sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

PÁGINA VIRADA

Eu tentei de tantas formas ser feliz
Mas despreso foi tudo que consegui
Como sofreu o meu coração
Cheguei até pensar que a minha vida era ficcção
Pois num beco sem saida, não via chance de um dia ser feliz
E estando eu naquele triste estado
Corpo ferido e coração magoado,
Tudo se concretizou, Jesus além das forças não me provou
Me fez feliz e a minha hitória ele mudou,
E o meu passado como página virou

Agora já passou
É uma página virada em minha vida
Pois no espelho eu não vejo mais feridas
De um passado que feriu meu coração
Agora tudo mudou,
Sou abençoado e hoje canto assim
Na certeza que Jesus está aqui
Morando dentro lá no fundo,
Do meu coração.

De Shirley Carvalhaes para nossa meditação.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Encontros alegres



                                                           (Imagem: Romero Britto)

A essa altura do ano os encontros se multiplicam compulsivamente, se é que podemos classificar esses agrupamentos de pessoas de “encontros”, uma vez que mais parecem ajuntamentos forçosos pela conveniência de datas tradicionalmente reconhecidas como o Natal e o Ano Novo. Encontros precisam ser espontâneos, verdadeiramente amigáveis e alegres. Quando se impõe, exige e força um encontro, não flui como deveria ser, de um modo criativo, surpreendente e generoso.
Encontros são encontros, simplesmente, inclassificáveis e obedece, na minha opinião, à ordem do por vir, do vir a ser de Heráclito de Éfeso. Temos encontros diários e permanentemente.
Penso que quanto mais nos enfadamos das festas, reuniões ou até mesmo desses rituais de fim de ano, mais e mais necessitamos, ficamos sedentos e desejosos de verdadeiros encontros, semelhantes aos que costumamos experimentar em família, entre amigos, num aniversário surpresa, num jantar imprevisto, em circunstâncias criadas naturalmente, onde as pessoas vão chegando, chegando e a atmosfera do encontro vai se constituindo cheia de alegria e gratidão. Não dá mais para suportar encontros produzidos, superficiais, monótonos e sem imprevisibilidade. Quanto mais o tempo passa, os anos se vão e a bagagem da vida aumenta, aí é que precisamos de encontros assim.
A alegria é fruto de um bom encontro carregado de afetos bons. Por isso que volta e meia dizemos que um bom encontro é cheio de vida e alegria, de “afecções” dessa natureza. Estamos alegres quando nos sentimos afetados por pessoas alegres que vão aumentar em nós essa potência. Era justamente isso que entendia Spinoza, filósofo holandês do séc. XVII, sobre os bons e maus encontros. Para ele, é da nossa natureza afetar e ser afetado por outros, de modo que a vida é uma intensa possibilidade de encontros.
Só que um encontro alegre se traduz em conquistar, por menor que seja, um pedaço daquele ambiente, daquele encontro, entrar nele, sentir-se parte dele, assumi-lo. Seria o encontro comigo dentro. Ele me preenche e eu o preencho. Eis a alegria!
Por sua vez, o mau encontro se dá na medida em que os afetos não se combinam, diminuindo sua potência de ser. Aí vem a tristeza que surge da separação de uma potência que não me integra, não me preenche, não me põe dentro do encontro. Eis a tristeza!
Algumas vezes, é certo, não depende de nós mudar os encontros, nem sempre temos o poder de mudar as ações, de influenciar, as circunstâncias não nos permitem, as condições menos ainda, enfim. Porém, agir é sempre bom, é interessante agir diferente, criar novas ações neste Natal e Ano novo, abrir-se a experiências novas e inusitadas de encontros parece ser uma tentativa bastante louvável para quem deseja encontros alegres com afetos que se combinem, se completem.
Espero que todos procurem bons encontros, encontros alegres, neste Natal e fim de Ano.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bel. em Teologia, Bel. e Licenciado em Filosofia, Esp. em Metafísica, Esp. em Estudos Clássicos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Supertrabalhador de Gabriel O pensador

De Gabriel O pensador...

