode ter diferenças importantes internas ao próprio mundo árabe.

Peguemos a "secular" Tunísia como exemplo. Berço da "Primavera Árabe", conforme muitos previram, ela deu a primeira vitória das urnas a um partido islâmico (como queríamos demonstrar... Aliás, ao contrário do que a geração de intelectuais "Capitão Planeta" dizia sobre "não haver risco de os islamitas ganharem as eleições"). Islamita é o nome técnico para fundamentalismo islâmico político e/ou "militar".

Apesar de o partido em questão, Nahda, jurar que abandonará suas propostas fundamentalistas (ele era ilegal durante a ditadura "secular" da Tunísia justamente por ser fanático), veremos se suas juras serão verdadeiras.

Especialistas esperam que esses islamitas, quando chegarem ao poder, usem como modelo o partido islâmico moderado da Turquia.

Na Turquia, índices como a presença de mulheres nos quadros funcionais do governo diminuíram significativamente nos anos em que o islamismo moderado turco tem estado no poder. Isso significa uma "islamização" da máquina administrativa. Islamitas tratam as mulheres como animais de estimação.

Ocidentais que não conhecem o Oriente Médio pensam que a maioria da população lá é do tipo "paz, amor e viva a diferença". Pura ignorância.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Música mescla café e filosofia

Letra da musica Couleur Café:

J’aime ta couleur café
Tes cheveux café
Ta gorge café
J’aime quand pour moi tu danses
Alors j’entends murmurer
Tous tes bracelets
Jolis bracelets
À tes pieds ils se balancent
Couleur
Café
Que j’aime ta couleur
Café
C’est quand même fou l’effet
L’effet que ça fait
De te voir rouler
Ainsi des yeux et des hanches
Si tu fais comme le café
Rien qu’à m’énerver
Rien qu’à m’exciter
Ce soir la nuit sera blanche
Couleur
Café
Que j’aime ta couleur
Café
L’amour sans philosopher
C’est comm’ le café
Très vite passé
Mais que veux-tu que j’y fasse
On en a marr’ de café
Et c’est terminé
Pour tout oublier
On attend que ça se tasse
Couleur
Café
Que j’aime ta couleur
Café

Belo cotejo da poesia musical. Como amo a cor do café! O amor sem filosofia é como o café, passa muito rápido... Como amo a cor do café. A cor do café. Café. Filosofia.

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