Quem trabalha e mata fome não come o pão de ninguém
Mas quem come e não trabalha tá comendo o pão de alguém
Quem trabalha e mata a fome não come o pão de ninguém
Mas quem come e não trabalha tá comendo o pão de alguém
É pra ganhar o pão tem que trabalhar Missão para os heróis que estão dentro do seu lar
O seu pai, sua mãe, são trabalhadores
São os super-heróis, verdadeiros protetores
A superjornalista, o superdoutor
O supermotorista, o supertrocador
O superguitarrista, o superprodutor
E a superprofessora, é que me ensinou
E o supercarteiro, quê que faz, quê que faz?
Manda carta e manda conta pra mamãe e pro papai
E o supergari, o lixeiro, o quê que faz?
Bota o lixo no lixo que aqui tem lixo demais
Cada um faz o que sabe, cada uma sabe o que faz
Ninguém menos ninguém mais, todo mundo corre atrás
E volta pra casa com saudade do filho
Enfrentando o desafio, desviando do gatilho
Mais uma jornada, adivinha quem chegou?
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o supertrabalhador
Alimento minha família com orgulho e amor
Supertrabalhador
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o Supertrabalhador
Enfrento os desafios, o perigo que for
Supertrabalhador
São as aventuras do Supertrabalhador
Demorou
Quem trabalha e mata fome não come o pão de ninguém
Mas quem come e não trabalha tá comendo o pão de alguém
Quem trabalha e mata a fome não come o pão de ninguém
E pra fazer o pão tem que colher o grão
Separar o joio do trigo na plantação
O superlavrador falou com o agricultor,
Que sabe que precisa também do motorista do trator
na cidade, o engenheiro precisa di pedreiro
Mas pra fazer o prédio tem que desenhar primeiro
O sonho do arquiteto, bonito no projeto, virando concreto
Vai virando o concreto!
Eu sou o supertrabalhador
Alimento minha família com orgulho e amor
Supertrabalhador
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o Supertrabalhador
Enfrento os desafios, o perigo que for
Supertrabalhador
São as aventuras do Supertrabalhador
Demorou
Quero ser trabalhador, quem não é um dia quis
Minha mãe sempre falou:"Quem trabalha é mais feliz"
Mas tem que suar pra ganhar o pão
E ainda tem que enfrentar o leão
O leão quer morder nosso pão
Cuidado com o leão, que ele come o nosso pão
O leão quer morder nosso pão
Cuidado com o leão, não dá mole não
Eu sou o supertrabalhador
Alimento minha família com orgulho e amor
Supertrabalhador
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o Supertrabalhador
Enfrento os desafios, o perigo que for
Supertrabalhador
São as aventuras do Supertrabalhador
Demorou
Supertrabalhador
Taxista, motoboy, assistente, diretor
Supertrabalhador
Pipoqueiro, pedagogo, poteiro, pesqisador
Supertrabalhador
Ambulante, feirante, astronauta, ilustrador
Supertrabalhador
Comandante, comissário, caixa, vendedor
Supertrabalhador
Cozinheiro, garçon, bibliotecário, escritor
Supertrabalhador
Maquinista, sambista, surfista, historiador
Supertrabalhador
Marceneiro, carpinteiro, ferreiro, minerador
Supertrabalhador
Telefonista, salva-vidas, bombeiro, mergulhador
Supertrabalhador
Pára-quedista, arqueólogo, filósofo, pintor
Supertrabalhador
Sapateiro, boiadeiro, farmaucêtico, cantor
Super

A ARTE DE NÃO ADOECER

Por Dr. Draúzio Varella

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo arepressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Monólogos das Oficinas de Ferramentas Filosóficas 2013

Se pudermos fazer um apanhado das atividades do ProEMI 2013 realizadas pelas oficinas de ferramentas filosóficas na Escola Estadual Teônia Amaral/Florânia/RN, veremos que foram muito proveitosas no que diz respeito ao desempenho dos estudantes em aceitar colaborar com as iniciativas propostas. Todos acabaram comprando a ideia de que é preciso estudar, pesquisar, aprender, criar, argumentar, interpretar, falar, enfim... Parece que o objetivo planejado foi alcançado. As ferramentas filosóficas em três dimensões: ORALIDADE, INTERPRETAÇÃO TEXTUAL e TECNOLOGIAS, desde o início, procuraram incentivar o estudante a estabelecer uma relação de proximidade do que se fala com o que se entende e vice-versa. Por isso, visamos trabalhar intensamente a voz, impostação, oratória, dicção, exercício contínuo da leitura. Aliado a isso, tentamos fazer com que o estudante descobrisse a interação do que estava sendo dito com o que poderia ser compreendido, entendido ou interpretado, ou seja, a possibilidade de conduzir o estudante a entrar numa perspectiva diferente de relação com o texto, a emoção, a intimidade com o que estava sendo dito.
Talvez daí tenha nascido a ideia de propor dois monólogos muito peculiares para a fala, a interpretação e a relação de intimidade do orador com o texto para apresentação da culminância das oficinas do ProEMI, ocorrida nesta quinta-feira, 05/12/2013 às 19h no auditório da própria Escola. Os monólogos foram: Apresentação da obra Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto e o Monólogo de Orfeu reperformado por Vinícius de Morais em homenagem ao seu centenário. O texto de abertura da obra morte e vida severina, interpretado por dois estudantes do 3º Ano do Ensino Médio, uma espécie de prólogo da obra em que o protagonista dá o tom em forma de monólogo, sintetizando praticamente o que virá a ser a saga do retirante que emigra mostrando a dor e o sofrimento do povo nordestino. Depois, uma estudante, também do 3º Ano do Ensino Médio, sugere uma interpretação íntima com muita emoção ao monólogo de Orfeu que explora uma temática bem trágica, a morte, a vida e o amor, elementos profundos da condição humana.
Gostaria de registrar toda a minha gratidão aos estudantes do 3º Ano do Ensino Médio Inovador envolvidos nessa apresentação que traduz um pouco o que realmente queríamos alcançar.

Abraços, Prof. Jackislandy Meira

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Adeus Mandela, mas seu carisma e vida políticas jamais nos deixarão

Um homem de grandiosa consciência política cujo legado é o diálogo, a justiça, a moral e a luta incansável pelo fim do aparthaid, que se caracterizava pela discriminação e segregação racial, confrontando sempre ideais de libertação e paz com atos insanos de opressão e violência. Mandela ou "Madiba", como é conhecido pelos seus compatriotas, chamou a atenção do mundo pela sua liderança e pelos seus vigorosos discursos a favor de um mundo mais humano.
Que seu zelo por um mundo sem muros raciais, onde todos se respeitam pelo que são e como são, continue a inspirar muitos outros a seguir o mesmo caminho traçado ou iluminado por Mandela. Construtor de uma história irretocável, Nelson Mandela permanecerá sendo um modelo de esperança, de engajamento e de respeito ao outro.
Que seu olhar perdure fixo no horizonte para além de nossas possibilidades e incertezas. As limitações do cárcere não o fizeram insensível, tampouco inerte, medroso e covarde, mas o transformaram mais ainda num indivíduo cidadão, comprometido e profundamente politizado.
Que seu riso de vida ainda projete em nós a certeza de dias melhores em que os povos se alegrem num crescendo infinito.
Que seu grito de liberdade ecoe e alcance os tímpanos de nossos ouvidos cada vez que relutamos a ouvir, a sentir um pouco mais.
Que seu silêncio também encontre uma morada coletiva em nossos corações de indignação, inconformismo e, sobretudo, de paz, uma certa paz inquieta.


Minha gratidão por tudo que representou Nelson Mandela,

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.




sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

PÁGINA VIRADA

Eu tentei de tantas formas ser feliz
Mas despreso foi tudo que consegui
Como sofreu o meu coração
Cheguei até pensar que a minha vida era ficcção
Pois num beco sem saida, não via chance de um dia ser feliz
E estando eu naquele triste estado
Corpo ferido e coração magoado,
Tudo se concretizou, Jesus além das forças não me provou
Me fez feliz e a minha hitória ele mudou,
E o meu passado como página virou

Agora já passou
É uma página virada em minha vida
Pois no espelho eu não vejo mais feridas
De um passado que feriu meu coração
Agora tudo mudou,
Sou abençoado e hoje canto assim
Na certeza que Jesus está aqui
Morando dentro lá no fundo,
Do meu coração.

De Shirley Carvalhaes para nossa meditação.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Encontros alegres



                                                           (Imagem: Romero Britto)

A essa altura do ano os encontros se multiplicam compulsivamente, se é que podemos classificar esses agrupamentos de pessoas de “encontros”, uma vez que mais parecem ajuntamentos forçosos pela conveniência de datas tradicionalmente reconhecidas como o Natal e o Ano Novo. Encontros precisam ser espontâneos, verdadeiramente amigáveis e alegres. Quando se impõe, exige e força um encontro, não flui como deveria ser, de um modo criativo, surpreendente e generoso.
Encontros são encontros, simplesmente, inclassificáveis e obedece, na minha opinião, à ordem do por vir, do vir a ser de Heráclito de Éfeso. Temos encontros diários e permanentemente.
Penso que quanto mais nos enfadamos das festas, reuniões ou até mesmo desses rituais de fim de ano, mais e mais necessitamos, ficamos sedentos e desejosos de verdadeiros encontros, semelhantes aos que costumamos experimentar em família, entre amigos, num aniversário surpresa, num jantar imprevisto, em circunstâncias criadas naturalmente, onde as pessoas vão chegando, chegando e a atmosfera do encontro vai se constituindo cheia de alegria e gratidão. Não dá mais para suportar encontros produzidos, superficiais, monótonos e sem imprevisibilidade. Quanto mais o tempo passa, os anos se vão e a bagagem da vida aumenta, aí é que precisamos de encontros assim.
A alegria é fruto de um bom encontro carregado de afetos bons. Por isso que volta e meia dizemos que um bom encontro é cheio de vida e alegria, de “afecções” dessa natureza. Estamos alegres quando nos sentimos afetados por pessoas alegres que vão aumentar em nós essa potência. Era justamente isso que entendia Spinoza, filósofo holandês do séc. XVII, sobre os bons e maus encontros. Para ele, é da nossa natureza afetar e ser afetado por outros, de modo que a vida é uma intensa possibilidade de encontros.
Só que um encontro alegre se traduz em conquistar, por menor que seja, um pedaço daquele ambiente, daquele encontro, entrar nele, sentir-se parte dele, assumi-lo. Seria o encontro comigo dentro. Ele me preenche e eu o preencho. Eis a alegria!
Por sua vez, o mau encontro se dá na medida em que os afetos não se combinam, diminuindo sua potência de ser. Aí vem a tristeza que surge da separação de uma potência que não me integra, não me preenche, não me põe dentro do encontro. Eis a tristeza!
Algumas vezes, é certo, não depende de nós mudar os encontros, nem sempre temos o poder de mudar as ações, de influenciar, as circunstâncias não nos permitem, as condições menos ainda, enfim. Porém, agir é sempre bom, é interessante agir diferente, criar novas ações neste Natal e Ano novo, abrir-se a experiências novas e inusitadas de encontros parece ser uma tentativa bastante louvável para quem deseja encontros alegres com afetos que se combinem, se completem.
Espero que todos procurem bons encontros, encontros alegres, neste Natal e fim de Ano.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bel. em Teologia, Bel. e Licenciado em Filosofia, Esp. em Metafísica, Esp. em Estudos Clássicos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Supertrabalhador de Gabriel O pensador

De Gabriel O pensador...

Quem trabalha e mata fome não come o pão de ninguém
Mas quem come e não trabalha tá comendo o pão de alguém
Quem trabalha e mata a fome não come o pão de ninguém
Mas quem come e não trabalha tá comendo o pão de alguém
É pra ganhar o pão tem que trabalhar Missão para os heróis que estão dentro do seu lar
O seu pai, sua mãe, são trabalhadores
São os super-heróis, verdadeiros protetores
A superjornalista, o superdoutor
O supermotorista, o supertrocador
O superguitarrista, o superprodutor
E a superprofessora, é que me ensinou
E o supercarteiro, quê que faz, quê que faz?
Manda carta e manda conta pra mamãe e pro papai
E o supergari, o lixeiro, o quê que faz?
Bota o lixo no lixo que aqui tem lixo demais
Cada um faz o que sabe, cada uma sabe o que faz
Ninguém menos ninguém mais, todo mundo corre atrás
E volta pra casa com saudade do filho
Enfrentando o desafio, desviando do gatilho
Mais uma jornada, adivinha quem chegou?
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o supertrabalhador
Alimento minha família com orgulho e amor
Supertrabalhador
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o Supertrabalhador
Enfrento os desafios, o perigo que for
Supertrabalhador
São as aventuras do Supertrabalhador
Demorou
Quem trabalha e mata fome não come o pão de ninguém
Mas quem come e não trabalha tá comendo o pão de alguém
Quem trabalha e mata a fome não come o pão de ninguém
E pra fazer o pão tem que colher o grão
Separar o joio do trigo na plantação
O superlavrador falou com o agricultor,
Que sabe que precisa também do motorista do trator
na cidade, o engenheiro precisa di pedreiro
Mas pra fazer o prédio tem que desenhar primeiro
O sonho do arquiteto, bonito no projeto, virando concreto
Vai virando o concreto!
Eu sou o supertrabalhador
Alimento minha família com orgulho e amor
Supertrabalhador
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o Supertrabalhador
Enfrento os desafios, o perigo que for
Supertrabalhador
São as aventuras do Supertrabalhador
Demorou
Quero ser trabalhador, quem não é um dia quis
Minha mãe sempre falou:"Quem trabalha é mais feliz"
Mas tem que suar pra ganhar o pão
E ainda tem que enfrentar o leão
O leão quer morder nosso pão
Cuidado com o leão, que ele come o nosso pão
O leão quer morder nosso pão
Cuidado com o leão, não dá mole não
Eu sou o supertrabalhador
Alimento minha família com orgulho e amor
Supertrabalhador
São as aventuras do supertrabalhador
Sou o Supertrabalhador
Enfrento os desafios, o perigo que for
Supertrabalhador
São as aventuras do Supertrabalhador
Demorou
Supertrabalhador
Taxista, motoboy, assistente, diretor
Supertrabalhador
Pipoqueiro, pedagogo, poteiro, pesqisador
Supertrabalhador
Ambulante, feirante, astronauta, ilustrador
Supertrabalhador
Comandante, comissário, caixa, vendedor
Supertrabalhador
Cozinheiro, garçon, bibliotecário, escritor
Supertrabalhador
Maquinista, sambista, surfista, historiador
Supertrabalhador
Marceneiro, carpinteiro, ferreiro, minerador
Supertrabalhador
Telefonista, salva-vidas, bombeiro, mergulhador
Supertrabalhador
Pára-quedista, arqueólogo, filósofo, pintor
Supertrabalhador
Sapateiro, boiadeiro, farmaucêtico, cantor
Super

A ARTE DE NÃO ADOECER

Por Dr. Draúzio Varella

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo arepressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..
Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.
Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Monólogos das Oficinas de Ferramentas Filosóficas 2013

Se pudermos fazer um apanhado das atividades do ProEMI 2013 realizadas pelas oficinas de ferramentas filosóficas na Escola Estadual Teônia Amaral/Florânia/RN, veremos que foram muito proveitosas no que diz respeito ao desempenho dos estudantes em aceitar colaborar com as iniciativas propostas. Todos acabaram comprando a ideia de que é preciso estudar, pesquisar, aprender, criar, argumentar, interpretar, falar, enfim... Parece que o objetivo planejado foi alcançado. As ferramentas filosóficas em três dimensões: ORALIDADE, INTERPRETAÇÃO TEXTUAL e TECNOLOGIAS, desde o início, procuraram incentivar o estudante a estabelecer uma relação de proximidade do que se fala com o que se entende e vice-versa. Por isso, visamos trabalhar intensamente a voz, impostação, oratória, dicção, exercício contínuo da leitura. Aliado a isso, tentamos fazer com que o estudante descobrisse a interação do que estava sendo dito com o que poderia ser compreendido, entendido ou interpretado, ou seja, a possibilidade de conduzir o estudante a entrar numa perspectiva diferente de relação com o texto, a emoção, a intimidade com o que estava sendo dito.
Talvez daí tenha nascido a ideia de propor dois monólogos muito peculiares para a fala, a interpretação e a relação de intimidade do orador com o texto para apresentação da culminância das oficinas do ProEMI, ocorrida nesta quinta-feira, 05/12/2013 às 19h no auditório da própria Escola. Os monólogos foram: Apresentação da obra Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto e o Monólogo de Orfeu reperformado por Vinícius de Morais em homenagem ao seu centenário. O texto de abertura da obra morte e vida severina, interpretado por dois estudantes do 3º Ano do Ensino Médio, uma espécie de prólogo da obra em que o protagonista dá o tom em forma de monólogo, sintetizando praticamente o que virá a ser a saga do retirante que emigra mostrando a dor e o sofrimento do povo nordestino. Depois, uma estudante, também do 3º Ano do Ensino Médio, sugere uma interpretação íntima com muita emoção ao monólogo de Orfeu que explora uma temática bem trágica, a morte, a vida e o amor, elementos profundos da condição humana.
Gostaria de registrar toda a minha gratidão aos estudantes do 3º Ano do Ensino Médio Inovador envolvidos nessa apresentação que traduz um pouco o que realmente queríamos alcançar.

Abraços, Prof. Jackislandy Meira

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Adeus Mandela, mas seu carisma e vida políticas jamais nos deixarão

Um homem de grandiosa consciência política cujo legado é o diálogo, a justiça, a moral e a luta incansável pelo fim do aparthaid, que se caracterizava pela discriminação e segregação racial, confrontando sempre ideais de libertação e paz com atos insanos de opressão e violência. Mandela ou "Madiba", como é conhecido pelos seus compatriotas, chamou a atenção do mundo pela sua liderança e pelos seus vigorosos discursos a favor de um mundo mais humano.
Que seu zelo por um mundo sem muros raciais, onde todos se respeitam pelo que são e como são, continue a inspirar muitos outros a seguir o mesmo caminho traçado ou iluminado por Mandela. Construtor de uma história irretocável, Nelson Mandela permanecerá sendo um modelo de esperança, de engajamento e de respeito ao outro.
Que seu olhar perdure fixo no horizonte para além de nossas possibilidades e incertezas. As limitações do cárcere não o fizeram insensível, tampouco inerte, medroso e covarde, mas o transformaram mais ainda num indivíduo cidadão, comprometido e profundamente politizado.
Que seu riso de vida ainda projete em nós a certeza de dias melhores em que os povos se alegrem num crescendo infinito.
Que seu grito de liberdade ecoe e alcance os tímpanos de nossos ouvidos cada vez que relutamos a ouvir, a sentir um pouco mais.
Que seu silêncio também encontre uma morada coletiva em nossos corações de indignação, inconformismo e, sobretudo, de paz, uma certa paz inquieta.


Minha gratidão por tudo que representou Nelson Mandela,

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.




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